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Aramis

Artigos por data (1974 - Novembro)

Ora, viva! Um lp de Guiomar Novaes

Maurício Quadrio, diretor de projetos especiais da Phonogram, é um dos nossos record-men que mais defende a importância dos grandes nomes de nossa música erudita fazerem gravações no Brasil. Assim é que tem se empenhado para que intérpretes da dimensão de Magdalena Tagliaferro, Marlos Nobre (também maestro, regente da Orquestra da Rádio MEC) e Guiomar Novaes façam bons discos em nosso País.

As mulheres, os desenhos e a genética

Com uma tímida [discrição] que faz com que mesmo os mais badalativos habituês e vernissages de nosso mundo plástico não a conheçam pessoalmente, Margarida Weisheimer, 24 anos, da turma de 1969 da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, praticamente é uma revelação para que se interessa pelas artes plásticas.

Artigo em 01.11.1974

Aberto a novas idéias, o empresário Maurício Frischmann inaugurou ontem, sem maiores solenidades, a primeira Sex Shop da cidade. Mas não há motivos para os puritanos se preocuparem, pois é apenas uma butique no seu magazine na Rua Monsenhor Celso, que venderá exclusivamente roupas íntimas para mulheres, trazendo as mais envenenadas, sofisticadas, e, naturalmente, Sexy, criações internacionais. É uma butique muito bem decorada, de extremo bom gosto, que, na opinião do publicitário Eloy Zanetti, o eficiente braço direito na comunicação do Amigão, vem preencher uma lacuna em nosso comércio.

Um nome para o PDR

Se até agora o ex-vice presidente da República Pedro Aleixo não tinha encontrado nenhum paranaense interessado em coordenar no Paraná a criação do Partido Democrático Republicano, eis agora uma dica que poderá resolver este problema: o advogado Alceu Ribeiro de Macedo, 56 anos da turma de 1939 da Universidade Federal do Paraná, Procurador Geral do Estado, ex-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFP, várias vezes cogitados para encabeçar a lista tríplice para a Reitoria, não esconde a sua simpatia pelo movimento em favor da criação de um terceiro partido político.

O espantalho de Sergio

"A Noite do Espantalho" (cine Scala, a partir do dia 7) além de se constituir na mais importante estréia do cinema nacional em 1974, é também um filme que demonstra que não é fácil aos autores honestos e realmente criativos desenvolveram os seus trabalhos. Pois este filme que Sérgio Ricardo escreveu, dirigiu e musicou - e para cujo lançamento vem [à] cidade, aqui chegando na terça-feira, com o produtor Otto Engel - constituíam desafio há 10 anos.

De pai para filho ...

De uma felpuda raposa política, da mais tradicional estirpe pessedista, comentando os efeitos da Lei Etelvino Lins - que veio disciplinar o transporte de eleitores no dia 15 de Novembro: - Aposto que a abstenção este ano poderá ser maior do que em 1972, pois conheço milhares de eleitores que estão acostumados a serem apanhados em casa para irem votar. Numa tradição de pai para filho, que iniciou quando o primeiro candidato foi buscar o primeiro eleitor numa carroça.

Artigo em 03.11.1974

O [cônsul] Kurt-Arthur Schwartz da [República] Federal da Alemanha, já entregou convites oficiais aos novos Governadores do Paraná e Santa Catarina em programas do maior interesse o Antonio Carlos Konder Reis que em março assume o governo catarinense é o que tem maior pressa de viajar: vai assinar em Bonn, contratos de financiamento (a longo longuíssimo prazo) num total de 14 milhões de Marcos para o reequipamento da rede hospitalar e de saúde pública daquele Estado.

Dudu, Ileana e uma briguinha fora do palco

Dudu Barreto Leite, 40 anos, 25 de teatro, atriz e diretora do grupo Ribalta - que ontem deixou Curitiba para levar as peças "O Elevador" e "Deu Treco nos Cabos" de Cesar Vieira, numa excursão de 45 dias por cidades do Vale do Paraíba, SP - em sua recente (outubro/74) temporada em São Paulo (Sala Gil Vicente, Teatro Ruth Escobar) teve alguns problemas com uma outra atriz de Curitiba, Ileana Kwawinski, ex-senhora Claudio Corrêa e Castro.

Tempo feliz da MPB (e da RGE)

A produção de um lp de reminiscências como "Os Grandes Nomes da Música Popular Brasileira" (Premier, RGE/Fermata, 307.2311, outubro/74) não deve deixar de ser melancólico para a atual diretoria da RGE-Fermata, preocupada em reerguer aquela [fábrica] de discos. Pois o desfile dos grandes nomes que integraram o elenco da RGE em seus anos de glória (1957/65), mostra que por ali passaram alguns dos maiores nomes de nossa música popular.

A importância das reedições (Chico, Nelson, Jacob e outros)

Quando insistimos na importância das reedições, o fazemos pela consciência que temos de que somente se conhecendo e divulgando [os] importantes períodos de nossa música popular poderemos despertar em novas faixas de público (e gerações), o entusiasmo, o amor, o respeito pelos nossos compositores, intérpretes e instrumentistas - durante anos esquecidos e anônimos em seus trabalhos rotineiros em rádios, estúdios, e orquestras de bailes - mas altamente criativos e que só agora, mercê do trabalho de pesquisadores como Ricardo Cravo Albim, J. L.

