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Aramis

Artigos por data (1992 - Fevereiro)

Há 30 anos, 500 marchas e sambas faziam o Carnaval

Observando - se algumas músicas do Carnaval de 1962, nota-se que aquele ano refletia as grandes temáticas que sempre marcaram a criação popular. Assim havia marchinhas satirizando fatos políticos, filmes - "O Belo Antonio" (J. Mascarenhas/ Moacir Vieira e Luis Januzzi) - aproveitando o sucesso do filme de Mauro Bolognini, a moda ("Garota Saint-Tropez", João de Barro e Jota Júnior) ou a liberação feminina, mas vista ainda preconceituosamente: "Andorinha" (Haroldo Lobo/ Milton de Oliveira), até hoje cantada nos salões em seu refrão: Mulher casada/ que anda sozinha

As solitárias 7 canções novas do Carnaval de 92

Com exceção dos sambas-de-enredo das escolas que no Rio de Janeiro conseguem, no grupo especial, gravações que atingem boa vendagem junto especialmente aos turistas - o Carnaval-92 apresenta apenas sete músicas feitas especialmente para [este] ano. Considerando-se uma média entre 200 a 300 marchinhas, sambas e marcha-ranchos que durante mais de 50 anos marcavam, a cada ano, a maior festa popular do Brasil, não deixa de ser uma prova definitiva de que em termos musicais o Carnaval está no último estágio da UTI sonora.

O eco-enredo da Unidos do Botão

A Ex-Cola de Samba Unidos do Botão, que pela segunda vez participa alternativamente do Carnaval curitibano, já desfilou no sábado na Avenida Luiz Xavier. Com sete minicarros alegóricos - um dos quais foi, até agora, a única mostra de que os escândalos do Ministério da Saúde refletiram no Carnaval ("Saúde Segundo Alceni") a original agremiação fundada e presidida por Hélio Leites tem um belo samba-de-enredo, de autoria de Carlos Careqa, Rodrigo Homem e do próprio Hélio Leites.

Um revival para Raul Seixas

Transcorridos menos de três anos da morte de Raul Seixas (Salvador, 21-8-89/São Paulo, 28/6/45), a obra deste compositor-intérprete tem uma justa reavaliação. Além da edição de um show feito numa praia paulista e seu último parceiro, o baiano Marcelo, praticamente ter lhe dedicado o seu último álbum a Sony Music lançou agora "O início, o fim e o meio", carinhosa produção de Liber Gadelha, reunindo diferentes intérpretes da recriação de suas músicas mais marcantes.

Sempre heróico John Wayne em "El Dorado" e "Chisum"

Nenhum ator personificou melhor a imagem do herói do oeste do que John Wayne (Marion Michael Morrison, 26/5/1907-16-6-1979). Ex-jogador de ruby em seus tempos universitários, chegou ao cinema com stunt-man privilegiado pelo seu físico. Foi Raoul Walsh que lhe deu sua primeira chance de aparecer como ator em "Salute" (1929), mas seria o seu maior amigo, John Ford (1895-1973) que lhe daria o primeiro papel principal - no clássico "No Tempo das Deligências" (Stagecoach, 1939).

Uma comédia familiar de Nimoy e saga americana

Leonard Nimoy ficou conhecido como o vensuaiano "Spock", personagem orelhudo da série "Jornada nas estrelas" desde os tempos da televisão. Só que Nimoy não se restringiu a interpretar aquele personagem que lhe deu fama e ajudou a fazer sua fortuna. Dirigiu dois filmes da série de longa-metragens - os capítulos três e quatro - e mostrou ser um excelente diretor de comédias ao fazer a versão americana de "Três Solteirões e um Bebê", inspirado no êxito cinematográfico de Corine Collet.

Berlim, Cleópatra e as outras novidades

Marketing em pedras: a Vídeo Arte do Brasil está distribuindo minúsculas partículas daquilo que diz ser "restos do muro de Berlim" para promover "Freedom Fighter", produção de 1988 que ganhou o título de "O Muro de Berlim" e que com a derrubada da muralha da que separava as duas Alemanhas ganhou atualidade. O diretor é competente - Desmond Davis - e baseou o roteiro no livro de Pierre Gallant. No elenco, nomes desconhecidos - Neil Dickson, Tony Danza, Geraldine James, Colette Steven e apenas dois coadjuvantes veteranos: David McCallum e Sid Caeser. xxx

Roxo collorido motiva as duas marchas satíricas do Carnaval

Apenas duas músicas do Carnaval deste ano - uma delas, sem condições técnicas de obter divulgação já que o disco passou a ser distribuído apenas há uma semana - fazem uma abordagem satírica em torno do presidente Collor. E, afinal satirizar os donos do poder sempre foi a ferroada preferida dos grandes autores de nosso Carnaval desde os tempos de Chiquinha Gonzaga.
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