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Aramis

Artigos por data (1986)

De Gente & Fatos

José Dion de Melo Teles, presidente do Serpro - Serviço Federal de Processamento de Dados, que veio fazer conferência na reunião da Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil, perguntou a Jorge Montenegro, diretor local do Serviço, por alguns de seus ex-colegas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, que hoje vivem no Paraná.

Um festival com os melhores do cinema

Aleixo Zonari, superintendente da Fama Filmes, passou a manhã de segunda-feira, 30, fazendo o mapeamento das empresas que distribuem os filmes indicados como melhores de 1985, no referendum que O Estado do Paraná publicou domingo passado. A intenção de Aleixo é promover em dois cinemas da Fama - um deles será o Cinema I - em março próximo, uma retrospectiva com os 19 filmes indicados como os melhores do ano, tanto na lista dos críticos e cinemaníacos, como na do público - ou seja, aqueles que tiveram as melhores bilheterias. xxx

Halley, um marketing que dá certo em 1986

Por certo, quando a dupla de publicitários brasileiros teve a (luminosa) idéia de registrar, mundialmente, o nome Halley para a sua exploração mercadológica, eles sabiam o que faziam. E os milhões gastos na operação legal já devem estar voltando com muitos lucros. Mas apesar desta providência, seria impossível controlar a utilização do nome do astrônomo inglês Edmund Halley nas mais diferentes formas, agora que, mais uma vez, o cometa volta a ser visto na Terra (foi em 1758, 16 anos após a morte de Halley, que recebeu este nome).

FM Ilha do Mel, um som que vem do mar

Exatamente às 10h20min do dia 31 de dezembro, um dos mais conhecidos e respeitados profissionais da comunicação no Paraná, José Jamur Júnior, 48 anos, 35 de radiofonia, teve a maior alegria de sua vida: anunciou a entrada no ar da FM Ilha do Mel, em 90.3 megawatts.

A cultura ucraniana e o centro de Nadia

Os bons projetos que a professora Nadia Kerecuk levou para o Centro Brasileiro de Estudos Ucranianos, cuja presidência assumiu há três meses, deverão ser deslanchados neste primeiro semestre. O primeiro deles é a edição de um dicionário ucraniano-português/português ucraniano, inexistente no Brasil. Professora de ucraniano e inglês - inclusive no curso de ucraniano na Universidade Federal do Paraná, Nadia traduziu já 30 dos mais belos contos de autores da Ucrânia, que com ilustrações de Lidia Jedy, também filha de ucranianos, deverão ser editados pela Melhoramentos. xxx

As águas contaminadas nas piscinas da cidade

O racionamento d'água que, longe de ser suspenso, pode até ser ainda mais radical, recomendaria uma providência da Secretaria de Saúde e Bem-Estar Social, se esta Pasta não fosse tão inoperante: uma pesquisa sobre a situação das águas das piscinas públicas da cidade. Há quatro anos que nenhum levantamento sobre a situação das piscinas da cidade é feito. E considerando os resultados que apresentavam os estudos feitos até 1982 - sempre indicando contaminação das mesmas por coliformes e S. Aurios (bactérias patogênicas), é de se acreditar que a situação só piorou neste período. xxx

Calendários, almanaques e a nostalgia do tempo

Lauro Simões Gonçalves, pessoa sensível às coisas do tempo, decorador de bom gosto e requinte, faz uma observação interessante: - Aonde foram parar os calendários?

Ópera: em discos, filmes e em teipes na Cinemateca

Curioso o comportamento do curitibano em relação à ópéra. Existe um núcleo de fanáticos "operários" - como eles próprios se definem (entre estes, o cardiologista Helio Germiniane, o publicitário Humberto Lavalle, o comerciante Joel Mendes etc.) capazes de qualquer sacrifício para assitirem a uma ópera - seja em videocassete ou ao vivo, sem falar no entusiasmo por gravações. O público tem crescido, como demonstraram as montagens operísticas acontecidas no Guaíra, chegando a lotar, por várias noites, o auditório Bento Munhoz da Rocha Neto.

Zé e Cláudio, a melhor dupla - 85

José Renato (Moshkovich) (Rio de Janeiro, 1956) é um rapaz de sorte. Com a mãe (que até parece irmã, tão jovem é), Marlene, aprendeu as mais belas canções que ela, com sua bela voz, embalava-o em sua primeira infância. Com o pai, um jornalista de muitas histórias e amigos, Simão De Montalverne, hoje numa etílica aposentadoria mas ainda capaz de contar quem foi quem na noite carioca nos anos 40/50, herdou a simpatia, a competência e sobretudo, o entusiasmo pela qualidade musical. O resultado só poderia ser o que deu: um compositor, instrumentista e cantor de mão cheia.

Ponty, uma sonoridade que se renova sempre

Ultrapassando as barreiras de um instrumento tradicionalmente identificado com a música erudita e chegando ao rock da maior voltagem o francês Jean-Luc Ponty (Arranches, Normandia, 29/9/1942) tornou-se um nome respeitado tanto junto aos jazzistas como nas faixas jovens adeptas da música elétrica. Isto fez com que sua temporada no Brasil, (incluindo Curitiba) no ano passado, tivesse casas lotadas - apesar dos mais rigorosos fazerem restrições ao repertório apresentado.

