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Artigos por data (1991 - Julho)

Cinema brasileiro renasce neste Festival de Brasília

Brasília - Numa prova de que o cinema brasileiro tal como o mitológico [Fênix] renasce das cinzas deixadas há 16 meses, quando o presidente Collor extinguiu a Embrafilme - e castrou toda a produção que existia na época - esta 24a. edição do Festival criado em 1965 inicia hoje em clima de otimismo e esperança.

Desrespeito

O respeito ao público que se dispõe a sair de casa em noites frias e procurar um cinema é o mínimo que o exibidor pode oferecer, já que o agrado ou não do filme que apresenta, não é de sua responsabilidade. Entretanto, a Fundação Cultural de Curitiba, através de sua bem remunerada "coordenação de cinema" (funcionários admitidos sem concurso, com salários superiores aos pagos a equipe anterior, afastada em abril), continua a mostrar que infelizmente não tem experiência e competência para as funções. xxx

60 anos depois "Limite" na abertura do Festival

Brasília - Sessenta anos depois de sua primeira exibição - ocorrida no dia 4 de maio de 1931, no cinema Capitólio, na Cinelândia carioca, o filme-mito do cinema brasileiro - "Limite", de Mário Peixoto, abre hoje à noite, em sessão de gala na sala Villa Lobos do teatro Nacional a 24a. edição do mais antigo festival de cinema brasileiro.

Festival iniciou com múltiplas atividades

Brasília - Instalado de forma solene e original na noite de ontem, com uma exibição de um filme-mito de cinematografia brasileira - "Limite", realização única de Mário Peixoto, 81 anos, em 1931 - em sessão com a participação de Sinfônica regida pelo maestro Silvio Barbato - o 24o.

Pompília e Samuel, os nossos novos imortais

Vinte e um intelectuais paranaenses terão nesta quarta-feira, 3, oportunidade de mostrarem dignidade e homenagearem duas das maiores personalidades de nossa vida cultural. A eleição - que deve ser por unanimidade - de Pompília Lopes dos santos, 91 anos e Samuel Guimarães da Costa, 72, para as cadeiras 37 e 20 da Academia de Letras do Paraná (*), transcede as limitações daquela entidade fundada em 26 de setembro de 1936 pelo escritor Ulisses Falcão Vieira.

Noel Rosa hoje na tela de Brasília

A programação competitiva deste 24o. Festival de Brasília prevê para hoje, quinta feira, um dos projetos mais carinhosos desenvolvidos pelo cineasta catarinense (radicado no Rio) Rogério Sganzerla: "Isto é Noel Rosa". Vanguardista e polêmico cineasta que surgiria há 23 anos com um demolidor longametragem - até hoje considerado um clássico do cinema brasileiro - "O Bandido da Luz Vermelha", Sganzerla, 45 anos, tem muitas ligações musicais - sendo, por exemplo, um dos raros amigos que João Gilberto convoca para fotografar e filmar suas gravações.

Em Brasília, a discussão de pólos cinematográficos

Brasília - Tão importante quanto o fato de contrariando as mais pessimistas previsões estar sendo realizado um festival de cinema brasileiro que teve inscritos quase 50 filmes - entre longas, médias e curtas - concluídos nos últimos meses com todas as dificuldades - é a preocupação da Fundação Cultural do Distrito Federal em fazer desta oportunidade do encontro da categoria cinematográfica - dispersa e [desmotivada] desde março do ano passado - num [fórum] em que se possa discutir, na real, os (des) caminhos do cinema brasileiro - e as (poucas) veredas para que se consiga a recuperação d

Da comédia à sátira

Um sucesso como "Os Embalos de Sábado à Noite", que há 14 anos criava o modismo das discoteques, não acontece todas as décadas. Para John Badham, 52 anos, aquele filme que lançou ao estrelato o ator John Travolta e valeu aos Bee Gees milhares de discos de ouro pela trilha sonora (50 milhões de cópias vendidas), também abriu as portas do sucesso.

Radamés, nosso amigo, e a "Ameríndia"de Conrado

Brasília - Depois da homenagem que Rogério Sganzerla fez ao Poeta da Vila em "Isto é Noel", exibido ontem à noite - antecipando o curta "Projeto Pulex", do gaúcho Tadao Miagui (produzido pelo núcleo de animação do Rio Grande do Sul), e o longa "Ameríndia", do padre Conrado Berning - amanhã, sábado a maior atração no cine Brasília é outro média biografando um dos maiores nomes da música brasileira: "Nosso amigo Radamés Gnaitaili".

Artigo em 05.07.1991

1) Na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, na noite de terça-feira, solenemente como tudo que havia sido planejado, a sessão de abertura com uma cópia restaurada de "Limite", em comemoração aos 60 anos do filme de Mário Peixoto - com direito a um belíssimo acompanhamento da Sinfônica do TNCS, com regência do maestro Sílvio Barbato. Presença do governador Joaquim Roriz - que garantiu os Cr$ 190 milhões para esta 24a.

