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Charlie Parker

De Montenegro a Parker, o som chega com imagens

O cantor-compositor Oswaldo Montenegro, que está lançando seu terceiro elepê na Sigla ("Vida de Artista") e hoje, às 21 horas, faz uma apresentação no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto - em produção de Verinha Walflor - está também em vídeo - o que confirma sua popularidade. A Globo Vídeo / Apoio Vídeo editou o show gravado ao vivo na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, com direção de Marcus Vinícius e com um repertório que inclui várias faixas que estão também no repertório de seu elepê colocado agora na praça. xxx

Mais e melhores filmes de jazz

Cada vez mais os fãs de jazz têm motivos de alegria. A dieta, que por mais de 30 anos obrigava os que curtem a mais criativa das formas musicais a viver um regime de pão e água em termos de informações, parece que, finalmente, encontrou a luz no final do túnel. Enquanto multiplicam-se as edições gravadas, tanto dos históricos registros em coleções que gravadoras com notáveis acervos (CBS, Imagem, Movieplay, Bradisc, WEA, EMI/Odeon, RCA) vêm colocando nas lojas - a partir de 1989/90, também em versões CD e fitas cromo, em termos visuais a coisa melhorou.

Clássicos e jazz chegam em imagens

Uma prova do amadurecimento do mercado de vídeo: ao lado de centenas de lixo descartável que chegam às locadoras, começa a aparecer uma sofisticada produção de vídeos musicais. Embora com 80% dos títulos voltados ao pop/rock, graças à entrada no mercado de novas distribuidoras, também o clássico e o jazz terão espaço. Até agora, os apaixonados por estes gêneros estavam recorrendo a fitas piratas, conseguidas com imensas dificuldades - geralmente através de reproduções dos videodiscos (de qualidade técnica esplêndida).

Clássicos e jazz agora só em edição CD/cromo

Definitivamente a era do laser chegou. Quem duvidava de que o novo processo demoraria a emplacar pelo seu custo enganou-se. Duas fábricas de CDs - a Microservice, em São Paulo e a VAT, em Manaus, estão com produção a toda para atender as várias gravadoras seja na área de reedições - desde trabalhos originais como a que Leon Barg, da Revivendo, está fazendo com antigos 78 rpm até discos dos mais comerciais - ou em lançamentos inéditos, alguns, inclusive, só saindo em CD e fita cromo.

Aquelas "big bands" que fizeram o mundo dançar por muito tempo

Durante pelo menos três décadas, eles reinaram absolutamente. Amparados em exercícios de fulgurantes metais dourados, em contraponto a ajustadíssimas secções de cordas e discreta percussão, com harmonias perfeitas, as big bands eram absolutas em sua popularidade. Mesmo sem chegar a inventividade dos negros gênios jazzísticos - como os angustiados Charlie Parker, ou Lester Young - que se debatiam entre o álcool e drogas, músicos-maestros menos famosos junto aos círculos cult eram, entretanto, muito bem sucedidos financeiramente.

As perdas de 1990

Janeiro Ernest Widmer, nascido na Suíça, em 1927. Maestro-compositor, veio para o Brasil em 1956 a convite de K. F. Koelrreuter, naturalizando-se brasileiro. Viveu muitos anos na Bahia, onde implantou uma avançada escola de estudos e pesquisas. Faleceu dia 04/01. George Auld, saxofonista-tenor, nascido em 18/05/1919. Gravou seus melhores discos com Benny Goodman. Em 1977 apareceu numa ponta no filme "New York, New York" como o músico que ensina Robert De Niro a tocar saxofone. Dia 08/01.

Hoje é dia de ouvir jazz com Mulligan

Infelizmente parece que o Blue Note Jazz Club morreu. Há meses não se ouve falar em suas jam sessions e os próprios músicos que, no início, mostravam-se animados, hoje são pessimistas. Público, entretanto, continua a existir, pois neste final de ano a Polygram está lançando em CD excelentes gravações com Charlie Parker e outros gênios do instrumento e, há dez dias no Brasil, um dos nomes mais valorizados da linha West Coast - Gerry (Gerald Joseph) Milligan (Nova York, 6/4/1927) faz uma excursão que inclui, hoje à noite, uma única apresentação no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto.

O bravo Jonas faz a Imagem ganhar agora produções CD

Quem acompanha o movimento fonográfico nestes últimos 20 anos aprendeu a admirar e respeitar o trabalho de um nordestino cariocarizado que tem dedicado sua vida a divulgar a melhor música: Jonas Silva. Desde os tempos de modesto vendedor de uma loja de discos (Murray's).

Huston, o caçador de imagens e elefantes

Em "Raízes do Céu" (Roots of Heaven, 1958), um grupo de idealistas (interpretados por atores do nível de Eroll Flynn, Trevor Howard e Orson Welles) lutava no Interior da África contra os caçadores de elefantes, num verdadeiro manifesto visual-ecológico em termos de preservação da vida de uma das espécies ameaçadas. Seis anos antes, entretanto, durante as filmagens de "Uma Aventura na África" (The African Queen, 1952), o mesmo diretor John Huston chegou a atrasar a produção por uma obsessão: matar o seu primeiro elefante.

Mingus, Evans, Herbie e Coleman em bons momentos

Ao lado da CBS, a WEA é a gravadora que tem investido mais maciçamente no jazz (e trazendo também blues e country), embora não se possa esquecer os bravos esforços de Jonas Silva, da Imagem - há 21 anos no mercado, a Bradisco (embora sem qualquer divulgação e critérios em suas produções e, finalmente, a BMG/Ariola, que dispondo ao acervo da RCA, começa a aproveitar melhor o tesouro sonoro que dispõe em seu arquivo.
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