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Aramis

Artigos por data (1990)

33 anos depois, cinema catarinense renascendo

Foi em boa e feliz hora que Valêncio Xavier conseguiu vencer o cipoal burocrático e adquirir (por apenas Ncz$ 2 mil) uma excelente moviola que tanta falta fazia no Museu da Imagem e do Som. Apesar dos muitos anos em que esta moviola serviu para a montagem de milhões de pés de filmes em 35mm na Fundação Armando Álvares Penteado (SP), nas mãos do veterano Máximo Barro, que a vendeu agora.

No campo de batalha

A TV Paranaense/Rede Globo começou o ano perdendo um dos seus melhores executivos da área comercial e de promoções: uma irrecusável proposta na casa do mundo dos dígitos fez com que Luís Alfredo Malucelli deixasse a organização global, na qual atuava há quase 20 anos e se transferisse de malas e bagagens para o grupo Joel Malucelli. Que, entre outros empreendimentos, tem o Canal 2, com muitos planos para os anos 90. ***

As novidades da CIC e Warner

Apesar de toda boa vontade em relação às distribuidoras independentes nacionais, é preciso admitir: as chamadas majors são as que têm condições de fazer as edições mais importantes, não só em termos de interesse do grande público, mas também em qualidade, quando há inteligência da parte de quem faz a seleção.

Porta Aberta para o cineclubismo de fato

Quando a crise de espectadores faz com que amplie-se a escalada de cinemas com suas últimas sessões - transformando-se em supermercados, agências bancárias ou espigões nas cidades (não só nas grandes, mas também nas médias), não deixa de ser estimulante saber que o trabalho de um juventude (ainda) apaixonada pelo cinema projetado na tela ampla vem fazendo em termos nacionais - com desdobramentos que permitem a resistência em salas bem programadas e que provam a possibilidade de terem um público regular.

Uma alternativa para assistir a bons filmes

Quando Antônio Gil de Almeida, assessor do gabinete da deputada Maria Amélia Almeida, renunciou a presidência do Conselho Nacional de Cine Clubes - numa atitude inesperada, no melhor estilo do que Jânio Quadros fez em agosto de 1961 - o Paraná perdeu a representatividade num organismo cuja importância poderia crescer muito.

José Maria Santos, um nome para teatro

"Saber o que acontece depois da morte." (resposta do homem de teatro José Maria Santos à pergunta "uma curiosidade", à jornalista Adélia Maria Lopes, para o perfil publicado na coluna "Personagem", ALMANAQUE, 20/8/89).

Lá, entre as estrelas, Zé Maria, um homem de teatro

São muitos os aspectos que fazem de José Maria Santos um trabalhador cultural da maior importância. De origens humildes, sem maiores pretensões intelectuais, encarnou o próprio aspecto de nossa arte subdesenvolvida e desprotegida. Pertencente a uma geração de Curitiba dos anos 50 que fazia teatro com idealismo e amor, sem qualquer possibilidade de sobreviver com as peças que eram encenadas na época, José Maria encontrou nas aulas do curso que Aristides Teixeira coordenava no Sesi, um primeiro embasamento para a carreira que acabaria por abraçar integralmente.

Os melhores filmes dos anos 80 serão exibidos pelo MIS

Numa saudável preocupação de fazer com que o auditório Brasílio Itiberê, hoje um dos melhores da cidade (poltronas novas, cabine de projeção em 35/16mm) funcione intensamente, o secretário René Dotti recomendou ao diretor do Museu da Imagem e do Som, Valêncio Xavier, que inicie uma programação cinematográfica de alto nível, dando aos cinéfilos a oportunidade de melhor apreciarem filmes importantíssimos - em várias metragens.

No campo de batalha

Amanhã, no levantamento dos melhores filmes na preferência poupolar, O Estado mostra que apesar da inflação de 3.200% no preço do ingresso entre 1o. de janeiro a 31 de dezembro, o público aumentou. Em 1988, o filme de maior sucessso foi "Atração Fatal" (Fatal Atraction, 87, de Adrian Layne), que teve 82.179 espectadores nos cines Condor e Lido I/II. Em 1989, exibido nos cines Condor (7 semanas), Palace Itália (5), Itália (3) e Lido (80), "Indiana Jones e a Última Cruzada", de Steven Spielberg, foi visto por 133.748 espectadores. xxx

As últimas imagens de José Maria Santos

Três semanas antes de ser internado no Instituto de Cirurgia e Medicina do Paraná, para ser submetido à primeira das quatro cirurgias que suportou em seus 42 dias de sofrimento, o ator José Maria Santos, então pleno de saúde e entusiasmo, havia dado mais uma amostra de energia, talento e, sobretudo, profissionalismo, para um trabalho gravado em vídeo que só nas próximas semanas começará a ser montado.

Recordações de Lalá

Salve a morena! - A cor da morena, do Brasil Fagueiro. Salve o pandeiro! Que desce o morro pra fazer marcação... São, são, são... Quinhetas mil morenas! Loiras, cor de laranja, cem mil... Salve! Salve! Meu Carnaval Brasil!

