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Billy Wilder

Comédias e reprises em época de férias

Julho começa com a reprise do clássico da nostalgia - Casablanca, de Michael Curtiz, produção de 1942, e que há quase 50 anos resiste ao tempo como exemplo melhor do cinema romântico. Seu relançamento, em cópia nova, no cine Itália, faz parte do esforço de João Aracheski, executivo da Fama Filmes, em transformar aquela sala numa espécie de "Paissandu Nostalgia" local, a exemplo do que ocorre no Rio de Janeiro. Depois de Casablanca, serão reprisados Roma, 1972, de Fellini - um dos menos conhecidos filmes do mestre italiano - e Quanto mais Quente melhor, 1959, de Billy Wilder.

Jornalismo glamourizado em visão bem americana

Saber detectar o assunto do momento e, tal como um bom repórter, transformá-lo num filme limpo e correto é virtude que deve ser reconhecida em alguns cineastas. Sem pretensões de (maior) perenidade mas a importância de trazer temas do momento em abordagens pessoais - e sempre que possível corajosas - faz com que certos filmes, mesmo não atingindo a categoria de obras de arte, se destaquem da produção comercial.

O jornalismo em questão num clássico do cinema

Dentro de uma filmografia básica que se proponha a rever, com independência e a dignidade, a colocação do jornalista na tela, um filme é indispensável: "A Montanha dos Sete Abutres". Só isto já faz com que mereça atenção a reprise (hoje, 20h30min, Cinemateca do Museu Guido Viaro) deste filme que, realizado há 35 anos, permanece vigoroso e atual.

Noites de Hollywood encantaram Curitiba

Na próxima edição especial da "Tribuna do Paraná", dia 9 do corrente, uma ampla reportagem falará sobre a época em que Curitiba promovia grandes festas de cinema: o "Tribunascope de Ouro". Idealizado pelo ótimo Júlio Neto, redator de cinema da "Tribuna", em 1959 e estimulada pelo então secretário de redação, João Féder, o "Tribunascope" levou a cabo seis memoráveis promoções, quatro realizadas no saudoso Cine Ópera, na então iluminada Cinelândia (Avenida Luiz Xavier) e as duas últimas, no Cine Vitória, já com a presença de astros americanos.

Na "Rosa" de Allen, um hino de amor ao cinema

"Não existe uma realidade, mas ilusões nas quais acreditamos, pois a ilusão é muito mais real que a realidade" (Pirandello, em "Seis Personagens à Procura de um Amor"). Só alguém que amasse profundamente o cinema poderia realizar um filme com "A Rosa Púrpura do Cairo" (Cine Palace Itália, 2ª semana). E esse alguém só poderia ser Woody Allen, 50 anos de idade (no próximo dia 1º de dezembro) e 20 anos de atividades no cinema (o roteiro de Woody para "O que há, gatinha? / What's News, Pussycat", de Clive Donner, é de 1965).

Dos triângulos nos retângulos da tela

Encontros e desencontros conjugais, vistos com ternura e certa dose de bom humor, em três recentes filmes que chegam às telas da cidade. "Amor à Primeira Vista", na semana passada e, ainda em cartaz; "A Dama de Vermelho", Plaza, 5ª semana; e "Ladrão de Corações", Condor, 4 sessões.

Jornal da Tela

Quem chega hoje à cidade, para três apresentações (Universidade Católica, 21 horas; teatro do Paiol, sábado e domingo) é o compositor, cantor e violonista Jards Macalé. Durante o I Festival Internacional do Jazz, em São Paulo, na semana passada, Macalé fez sua estréia como jornalista, colaborando numa cobertura para o "Folhetim" (suplemento dominical da "Folha de [S.]Paulo").

Rouch vem a Curitiba

Se Alberto Lattuada, que está em Porto Alegre, não vai passar por Curitiba, teremos por aqui, nos próximos dias, um outro cineasta de grande expressão: Jean Rouch. Bem menos conhecido do que Lattuada, é verdade, mas cuja presença tem grande significado também para antropólogos e teóricos da comunicação. Junto com Edgar Morin, Rouch foi o introdutor do chamado Cinema-Verdade a partir do famoso "Chrônique d'une èlé", primeira experiência na utilização do som diretor.

A boa página (sem leitores)

Há quarenta anos, num de seus primorosos contos, Bem Hecht (1892-1964) escrevia: "A juventude é um país maravilhoso. Eu sei, porque um dia já morei lá".
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