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Aramis

Artigos por data (1991)

Programas especiais de música

A Rádio Estadual do Paraná, numa promoção da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a seguinte programação para a semana de 04 a 10.03: Quinta-feira - 20h30: "Os Grandes Intérpretes da Música" - "Auer e seus Discípulos" - interpretação de Leopold Auer, Katheleen Parlow, Mishel Pistro, Miron Polyakin, Cecília Hansen, Efrem Zimbolist, Eddy Brown, Toscha Seidel, Samuel Dushin, Francis MacMillen, Oscar Shumsky e Ricard Burgin.

Cada vez mais famosa a Orquestra de Blumenau

Quase seis meses após retornar de sua vitoriosa tournée européia, só agora a melhor Orquestra de Câmara do Brasil - a de Blumenau - volta a se apresentar. No próximo fim de semana (8 e 9) estará no auditório do Palácio Avenida (que inaugura hoje com um concerto da Osimpa), apresentando um programa em homenagem ao 200º aniversário de morte de Mozart. No dia 18, no Teatro de Cultura Artística (Rua Nestor Pestana, 196, São Paulo), a Orquestra de Câmara de Blumenau acompanha o Quinteto de Sopros da Filarmônica de Berlim, que fará apresentações apenas na capital paulista.

Morozowicz, o brasileiro de ponta para exportação

Apenas três letras do final do sobrenome, mas quanta confusão! Inúmeras vezes a família Morozowski, de origem ucraína (embora com algum cruzamento polonês), tem sido confundida com os artísticos Morozowicz, cujo ramo curitibano tem raízes mais recentes - a partir da chegada do velho Thadeo (1900-1082) em Curitiba, há 65 anos passados e aqui instalando a primeira academia de danças.

Teresa conta a história do homem que trouxe japoneses

Hora de rever a cultura que vem do Oriente. Em cartaz, na cidade, dois dos melhores exemplos do cinema japonês - o apocalíptico "Black Rain - A Coragem de uma Raça" (Cine Groff, 2ª semana) e o lírico, belíssimo e, indiscutivelmente, um dos 10 melhores lançamentos de 1991, "Sonhos" (Cinema I), que só um gênio (Akira Kurosawa) na maturidade plena (80 anos) poderia realizar. São dois exemplos de filmes dignificantes, de visão indispensável. Em ambos, um grande apelo pela paz - justamente por mostrarem a insanidade da guerra e a poluição do meio ambiente.

Na companhia de Schwartz há sempre as boas letras

Exemplo de editor que soma uma erudição ao senso de marketing, Luiz Schwartz repete na sua Companhia das Letras, o marketing que desenvolveu na Brasiliense, ali ajudando a editora de Caio Graco Prado a tomar um grande impulso no início dos anos 80. Edições ágeis, de assuntos que, diversificados, atingem um grande público - somadas a uma forma agressiva de promoção. Neste mês de março, a Companhia das Letras está fazendo cinco lançamentos.

Airto, como sempre, o melhor da América

A notícia já foi publicada por nós, nestes anos todos em que aqui estamos, várias vezes, mas sempre repetimos mudando apenas a data. Sempre com uma imensa satisfação: o catarina-curitibano Airto Guimorvan Moreira, mais uma vez, na cabeça do "Jazz Poll" da "Down Beat", a mais famosa revista de jazz do mundo. Tanto no julgamento da crítica como dos leitores (que, por se constituírem numa elite de bom gosto, sabem no que votam), o catarinense de Itaiópolis, infância passada em Guarapuava e juventude em Curitiba - desde 1967 morando nos Estados Unidos, continua a ser o melhor na percussão.

Vencedores da "Down Beat" ainda inéditos

O jazz poll da "Down Beat" é sempre um bom indicativo de como está o mundo jazzístico. Portanto, com base no referendum divulgado na edição de dezembro último (os raros exemplares desta revista americana chegaram apenas há três semanas) mostra o que há de melhor na área musical ("Down Beat", abriu seus espaços também para novos gêneros, como pop/rock, blues/soul e até Rap). Assim, considerou os melhores álbuns editados em 1990 nos EUA os seguintes:

Crônica da terra distante

Nesta semana apenas uma estréia acontece: "Avalon", de Barry Levinson (Cine Ritz), que concorre ao Oscar nas categorias de trilha sonora (Randy Newman), fotografia (Allen Daviau), roteiro original (Levinson) e figurinos (Glória Gresham).

A brisa do talento com Johnny e Miúcha

"Ah! Se a juventude que essa brisa canta Ficasse aqui comigo mais um pouco Eu poderia esquecer a dor de ser tão só Pra ser um sonho".

