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Beth Carvalho

O modificado som do Carnaval brasileiro

Há mais de quinze anos que os registros musicais do Carnaval são melancólicos. A lamúria é sempre a mesma: só se canta as marchinhas e (alguns) sambas do passado, especialmente dos grandes mestres – como Lamartine Babo e João de Barro.

A família Caymmi, o nosso maior patrimônio musical

Artur Xexéo, nosso bom amigo, jornalista do primeiro time do "JB", escreveu um texto preciso, excelente sobre um disco que, seguramente, estará em nossa relação dos dez melhores lançamentos do ano: "Família Caymmi em Montreaux"(Polygram, abril/92).

Leo, um som com novas cores em nossa música

Dentro da valorização instrumental que tem sido um dos (poucos) aspectos positivos dentro da MPB, o carioca Leo Gandelman é um exemplo da soma do Talento + estudo + disciplina num resultado ótimo. Dono de um sopro belíssimo, este filho de imigrantes russos/ucranianos/lituanos chega a condição de encontrar um público fiel, que, amanhã deverá comparecer ao auditório Bento Munhoz da Rocha Neto para lhe aplaudir como merece (única apresentação, ingressos entre Cr$ 3 a 6 mil).

Beth, Marina e Leila, as vozes deste final de ano

Entre a choradeira das gravadoras, mais do que nunca queixando-se de uma natural (e até justa) retração dos consumidores frente ao empobrecimento cada vez maior da classe média - que normalmente se constituía numa faixa-alvo dos negócios fonográficos - mesmo os chamados "grandes lançamentos" de final de ano estão sendo repensados. Este ano, não teremos um álbum de prestígio de Chico Buarque ou Edu Lobo, o (ótimo) disco de João Bosco ("Zona da Fronteira", Sony) já saiu em outubro e a esperança, qualitativamente, é o novo álbum acústico de Milton Nascimento.

A não-entrevista de João, o silencioso

Quem viu, conferiu! Apesar de todas as chamadas para a "quebra de jejum de entrevistas há 14 anos", as "declarações" de João Gilberto para o repórter social Amaury Júnior em seu "Flash" (Rede Bandeirantes, uma hora da madrugada do último domingo, 7), não passaram de 80 palavras como, meticulosamente, computou um dos assessores do colunista Zózimo Barroso do Amaral, do "Jornal do Brasil".

Muita música instrumental de qualidade à disposição

Edgard Duvivier é um exemplo da nova geração de instrumentistas com formação internacional. Filho de família das mais tradicionais do Rio de Janeiro, estudou saxofone em Berkeley e vem desenvolvendo uma carreira segura, extremamente sofisticada. O casamento com a cantora Olívia Byghton - uma das vozes mais perfeitas surgidas nos últimos anos - aproximou dois seres de extrema sensibilidade.

Gonzaguinha no grande canto de amor a Luiz

Gonzaguinha (Luiz Gonzaga do Nascimento Jr., RJ, 22/9/1945) é um compositor-intérprete que está, há tempos, merecendo uma tese de profundidade. Se o seu pais, o grande Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, PE, 13/12/1912-Recife, 2/8/1989) já tem quatro livros a seu respeito - o último dos quais lançado há poucas semanas - Gonzaguinha também tem uma obra musical que o faz merecedor da atenção que vá além do simples registro jornalístico.

Troféu para todas veredas musicais

Paulinho da Viola (Paulo César Batista de Faria), às vésperas dos 48, cabelos enbranquecidos, elegantíssimo num terno marrom, emocionou logo no início do espetáculo em homenagem a Maysa, quando, com sua voz perfeita, interpretou as mais conhecidas das canções da inesquecível autora: "Ouça". Depois, foi a vez dele se emocionar: por quatro vezes recebeu as premiações que tinha todo direito - por seu maravilhoso álbum ("Eu Canto Samba", Barclay), que fez após uma parada de cinco anos em gravações.
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