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Carlos Galhardo

A época em que o Carnaval tinha a sua melhor música

Para compensar o total aniquilamento da música carnavalesca - hoje reduzida aos sambas-de-enredo, cada vez mais comerciais e construídos na base de linha de montagem industrial - felizmente a Moto Discos vem reeditando, em duas séries, os grandes sucessos dos carnavais do passado - inclusive com direito a um CD colocado a venda neste ano.

Ademilde, 70 anos, com a maior agilidade vocal

Uma das fórmulas para apresentar intérpretes variados da velha guarda em trabalhos de reedição não deixa de ser aquela forma de "os grande sucessos...". A Moto Discos não foge à regra, e assim, em seu catalogo, dispõe de vários títulos agrupando ao total mais de 400 artistas, de diferentes estilos e gêneros, mas que sempre tornam-se importantes ser reapreciados pelos mais velhos - e revelados a uma nova geração disposta a perceber a beleza de nossa música do passado.

Leon, aquele que revive a era de ouro da música

O homem que mais ama a música brasileira tradicional, Leon Barg, 60 anos, 40 de Curitiba

Todo o Carnaval graças a coragem da Revivendo

Aquilo que o grande pesquisador Edigar de Alencar fez num livro referencialmente indispensável, "O Carnaval Carioca Através de sua História" (*), Leon Barg começa a realizar sonoramente a história do Carnaval numa coleção de CDs "sem data nem números para terminar, que permita Deus possa ter continuidade", garante em seu entusiasmo.

Viagem ao tempo dos boleros e tangos com Vargas e Libertad

Há algumas semanas, quando o jornalista Irlam Rocha Lima, um dos mais importantes críticos de música de Brasília, foi entrevistar para a revista de vanguarda "Bric-a-Brac" o compositor Caetano Veloso, o encontrou em sua casa, no rio de Janeiro, rodeado de gravações históricas de música popular, editadas pela etiqueta Revivendo.

Um feliz Natal ouvindo Nat Cole, Rogers e brasileiros

Houve um tempo em que a música sazonal ditava as regras no mercado fonográfico. Compositores como Braguinha compunham de acordo com as estações e as efemérides: as canções juninas, os sambas carnavalescos e, naturalmente, as músicas de Natal. Hoje, com a mudança do mercado, poucas vezes se dá importância às datas para lançamentos especiais - a começar pelo Carnaval, cuja música se restringe aos sambas-de-enredo das escolas do Rio de Janeiro e São Paulo (eventualmente, algum outro Estado tenta apresentar discos com músicas de seu Carnaval mas o fracasso é grande).

As vozes que a Revivendo traz

Até março de 1990, o catálogo da Revivendo deverá atingir 60 títulos. Isto porque Leon Barg não se assusta com os tempos bicudos e continua reeditando o que acha de mais importante em sua preciosa coleção - mais de 30 mil 78 rpm, milhares de elepês - dos quais extrai os fonogramas mais significativos. Ayrton Pisco, um ex-oficial da marinha que dispõe da mais avançada tecnologia (e paciência) para tirar os chiados das gravações feitas há 60 ou 40 anos passados, cuida da remixagem e os discos da Revivendo trazem preciosidades para que se conheça o melhor da nossa MPB.

Se não fosse a Revivendo...

Está sendo cada vez maior a repercussão nacional do trabalho que Leon Barg, um pernambucano que curitibanizou-se há 39 anos, vem realizando há 18 meses: a reedição do que há de melhor em nossa música - possuidor de uma das três maiores coleções de 78 rpm do país, formada ao longo de mais de 50 anos de pacientes escavações Brasil afora, Barg, 60 anos, tem a matéria prima - ou seja, os fonogramas, para fazer as melhores reedições.
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