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Aramis

Grandes regentes e as sua sinfônicas

Bernstein, Baremboim, Maazel, Karajan e Marriner. Que elenco de regentes! Em mais um (esplêndido) pacote da melhor música erudita Polygram e a CBS trazem recentíssimas gravações com grandes orquestras sob a regência destes mestres da batuta. Comecemos com Leonard Bernstein, cuja "aposentadoria" da Filarmônica de Nova Iorque o fez trabalhar ainda mais. Impressionante o número de grandes registros que o autor de "West Side Story" vem fazendo pelas grandes capitais do mundo, sempre com a maior qualidade. Em Londres, no ano passado, regeu a Filarmônica de Israel, tendo como solista de piano Boris Berman, para a gravação da belíssima obra "Petrouchka" que Igor Stravinsky (1882-1971) criou para balé - e que, aliás, há alguns anos, foi montado pelo Ballet Gauira, com bastante dignidade. "Petrouchka" foi composto entre agosto de 1910 a maio de 1911 e, segundo o musicólogo Nicholas Kenyon, "nasceu como exercício de descontração, após os rigores de "O Pássaro de Fogo". A Filarmônica de Viena, que há alguns meses veio a São Paulo e Rio de Janeiro, pode ser apreciada em sua beleza através de dois recentes lançamentos da Polygram/ Deutsche Grammophon, em edição digital. Sob a regência de Lorin Maazel, uma gravação ao vivo, em 1º de janeiro de 1983, intitulada de "Wiener Bonbons", com obras de fácil agrado, a começar pela valsa de Johann Strauss (1825-1899) que dá título a esta audição repleta de momentos alegres e conhecidos, através de obras de Johann e Josef (1827-1870) Strauss. Já com regência de Herbert von Karajan, regente titular da Filarmônica de Berlim, a Wiener Phillarmôniker mostra uma obra completa de outro Strauss- "O Cavaleiro da Rosa", de Richard Strauss (1864-1949). Escrita em 1909, quando Strauss já tinha a maturidade dos 45 anos, "Der Rosenkavalier" teve livreto do poeta austríaco Hugo von Hofmannsthal. E desde a primeira execução, em Dresden, a 26 de janeiro de 1911, "O Cavaleiro da Rosa" se tornou um triunfo no mundo inteiro. Aqui, a interpretação desta comédia em 3 atos, tem a participação dos cantores Anna Tomowa-Sintow, Kurt Moll, Agnes Baltsa, Gotfried Harniek, Janet Perry, Helga Muller-Molinari e Vinson Cole, além da Associação do Coro da Ópera Estatal de Viena. Finalmente, com a Orquestra Phillarmonia, regida por Neville Marriner - que foi o fundador e titular até 1979 de Academy of Saint Matin-in-the Fields, temos uma gravação preciosa das aberturas de oito das mais belas operetas de Jacques Offenbach (1819-1880). Nesta gravação de grande comunicação - e ideal para quem deseja ter uma introdução ao mundo de Offenbach - estão as aberturas de "A Bela Helena", "A filha do tambor-mor", "Orfeu nos Infernos", "A Grã-Duquesa de Gerolstein", "A Périchole", "Os dois Cegos", "Bar Azul" e a célebre "Vida Parisiense". Finalmente, temos com a Filarmônica de Berlim, regida por Daniel Berenboim, em lançamento da CBS Masterworks, a "Sinfonia Fantástica", opus 14, de Hector Berlioz (1803-1869). Berlioz tinha apenas 26 anos quando concluiu esta surpreendente sinfonia - um monumento apropriado ao mundo romântico em que ele viveu. Foi uma época de revolução. A estréia desta obra teve lugar em 5 de dezembro de 1830, no Conservatório de Paris. Provocou polêmicas em sua forma inovadora e, permanece hoje, 155 anos depois, como um dos monumentos da música sinfônica.
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Estado do Paraná
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Tablóide
36
08/12/1985

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