No campo de batalha

Mais um pesquisador do IAPAR batendo asas para o Exterior: o pesquisador Sérgio Luiz Colucci está em Londres, onde permanecerá um ano freqüentando um curso (do que?) na Universidade de Reading. xxx Já a professora Deloise Antunes Chagas Lima, da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, ficará dois anos em Michigan, EUA, fazendo o mestrado em música na Andrews University. xxx

O bom "cult" que os cinéfilos perderam

Pouquíssimos cinéfilos da cidade souberam assistir uma obra de um dos mais respeitados cineastas contemporâneos - "Vícios e Prazeres", do húngaro Miklos Jancso, que confundida na programação pornô-violenta do Cine Palace Itália, não despertou maior curiosidade. Quem foi - como Valêncio Xavier, o atento diretor do Museu da Imagem e do Som - extasiou-se com um filme belíssimo, cortante e cruel em sua crítica ao poder, que com imagens coloridas e uma trilha sonora muito bem escolhida, envolve o espectador.

No campo de batalha

Homem de comunicação, artista gráfico, relações públicas nato, artista plástico e, sobretudo, um dos melhores caráteres que conhecemos, Cleto de Assis já está a caminho de Bogotá, onde ele, sua esposa, a colombiana Maria Teresa e o filho, Pablito, se fixarão pelos próximos anos. Primeiro e eficiente secretário de Comunicação Social no segundo governo Ney Braga - a quem tem acompanhado em várias funções - Cleto estava radicado em Brasília, onde continuará a manter uma firma de comunicação social. xxx

O filme inédito de Martin Ritt

Falecido no final do ano passado, Martin Ritt foi uma das grandes perdas do cinema. Ao longo de 34 anos e desde sua estréia no maravilhoso "Um Homem tem Três Metros de Altura" (Edge of City, 1956) - o filme que consolidaria as carreiras dos então jovens John Cassavets (1929-1989) e Sidney Potier - Ritt desenvolveu uma filmografia séria e profunda.

Aquelas "big bands" que fizeram o mundo dançar por muito tempo

Durante pelo menos três décadas, eles reinaram absolutamente. Amparados em exercícios de fulgurantes metais dourados, em contraponto a ajustadíssimas secções de cordas e discreta percussão, com harmonias perfeitas, as big bands eram absolutas em sua popularidade. Mesmo sem chegar a inventividade dos negros gênios jazzísticos - como os angustiados Charlie Parker, ou Lester Young - que se debatiam entre o álcool e drogas, músicos-maestros menos famosos junto aos círculos cult eram, entretanto, muito bem sucedidos financeiramente.

O verdadeiro Eddy Duchin que o cinema americano eternizou

Podem acreditar: Eddy Duchin existiu. Na segunda metade dos anos 50, apaixonadas donzelas e românticas adolescentes achavam que o pianista era mesmo o galã Tyrone Power (1914-1958), que teve em "Melodia Imortal" uma de suas últimas aparições no cinema (faleceria dois anos após, durante a rodagem de "Salomão e a Rainha de Sabá").

Os dias dourados da loira crooner Doris

Loira, sardenta, típica beleza pasteurizada americana dos anos 40, Doris Day (Doris Kappelhoff), 67 anos a serem completados no dia 3 de abril - foi, durante pelo menos 15 anos, maldosamente chamada de "a eterna virgem" do cinema americano - pelo tipo de personagens que interpretou na maior parte de sua carreira.

Will e Ray, a dupla que embalou muitos romances

O trombonista Will Bradley (Wilbur Schiwichtenberg, Newton, New Jersey, 1912-1978) e o cantor e baterista Ray McKinley (Fort Worth, Texas, 1910), conheceram-se em 1931, tocando numa das mais famosas casas dançantes de Nova Iorque, a Roseland. Nasceu uma parceria entre estes dois músicos - então integrando a Milt Shaw Orchestra, numa época em que a cada esquina havia um gênio instrumentista trabalhando.

Programas especiais de música

A Rádio Estadual do Paraná, numa promoção da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a seguinte programação, para a semana de 11 a 17 de março:

"Sonhos", um hino ecológico ao planeta

O fato é raro, raríssimo.

O pintor Akira

Ao lado de muitos livros sobre a vida e os filmes de Akira Kurosawa (alguns deles já editados no Brasil), nas mais sofisticadas livrarias, é possível encontrar caríssimos livros de arte em que foram reproduzidos os desenhos coloridos que Kurosawa fez para seus últimos filmes. Um dos mais belos é o álbum editado na França - que, se existir ainda, deve custar ao redor de 80 mil - em que estão reproduzidos, em cores, o "store board" de "Ran" (1985), a partir dos próprios desenhos de Akira.
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