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Bossa Nova

A Bossa Nova, vinte anos depois

Passadas muitas semanas de completa paralisação, o Teatro do Paiol reabre suas portas com um dos mais importantes eventos musicais do ano: três shows com o compositor Carlos Lyra, nome-base da música popular brasileira, um dos principais integrantes do núcleo original da Bossa Nova.

Lyra, a bossa que fica

Quatro anos após ter feito sua primeira temporada em Curitiba (Teatro do Paiol, 17 a 19 de março de 1973), Carlos Lyra, 41 anos, um dos principais nomes da Bossa Nova, retorna no mesmo teatro, para um espetáculo da maior importância a quem se interessa em conhecer a nossa musica popular (hoje, 21 horas, última apresentação).

Reedições

Em 1961/65, o expressivo catalogo da Verve Records, então dirigido por Norman Granz, era representado no Brasil pela Copacabana. E foi nesta época que sairam alguns dos mais interessantes discos de músicas brasileiros (e americanos) tocando hits da Bossa Nova. Rarissimos, estes lps voltam agora as lojas, reeditados pela Phonogram, que, representando a Verve, felizmente criou uma série denominada Brazilian Mood.

Um violão, uma flauta & muito talento

Num país de pianistas e violinistas como o Brasil, os executantes de metais são raros. Pela falta de condições profissionais, inexistência de um mercado estimulante e criatividade instrumental, os saxofonistas, pianistas, clarinetistas, trombonistas e flautistas escasseariam. Não só no plano regional, mas mesmo em termos nacionais, onde, por exemplo, dá para se contar nos dedos os flautistas do 1.º time - como mestre Copinha, o veterano Altamiro Carrilho, ou os jovens Franklim ou Sando (ex-Quinteto Violado).

O festival dos estudantes

Uma década após o ciclo dos festivais de música popular, que entre 1966/69 movimentou a criatividade da juventude brasileira, o presidente do Diretório Central dos Estudantes, Sylvano da Rocha Loures Neto, decidiu ressuscitar esse tipo de promoção, com uma mostra competitiva, entre 29 de abril a 1º de maio, no auditório do Colégio Estadual do Paraná. As inscrições das músicas poderão ser feitas até o dia 18 de abril e os prêmios oferecidos totalizam Cr$ 19 mil (Cr$ 10 mil ao autor da melhor música). xxx

O encontro do choro

O governador Antonio Carlos Konder Reis, de Santa Catarina, mergulhado numa crise política que lhe vem tirando o sono há duas semanas - não pode apreciar, como deveria, um excelente idéia que lhe foi levada pelo jornalista Ilmar de Carvalho e com isso Florianópolis perde a chance de sediar um dos mais originais eventos musicais do ano: O I Encontro Nacional do Choro.

Alaide,voz & coração

Das muitas cantoras que surgiram na fase de ouro da Bossa Nova, no início dos anos 60, a carioca Alaíde Costa é uma das que não precisou, em absoluto, preocupar-se, com o relativo eclipsamento do gênero. Ao contrário, dona de uma das mais belas vozes da MPB, Alaíde consegue dar uma extraordinária dimensão a todos os gêneros que interpreta, embora seja o romântico onde se encontra melhor.

Das memórias de Viola ao frevo. É tempo de Carnaval

Feliz do País que tem talentos como Paulinho da Viola, um compositor-cantor - instrumentista que a cada ano dá um novo salto em criatividade, harmonia, inspiração, cada vez com raízes mais brasileiras, mais verde-amarelas (mas sem falsos ufanismos), valorizando a nossa melhor criação. Feliz também um País que tem novos talentos emergentes como Dalmo Castelo, que tem veteranos compositores como Mano Delcio da Viola, Duduca, Hernani de Alvarenga, Iracy Serra, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Noel Rosa de Oliveira, Walter Rosa e tantos outros.

A importância das reedições (Chico, Nelson, Jacob e outros)

Quando insistimos na importância das reedições, o fazemos pela consciência que temos de que somente se conhecendo e divulgando [os] importantes períodos de nossa música popular poderemos despertar em novas faixas de público (e gerações), o entusiasmo, o amor, o respeito pelos nossos compositores, intérpretes e instrumentistas - durante anos esquecidos e anônimos em seus trabalhos rotineiros em rádios, estúdios, e orquestras de bailes - mas altamente criativos e que só agora, mercê do trabalho de pesquisadores como Ricardo Cravo Albim, J. L.
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