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Aramis

Artigos por data (1991 - Abril)

Artes e amores de Violeta, a rebelde

Se o programa editorial deslanchado na administração dotteana na Secretaria da Cultura tiver prosseguimento sob a competente orientação de Regina Benitez, um livro que deveria ser reeditado é o tratado paranista que aborda a geologia e tribos indígenas paranaenses, escrita há mais de 50 anos pelo geólogo Paulino Franco de Carvalho. Pelo menos, o secretário da Administração, advogado Luiz Gastão de Alencar Franco de Carvalho e sua irmã, a pintora Violeta Franco, ficariam felizes.

A guerra nas artes plásticas

Zum-Zum nas artes plásticas neste longo final de semana: Edson Busch Machado, o irmão mais moço de Juarez e ex-diretor do Centro Integrado de Cultura em Florianópolis (depois de ter dirigido o Museu de Arte de Joinville, sua terrinha natal), teria recusado a direção do Museu de Arte Contemporânea, para a qual foi indicado por João Osório Brzezinski - primeiro convidado a substituir Maria Cecília Noronha.

Município gasta Cr$ 5 milhões para discutir o que é a ética

Apesar da repercussão que o oportuno e corajoso pronunciamento do professor Alvino Moser, mestre-adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Paraná provocou nos meios universitários, após a divulgação de seu texto no "Almanaque" ("O Estado do Paraná", 26/03/91), o curso "Ética", que sob os auspícios da Secretaria Municipal de Cultura, inicia no próximo dia 8, deve merecer ainda outros questionamentos.

Uma produção faraônica na pedreira do Leminski

Ao reservar quase Cr$ 5 milhões para financiar o curso de Ética - pagando o apreciável cachê de Cr$ 60 mil por palestra - a Secretaria Municipal da Cultura mostra não só uma excelente situação financeira como também acena para remunerações altas a todos que, de agora em diante, se dispuserem a participar de qualquer evento patrocinado pelo município de Curitiba.

A vida e a morte na barriga da criação

Na primeira seqüência, um casal faz amor num vagão-dormitório que cruza a Riviera Dei Fiore, deixando a França e entrando na Itália. Entre a belíssima paisagem que lembra os quadros de Bellini, em rápido close é focalizada a pequena e poética estação ferroviária de Vintimiglia - a terra natal do artista Franco Giglio, cujas obras hoje fazem parte da paisagem curitibana.

No campo de batalha

Clima tenso ontem no edifício do BADEP: desde as primeiras horas da manhã começaram a ser dispensados, oficialmente, os 325 funcionários da casa. Todos, naturalmente, já com advogados trabalhistas contratados para uma demanda que vai obrigar o governo a gastar muitos bilhões de cruzeiros em indenizações trabalhistas. xxx

Saiu a barriga, entrou o Corpo e Frankenstein revive novamente

O melhor filme da temporada - mesmo com a concorrência das produções oscarizáveis - saiu de cartaz. Inexplicavelmente, o programador (sic) da Fucucu substituiu "A Barriga do Arquiteto" (The Belly of an Architect), 1987, de Peter Greenaway, por "Corpo em Delito", que com todos os méritos poderia esperar mais uma semana. Aliás, o lançamento de um filme brasileiro - coisa rara nestes tempos colloridos - mereceria ter uma programação especial.

Viriato e Schwanke irão para a Bienal

Um destaque merecido: Edilson Viriato, 25 anos, paranaense de Paraíso do Norte, foi o único representante do Paraná selecionado para a 21ª Bienal Internacional de São Paulo a partir do dia 21 de setembro. É também ao lado de Fúlvio Marquezi, igualmente com 25 anos, o mais jovem participante desta mostra, que mesmo com todos os problemas que vem enfrentando continua a ser o maior evento das artes plásticas do Brasil.

No campo de batalha

Um dos curitibanos que mais conhece a história não oficial da cidade, está preparando, há tempos, um livro de memórias que, se publicado, vai provocar muita polêmica: Luizito Guimarães - ou, no registro civil, José Luís Terceius Bueno Barros Xavier da Silva Pereira Guimarães, filho caçula (05/04/1925) do cafeicultor Luís Guimarães - o bilionário que construiu o Castelo do Batel, vendido em 1948 para o então governador Moyses Lupion - e hoje sede da TV Paranaense. Em sua mansão em Caiobá na tranqüilidade Avenida Atlântica, repassa toda uma vida em que ouviu estórias da antiga Curitiba.