Pelle, a proximidade da emoção

"Minha infância está presente É como se fora alguém. Tudo o que foi nesta noite Eu sei, é dela que vem" Toada, Emílio Moura (1921-1971) Ingemar e Pelle não são apenas próximos por serem escandinavos. Os suecos Ingemar de "Minha Vida de Cachorro" e Pelle Karlson de "Pelle, o Conquistador" (Cine Bristol, 4 sessões) são meninos, loiros, bonitos, sentimentais, que levam o espectador às lágrimas. Ambos representam a vida que está por vir e a esperança de todos nós. Estabelecem, portanto, uma ponte para o futuro e só isto já os torna da maior empatia.

No campo de batalha

São raras as mulheres com fôlego para tirar belas notas de um sax soprano. Pois a curitibana Solamy Oliveira, 27 anos, é uma delas. A moça toca tão bem que está agora na Sinfônica da Bahia e tem sido requisitada para fazer shows com o mais criativo dos compositores daquele Estado, o incrível Elomar Figueira de Mello, com quem fez recente concerto em Vitória da Conquista. Solamy está na cidade, revendo parentes e, noite destas, deu sua canja no Habbeas- Coppus, que se firma como o grande espaço musical alternativo da cidade. xxx

Poty e Valério em busca da Curitiba dos outros tempos

Com uma diferença de duas décadas, "Curitiba de Nós" acaba de ganhar um primo-irmão: "Ruas e Histórias de Curitiba", nova e nostálgica viagem na máquina do tempo desta cidade sem portas, acaba de ser impresso na Copiadore e apesar de ter na sua ficha catalográfica o ano de 1989, se constitui no primeiro lançamento editorial de 1990. Somente no dia 8 de fevereiro, na acolhedora livraria Ipê Amarelo, Valério Hoerner Júnior está autografando seu novo livro, como os anteriores resultado de anos de paciente, dedicada e amorosa pesquisa na cidade em que nasceu há 43 anos.

Viaje pelo tempo no vagão do Armistício

Autoditada, pesquisador por amor e dedicação, liberto da camisa-de-força da historiografia oficial, Valério Hoerner Jínior - como outras admiráveis pessoas têm se voltado para o passado de nossa cidade, da inesquecível Maria Nicholas ao Sr. João Marcasssa (autor de "Curitiba, Essa Velha Desconhecida", que passou praticamente despercebido ao ser lançado em edição do autor, há mais de um ano), não pretende esgotar os temas sobre os quais escreve.

Keaton, Chaplin e Capra em lançamentos da Century

No mercado do VI Festival Internacional de Cinema, Vídeo e Televisão, realizado de 23 de novembro a 1o de dezembro, no Hotel Esplanada, em Fortaleza, não foram poucos os que perguntaram por "Mr. Rocha". Afinal, se há um participante de destaque em todos os mercados do FestRio é Raul Rocha, 47 anos, um paulista que hoje é conhecido internacionalmente como um de nosso mais competentes caxeiros viajantes de imagens iluminadas.

Depois de "Pelle, o Conquistador", chega "O Urso"

O primeiro dos dez melhores, com certeza, chegou e já foi: infelizmente, mais uma vez, o público curitibano provou que longe de ser aquela platéia refinada e de bom gosto, exigentíssima (sic), é, ao contrário, acomodada e que perde assim o melhor do cinema. Preferindo o vídeo do que a versão 35mm, deixa de ver "Pelle, o Conquistador", do dinamarquês Belle August - Palma de Ouro (Cannes-88), Oscar de melhor filme estrangeiro (1989) - que ficou apenas uma semana no Cine Bristol.

Conheça o novo superstar, o Urso

Claude Berri, um dos mais conhecidos produtores-diretores franceses, infelizmente desconhecido no Brasil (seu "Jean de Florete", incluído em várias listas como um dos filmes da década, continua inédito) em 6 de novembro de 1981, após assistir a "Preto-e-Branco em Cores" (La Victoire en Chantant), telefonou a Jean-Jacques Annaud e disse que desejava produzir seu próximo filme.

A comunicação em questão

Vai de longe a época em que livros sobre comunicação representavam encalhe. A Sumus Editorial ao criar a coleção "Novas Buscas em Comunicação" provou a vitalidade desta especificação, chegando aos 40 títulos, enquanto outras casas - como a Brasiliense - também acreditam no interesse de profissionais (jornalistas, publicitários etc.), estudantes ou estudiosos em melhor entender a chamada mídia - por obras teóricas a respeito.

As barbas do turco Jorge

Um dos primeiros produtores de programas ao vivo na TV-Paranaense, quando seu tio, Nagib Chede, a inaugurou há 28 anos, Jorge Barbosa Elias, à beira de se tornar cinqüentenário, sempre se caracterizou por cerrada barba negra. Ao longo destas quase três décadas, o turco Jorge teve múltiplas experiências humanas, afetivas e profissionais ao longo de 50 viagens ao Exterior, percorrendo desde os caminhos de mercenários e traficantes de escravas brancas no Interior da África aos mais luxuosos salões de Paris e Roma, além de ser, em certa época, um dos jogadores de boa estrela em Monte Carlo.
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