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Ary Barroso

Denise, o brilhante perfeito nos gestos

É um espetáculo perfeito. Uma obra de ourives. Um brilhante verdadeiro. Não há nenhum instante a mais ou a menos e a sensação é de emoção e paixão. Portanto, não foi sem razão que o crítico do "New York Times", após assistí-la no Mama Theatre, lhe dedicou um grande elogio, o suficiente para garantir casas lotadas durante toda a temporada.

O documento da MPB com "titio" Caldas

O Titio não pára. Aproximado-se dos 80 anos - que deverão merecer amplas comemorações em 23 de maio de 1988 (atenção, Hermínio: lembre-se da data!), Sílvio Narciso de Figueiredo Caldas, legenda da MPB, imagem do que de melhor se produziu em canções de serestas nos últimos 50 anos, vez por outra deixa o seu sítio de Atibaia e concorda em fazer apresentações. Assim fez há alguns meses atendendo o convite do simpático Romualdo Zanoni, empresário de sensibilidade que tem levado a sua casa, o restaurante Inverno & Verão, em São Paulo, grandes nomes da MPB.

Denise/Elis, o canto do gesto

"Quando, certa manhã, acordei e ouvi um pássaro cantar, compreendi bem: já não tinha mais medo da morte. Porque nada me poderá faltar. Se eu mesmo faltar. Então consegui me alegrar com todos os cantos dos pássaros depois de mim"(Bertolt Brecht, 1898-1956) Ao longo de exatos 70 minutos, só uma vez se ouve a voz humana. Em gravação, justamente a poesia de Brecht - acima transcrita - na qual o mais admirável dos dramaturgos contemporâneos fala de amor, pássaros e vida.

Com espetáculo-solo, Denise faz sucesso em Nova Iorque

A imprensa nacional, incluindo a televisão, abriu o justo espaço para registrar o sucesso internacional de Denise Stocklos. Em Nova Iorque, fazendo a estréia mundial de "Mary Stuart", da italiana Dacia Maraini (roteirista de filmes de Passolini e Marco Ferrari), dia 19 de fevereiro último no La Mamma E.T.C., em Greenwich Village, a temporada alcançou tamanho êxito que prevista para encerrar dia 1º de março último foi estendida.

A poesia de Bandeira ganha a melhor música com Olívia

O centenário de nascimento de Manuel Bandeira (Recife, 1886 - Rio de Janeiro, 1968) teve duas comemorações retardadas para 1987, mas assim mesmo com a maior validade: as edições do álbum "Estrela Da Vida Inteira", de Olívia Hime (Continental, janeiro/87) e o belíssimo livro "Bandeira Da Vida Inteira" (1), uma criação editorial de Salvador Monteiro e Leonel Kaz, das Edições Alumbramento - com financiamento da IBM Brasil, mas também à venda em algumas livrarias da categoria (Cz$ 650,00 o exemplar).

Geléia Geral

Enquanto Sinval Sá tem a sexta edição de "O Sanfoneiro Do Riacho Da Brígida" incluído como volume 32 da Coleção Pernambucana na 2ª série de livros editados pela Fundação Histórico e Artístico de Pernambuco, conforme aqui registramos na semana passada, outra biografia do autor de "Asa Branca" acaba de sair: "Luiz Gonzaga, O Rei Do Baião - Sua Vida, Seus Amigos, Suas Canções" de José de Jesus Ferreira (Editora Ática, 144 páginas, Cz$ 55,00).

Sem frescura, Ney pesca as belas pérolas da MPB

A escalada grandiloquente era preocupante. A cada novo-show-disco o ex-Secos & Molhados procurava imagens mais estapafúrdias: entre chifres e penas ("Água do Céu-Pássaro", Continental, 1975), metais e couros ("Pecado", 1977), faca na mão, chama no olhar ("Sangue Latino", 1982), rosto recoberto de purpurina ("Destino de Aventureiro", 1984) e até rosto esculpido em laser ("Bugre", Barcaly/Polygram, 1986).

João Gilberto e a maravilhosa neurose em busca da perfeição

A história se repete. Como em junho de 1981, quando, dentro de um clima de mistério e muitos segredos, finalmente era lançado "Brasil", as páginas dos mais importantes veículos da imprensa brasileira abriram-se espontaneamente para saudar o retorno de João Gilberto ao disco. E na companhia de três outros ilustres baianos: Caetano Velloso, Gilberto Gil e Maria Bethania - num projeto que teve uma cara gestação de nove meses entre São Paulo-Rio-Nova Iorque, até atingir a perfeição que João sempre procura.

A noite em que João esteve em Curitiba

Não lembro se aconteceu em 1960 ou 61. Tenho certeza, entretanto, que foi no início daquela década. Paulo César, radialista veterano, era uma espécie de empresário artístico e apresentador de um dos programas de auditório de maior sucesso da Rádio Guairacá, que instalada na Rua Barão do Rio Branco, vizinha da PRB-2, vivia seus últimos anos de esplendor radiofônico.

Foram poucos gols na futebolgrafia

Considerando que o Brasil é o país do futebol, a musicografia inspirada pelo esporte-rei não é tão significativa quanto deveria. Quem ainda mostrou, recentemente ("O Estado de São Paulo", 25/5/85) a pobreza musical em termos de futebol como temática foi o jornalista Zuza Homem de Mello, ex-presidente da Associação de Pesquisadores da Música Popular Brasileira e produtor do programa de maior audiência na Jovem Pan, em São Paulo.
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