Desmaios no cinema

Até ontem, nas 15 primeiras exibições de "Meu Corpo Em Tuas Mãos" (cine Lido, desde sábado, 5 sessões por dia), cerca de uma dezena de pessoas desmaiaram nos primeiros 20 minutos de projeção do filme, obrigando o gerente do cinema, Zito Alves, a montar um pronto-socorro de emergência na sala de espera do cinema. A seqüência em que a personagem Barbara Sawyer (Elizabeth Taylor) é submetida a uma longa operação plástica pelo dr. Lambert (Maurice Teyna), apresenta detalhes em primeiro plano dignas de um filme científico (aliás, o diretor Larry Peerce teve como consultor o dr.

Falou & Disse

Quem rasgou a seda da ternura Nas barracas da amargura E do fel se embriagou Quem derramou Toda tinta do tinteiro E não fez um verso inteiro Quem falasse de perdão. Ah! Quem se perdeu do amor humano É como Tesoura Cega Não tem mais direito ao pano (César Costa Filho/Walter Queiroz)

Artigo em 05.11.1974

O [cônsul]-geral da República Federal da Alemanha, Kurt-Arthur Schwartz, já entregou convites para os novos governadores do Paraná e Santa Catarina visitarem, ainda este ano, o seu país. O primeiro a confirmar a data de embarque foi o senador Antonio Carlos Konder Reis, que tem boas razões para isto: em Bonn, assinará um contrato de empréstimo (a longo, longuíssimo prazo) no total de 14 milhões de marcos, para reequipamento da rede hospitalar e de saúde pública do Estado catarinense.

As mulheres, o tempo & a história

O levantamento sobre a formação empresarial no Paraná na Primeira República (1889-1930), desenvolvido por alunas do Departamento de História da Universidade Federal do Paraná, vai revelar interessantíssimos dados sobre algumas das mais tradicionais firmas do Estado. Por paradoxal que pareça, a maior dificuldade das meninas que estão efetuando as pesquisas está na falta de arquivos das [próprias] empresas, pois muitas delas, periodicamente, destroem seus registros, de forma que agora, levantar certos detalhes do início do século é praticamente impossível.

Artigo em 05.11.1974

Nascido em Marília, SP, a 18 de julho de 1932, com o nome de João Mansur Lufti, o hoje consagrado Sérgio Ricardo começou a estudar piano aos oito anos, no conservatório da cidade: dona Maria Mansur, como tantas mães - sonhava muito que fosse artista - e o sonho realmente seria satisfeito: "Tuji, o mais velho, fez o curso completo de violino, Candura seria uma boa pianista, até o casamento, e Dib, o caçula, se transformaria num dos melhores fotógrafos de cinema do Brasil.

As notas e as imagens de Sérgio Ricardo

"Nas nossas surdinas interiores, quando os ruídos da cidade não nos ferem os ouvidos, quantos de nós não nos embalamos com a lembrança de certas criações msicais privilegiadas de uns poucos grandes rapsodos nossos? O que sei é que, nos meus silentes noturnos musicais, minha memória contabile se povoa de alguns deles e, seguramente, dos sons de Sérgio Ricardo, esse pan-brasileiro, que tem melorias e harmonias e cadências e timbres sons-nossos, expressões, dores e músicas sofridas e esperançosas, magoadas, amorosas e tristes, de nossa sensibilidade criativa".

O cinema de Sérgio Ricardo

A presença em Curitiba de Sergio Ricardo, compositor, cantor e cineasta, para a retrospetica de sua obra cinematográfica ("Menino da Calça Branca", 1961, curtametragem e "Esse Mundo é Meu", 63, hoje, terça-feira, 20,30 horas no auditório do Colégio Estadual; amanhã, mesma hora e local, "Juliana do Amor Perdido", 1970), conferirá, com certeza, maior repercussão ao lançamento do elogiado "A Noite do Espantalho" (cine Scala, dia 7), que representou o Brasil nos festivais de Nova Iorque e Toulon (França) e que, no recente festival de Belém do Pará, abiscoitou quatro troféus: melhor filme,

A Noite do Espantalho

Pela primeira vez no Paraná, o compositor-pianista-ator-cineasta Sérgio Ricardo, 41 anos, 22 de carreira, mostra a partir de hoje as múltiplas faces de sreu talento. Em promoção do Centro Acadêmico Hugo Simas e Fundação Cultural, no auditório do Colégio Estadual, ma retrospectiva de sua pequena mas elogiada ogra cinematográfica: o curta metragem "Menino da Calça Branca", 61, e o longa "Esse Mundo é Meu", 63, e o longa "Esse Mundo é Meu", 63, hoje às 20.30 horas. Amanhã, "Juliana do Amor Perdido", 1970.

As mocinhas de Belarmino

Um dos mais populares artistas paranaenses, o cantor, compositor e humorista Nhô Belarmino (Salvador Graciano) não poderia receber um presente mais interessante na segunda-feira, quando completou 54 anos de idade, 40 de vida musical: o lp de um jovem e cabeludo cantor, chamado Roberto Leal (RGE Discos, 303.0028, outubro/74), onde incluiu ao lado de fados consagrados ("Lisboa Antiga") e novos ("Grandola, Vila Morena", a música-senha da Revolução de Abril, em Portugal, composição de José Afonso, anteriormente gravada no Brasil por Paula Ribas e Nara Leão), além de composições próprias, uma d

Artigo em 06.11.1974

Apesar de até agora todas as tentativas feitas para transformar Antonina numa aldeia cultural, no melhor estilo de Parati, não terem alcançados resultados turísticos o que alegra os capelistas mais fervorosos da [tranqüilidade] daquela cidade, como o médico Pio Taborda Veiga ou o escritor e homem-do-mar Wilson Galvão do Rio Appa, as iniciativas continuam.
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