Os tycoons que sabiam o que o público queria

Continua a crescer a bibliografia de cinema. Há poucas semanas, chegou nas livrarias "O gênio do sistema" com o subtítulo de "A era dos estúdios de Hollywood" de Thomas Schatz (tradução de Marcelo Dias Almada, prefácio de Ruy Castro, capa de Carlos Matuck, 520 páginas).

Paulo Emílio conta quem foi o pai de Jean Vigo

Ao mesmo tempo em que se preparava para viajar ao Japão - onde permanecerá um ano, desenvolvendo tese sobre o cineasta Yasujiro Ozu (1903-1963), a crítica Lucia Nagib trabalhou intensamente.

Uma superprodução sobre mulher messiânica encerrará o festival

Brasília - Superprodução de um milhão de dólares, rodada no segundo semestre de 1989 no estado de Goiás - mas só finalizado há poucas semanas, "A República dos Anjos" será o filme de encerramento deste 24o. Festival do Cinema Brasileiro - na noite da próxima terça-feira, 9 - antes de serem anunciados os premiados com o troféu "Candango" e entregues os cheques de quase Cr$ 30 milhões em duas dezenas de categorias.

Mesmo sem mercado, os curtas-metragens mostram qualidade

Brasília - Amir Labaki, crítico da "Folha de São Paulo", formado em cinema pela ECA-USP, abordará na terça-feira ao encerrar o curso "Aspectos da Linguagem Cinematográfica", um tema que se torna cada vez mais fascinante: o crescimento - em quantidade e qualidade - do curta-metragem no Brasil. Apesar de totalmente desprotegido - a lei que obrigava os cinemas comerciais a exibir curtas deixou de existir e mesmo salas teoricamente voltadas a programação cultural (como as mantidas pela Fucucu em Curitiba) passaram a hostilizar os curtas, este tipo de produção continua a crescer.

Personagem esquecida pela história oficial

Brasília - Embora "A República dos Anjos" seja a primeira grande produção dirigida pelo uruguaio Carlos Del Pino, 42 anos, há 23 no Brasil, ele tem uma grande experiência no cinema . Fez parte do Cinema Novo, trabalhando em diferentes funções, com realizadores como Cacá Diegues ("Os Herdeiros" e "Joana Francesa"), Geraldo Sarno ("Coronel Delmiro Gouveia"), na trilogia de Ama Carolina, entre outros. Há 15 anos chegou a fazer um longa-metragem, praticamente inédito: "O Leão do Norte".

Ano Mozart.

Depois de 1991, ninguém poderá ignorar Mozart! Há sete anos, quando o checo Milos Forman capturou oito Oscars com "Amadeus", o compositor de Salzburg já havia ganho um marketing que fez centenas de gravações com suas obras deixarem de ser consumidas apenas por um público elitista mas chegaram a camadas populares.

Uma etiqueta só com compact disc

Ramiro Nunes e Roberto Pol, os homens de marketing da Movieplay e Microservice - a primeira, a etiqueta exclusivamente editando CDs, a [segunda], a pioneira fábrica de compact disc na América do Sul - distribuíram release no mês de abril comunicando que "transformando-se na empresa fonográfica que mais cresce no mercado", a Movieplay lançou nada menos que 40 novos CDs em menos de trinta dias.

Eugénia Melo e Castro traz inéditas músicas lusitanas

Nos anos 70, o elétrico Marcos Pereira (1930-1980) ao lançar o primeiro disco no Brasil da cantora portuguesa Paula Ribas procurou mostrar uma intérprete jovem, rejuvenescendo um gênero dolente e que tradicionalmente tem em Amália Rodrigues sua maior identificação.

"O Corpo"e "Vagabundo" são os favoritos na premiação

Brasília - Dia de encerramento de festival é de clima de suspense. Desde a noite de ontem - após a exibição dos últimos filmes em disputa pelos 25 Candangos - nome oficial dos troféus - os curtas "Mano a Mano" de Eduardo Caron e "O Inventor", de Mirella Martinelli) e o longa "Matou a família e foi ao cinema", de Neville de Almeida - aumentaram as apostas na bolsa de premiações. Nos salões e corredores de Kubitschek Plaza - a sede deste 24o.

Gilda Poli escuta muito para ajudar cinema no PR

Brasília - Pela primeira vez na história dos festivais de cinema no Brasil, uma executiva de primeiro escalão do governo do Paraná compareceu para acompanhar debates, sentir o clima de um evento competitivo e, humildemente "ouvir para aprender", como fez durante três dias, a secretária Gilda Poli, da Cultura.
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