Mandino ensina como viver bem

Otimismo é um excelente negócio. Independente do bem-viver que uma atitude positiva, mesmo nos momentos de maior dificuldade, traz a cada ser humano, saber passar regras de otimismo é uma receita infalível para ganhar certo. No atacado e varejo.

Qualquer dia a mansão dos Gomm cairá (e com ela também memórias do Batel)

Um exemplo único de arquitetura no estilo da Nova Inglaterra, inteiramente construída em "Araucária angustifolia", está ruindo no Batel. Embora localizada num terreno desapropriado pelo ex-prefeito Roberto Requião e tombada pelo Estado há exatamente dois anos (*), a Mansão dos Gomm, na Avenida Batel, 1829, está abandonada desde 1988, sem qualquer conservação e interditada inclusive à inspeção oficial dos integrantes do Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado.

Quando os cupins ajudam a perda de nosso patrimônio

A existência de mais de 15 herdeiros e a impossibilidade de construir na área um edifício capaz de oferecer compensações a todos os membros da família, levou os Gomm nas vésperas do Natal de 1986, a aceitar a proposta formulada pelos empresários Salomão Soifer e Gustavo Daniel Berman em pagar Cr$ 21 milhões pelo imóvel. Associados em lucrativos empreendimentos - Soifer e Berman tinham nas mãos uma detalhada pesquisa de mercado que garantia como um novo sucesso a ocupação daquela área para um moderníssimo clube de características especiais. Explica Salomão:

Um espaço muito inglês na Curitiba do passado

Uma crônica da Curitiba neste século não poderia, jamais, excluir a Mansão e o bosque dos Gomm, em seu estilo único, com 926 metros distribuídos em três pavimentos, com sete lareiras e que construída entre 1912/1913, abrigou, por mais de seis décadas, uma das famílias de maior tradição.

Conheça melhor outros mestres da época da música orquestral

A música das Big Bands era feita para dançar. Mesmo no caso de criadores da maior voltagem como Duke Ellington (1899-1974) a meta era produzir um som bailável, que fizesse os americanos esquecerem os problemas do crack de Wall Street (1929) e a grande depressão econômica que se seguiu - pois foi nos anos 30 que o swing fez multiplicarem-se as orquestras.

Vera, uma bela mulher na "cozinha" da boa música

Excetuando-se os brasileiros que procuraram a saída dos aeroportos de Viracopos (depois Cumbica), e, principalmente, o Galeão, para fazer nos Estados Unidos as suas carreiras, podem-se contar nos dedos os bateristas-percussionistas que, no Brasil, conseguiram chegar aos seus discos-solos.

Mathis canta Ellington em momentos iluminados

Já não foi sem tempo! Os milhares de fãs de Johnny Mathis, 66 anos, que há mais de 30 admiram a sua voz aveludada, criadora de tantos sucessos marcantes, muitos dos quais embalados por imagens cinematográficas ("Tender is the Night", "Wild is Wind", entre outros), viam, com tristeza, o outrora glorioso cantor nascido em San Francisco entrar em rota de decadência, gravando standards desgastados e sucessos descartáveis nos habituais álbuns semestrais da CBS, gravadora da qual é contratado desde os anos 50.

A salada russa com tempero dos baianos

Matheus Nazareth, que hoje ocupa a direção artística da Continental, procura trabalhar com os olhos colocados nos segmentos regionais. Assim, inúmeros artistas e grupos que de princípio teriam um mercado apenas restritos a certas áreas acabam ganhando espaço maior.

Programas especiais de música

A Rádio Estadual do Paraná, numa promoção da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a seguinte programação para a semana de 8 a 14 de abril:

Renata Valentine

Iniciando atividades com força total, a elétrica Verinha Walflor promove hoje e amanhã as apresentações do "Plural" com Gal Costa (Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto) e prossegue de quinta a domingo, já no Auditório Salvador de Ferrante, com a estréia nacional de "Shirley Valentine", monólogo do inglês Willy Russel, que valeu o sucesso a então desconhecida (fora de Londres) Pauline Collins - também estrela do filme de Lewis Gilbert e que teve a indicação ao Oscar de melhor atriz em 1990 (perdeu para Jessica Tandy por "Conduzindo Miss Daisy").

A não-entrevista de João, o silencioso

Quem viu, conferiu! Apesar de todas as chamadas para a "quebra de jejum de entrevistas há 14 anos", as "declarações" de João Gilberto para o repórter social Amaury Júnior em seu "Flash" (Rede Bandeirantes, uma hora da madrugada do último domingo, 7), não passaram de 80 palavras como, meticulosamente, computou um dos assessores do colunista Zózimo Barroso do Amaral, do "Jornal do Brasil".
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