O ufanismo ianque com boa qualidade

Durante anos Arthur Fiedler, falecido há dois anos, teve seu nome associado à Boston Pops - na verdade a sinfônica de Boston, em uma série de gravações de grande sucesso devido ao estilo cuidadoso e sofisticado que o grande maestro sempre deu ao seu trabalho. A morte de Fiedler não interrompeu esta tradição, pois para substituí-lo o produtor John McLlure chamou outro conhecido regente - John Williams, também compositor dos mais férteis, que já abiscoitou um Oscar, além de ter tido meia-dúzia de indicações nos últimos anos.

As bandinhas catarinenses

Um projeto que poderia justificar a soma de recursos do Goethe Institut/Consulado Geral da República Federal da Alemanha e do Governo de Santa Catarina: um grande seminário-festival reunindo as bandinhas típicas daquele Estado e possibilitar, paralelamente, a discussão, em mesas redondas, palestras e mesmo através de uma pesquisa, da influência da música alemã e, paulatinamente, a aculturação dos velhos músicos com os ritmos brasileiros.

Da política à guerra, temas diversificados

Antes de se tornar um político em evidência nacional, o hoje senador Fernando Henrique Cardoso - candidato derrotado do PMDB à Prefeitura de São Paulo - construiu uma respeitável bagagem de sociólogo e escritor. Autor de livros adotados em cursos de Ciências Sociais, nos quais há 10 ou 15 anos já expunha suas teses nacionalistas, FHC não deixou de produzir bons trabalhos intelectuais.

Grupos de ontem que voltam hoje

Uma das boas presenças vocais-instrumentais surgidas nos últimos anos foi o grupo Roupa Nova. Sabendo dosar a linguagem jovem - ou seja, uma linha pop/rock - com base na qualidade sonora, este sexteto vem realizando um trabalho digno e agradável. Lógico que para isto conta muito a inteligência na escolha do repertório, os arranjos caprichados e, sobretudo, a própria competência de cada um dos integrantes do grupo: Kiko (guitarras), Serginho (bateria), Nando (baixo), Ricardo Feghali (teclados), Cleberon Horsth (também teclados) e Paulinho (percussão), todos nos vocais.

Antiqua com modernos e Studium com as Cruzadas

No campo da música classificada de clássica - embora esta divisão soe de forma antipática - os curitibanos acostumaram-se nos últimos anos a aplaudir a Camerta Antiqua. Fundada por Roberto de Regina, cravista, maestro e, sobretudo, apaixonado pela música antiga (à qual se dedica há mais de 30 anos), a Camerata hoje tem um prestígio nacional e mais dúzia de excelentes LPs gravados.

Orquestra de Veneza que não chegou até Curitiba

Comparado ao que acontecia há 10 ou 15 anos atrás, o panorama da música erudita em Curitiba, em termos de espetáculos, decaiu muito. Embora tenha sido formada uma Sinfônica local - e cujos resultados ainda são difíceis de serem analisados - o fato é que a antiga Sociedade de Cultura Artística Brasílio Itiberê, que por mais de 30 anos promovia grandes concertos, foi desativada por falta de sócios e, especialmente, entusiasmo de quem se dispusesse a dirigi-la - especialmente após a morte de um de seus grandes presidentes, o fundador Fernando Azevedo Edgar Chalbaud Biscaia.

Gente da terra e as boas (e más) críticas

Não é apenas Denise Stocklos que está tendo espaço nacional. Outros paranaenses "adotivos" apareceram, com algum destaque, em páginas da chamada grande imprensa. Valêncio Xavier, paulista de nascimento mas há 30 anos em Curitiba, por seu novo livro - "O Minotauro", ganhou espaço crítico em review assinado por Boris Schnaidermann, na "Folha de São Paulo". Elogiando bastante o seu livro que a exemplo de "O Mês da Gripe", propõe novas formas.

O Natal dos Ortodoxos

Ontem, pelo menos 400 pessoas deixaram de trabalhar. Todos por uma mesma razão: respeito a uma data especial - o Natal. Como? Os cristãos-ortodoxos - que em Curitiba passam de mil, dos quais mais de 100 famílias descendentes de ucranianos - comemoraram o Natal, no calendário gregoriano - dentro de sua tradição milenar. Para a comunidade ortodoxa, o Natal é no dia 6 - que para a Igreja Católica é a data em que se reverenciam os Reis Magos - e o ano novo só começa no dia 14. xxx

Notícia de quem faz as notícias

Depois das festas de despedidas aos profissionais que deixam Curitiba, os jornalistas passam a, saudavelmente, homenagear os colegas em seus aniversários. Na sexta-feira, quem foi surpreendida com uma etílica e espontânea reunião, num bar da Rua Saldanha Marinho, foi a simpática Fifi (Rosemary Tardivo), ex-"Jornal do Brasil", ex-"O Globo", atualmente correspondente da "Isto É" no Paraná. xxx

Denise, a merecida promoção nacional

Denise Stocklos, a mímica de Irati que é notícia em nossas colunas há mais de 20 anos (desde quando numa noite de verão, com um grupo de colegas do Colégio Estadual do Paraná, apresentou no antigo Teatro de Bolso a sua primeira peça, "Círculo na Lua, Lama na Rua"), aos poucos vai ganhando merecido espaço nacional.
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