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Chico Buarque de Hollanda

O primeiro disco e os LPs americanos de Nascimento

Finalmente, as gravadoras estão descobrindo a importância de fazer reedições. Durante anos, alguns dos melhores títulos do mercado fonográfico permaneceram como preciosidades, já que as detentoras dos fonogramas não se ligavam a uma questão óbvia: a cada ano surgem novos interessados em conhecerem momentos preciosos da música nacional e internacional e como os discos tem, normalmente, um tempo reduzido de permanência em catálogo, produções de alto nível que, dentro das regras do mercado não são entendidas quando de seus lançamentos, adquirem, com o passar do tempo, um grande valor.

Jacqueline, 21 anos com poesia neste dia

Hoje eu não mais quero ter nem ser. Quero tudo que não posso só quero te ver viver ("Oma", poema de Jacqueline André Glaser). xxx Helena Kolody, 81 anos no registro civil, 18 em sua iluminação juvenil. Jacqueline Andréa Glaser, 21 anos comemorados neste sábado, 30, e que ganhou como presente de maioridade a edição de "Encantamentos" (edição da autora através da Lítero-Técnica, 75 páginas, prefácio de Juril de Plácido e Silva Carnasciali, capa de Suzana Lobo Cr$ 200,00; lançado ontem à noite no Elo Hotel).

O melhor do som instrumental com Sebastião e seus amigos

A caveira-de-burro que a incompetência das últimas administrações parece ter enterrado na Praça Guido Viaro está sendo retirada. Isto graças à dedicação, entusiasmo e, sobretudo, bom relacionamento que Gersinho Bientinez, compositor, violonista e administrador, hoje responsável pelo Teatro Paiol, vem dedicando na árdua tarefa de fazer com que aquele espaço cultural, aproximando-se de seus 20 anos, recupere o prestígio que anos de abandono e boicote oficial o levaram - passando de um ativo centro cultural para um mausoléu de frustrações artísticas.

Catálogo já oferece 1.600 boas ofertas

O catálogo da Microservice - Microfilmagem e Reproduções Técnicas (Rua Jacofer, 479, São Paulo) apontava, em meados de abril, exatamente 1.482 gravações CDs existentes para 18 etiquetas que operam no Brasil.

O canto das mulheres no fim de uma década

O ano encerra, como sempre, com superstars fonográficos, capazes de esquentar um mercado que sofre naturalmente, os reflexos da inflação (o disco já ultrapassou a barreira dos três dígitos, deixando de ser um produto ao alcance da empbrecida classe média) e assim a disputa acontece entre estrelas como Roberto Carlos - como sempre, em seu elepê anual, colocado nas lojas somente em dezembro, Simone, Beth Carvalho, Alcione, entre as mulheres mais famosas.

Nas asas do frevo

Asas da América, edição 1989 - novamente selo BMG - traz em seu repertório novos frevos de Carlos Fernando, percorrendo o eixo clássico do Carnaval brasileiro (Rio/Salvador/Recife/Olinda). É o caso de "No Dia em que Cristo Falou", interpretado por Chico Buarque, uma homenagem à Cidade Maravilhosa dedicada a Joãozinho Trinta e seu Cristo dos favelados; "Bahia Maria", na voz de Luiz Caldas; "Menina Pernambucana", com Alceu Valença; "Noites Olindenses", interpretada por Caetano; "Mamãe Aparecida", com o comercialíssimo Michael Sullivan - única presença dispensável neste disco.

Amélia e Clara, revelações veteranas para a nossa MPB

É sempre um risco apontar um(a) intérprete como revelação do ano quando, na verdade, este artista, em inúmeros casos, vem há anos batalhando pelo seu espaço. É o caso de Amélia Rabello, que estará em nossa edição dos melhores de 1989 como revelação do ano, mas que, na verdade, é uma estreante-veterana. Chegou agora ao seu primeiro elepê como solista (Velas/Polygram), mas com a esperiência, a bagagem e o rigor técnico de uma veterana. E não por acaso!

Joyce ao vivo. Maravilhosa!

O canto das mulheres continua belo. Independente das superstars Simone, Beth Carvalho e Marina - há outros discos marcantes, de gente da maior competência. Joyce, por exemplo, após dois álbuns-homenagem (a Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim), optou por uma gravação longe dos estúdios: "Joyce ao Vivo", gravado no Teatro Clara Nunes, Rio de Janeiro, nas noites de 13 e 14 de março de 1989, a partir do show roteirizado e dirigido por Túlio Feliciano, revela exatamente a intenção da cantora, passando uma intensa vibração e emoção.

O maestro Marçal e o talentoso Dunga

Filho de uma das legendas do samba, o grande (Armando Vieira) Marçal (RJ, 1902/1947), que formou com Bide (Alcebíades Maia Barcelos, RJ, 1902/1975) a dupla que criou tantos sucessos (a partir de "Agora é Cinza", 1933), Nilton Defino Marçal, 55 anos, manteve a ilustre tradição. Percussionista dos mais requisitados, bonita voz, tem sido, nos últimos anos, valorizado por compositores da dimensão de Chico Buarque - que fez questão de lhe reservar um momento solo no show "Francisco", que apresentou no Canecão, RJ, há dois anos.

Em dez discos, a saudade do melhor da Bossa Nova

Os trinta anos da Bossa Nova - que poderia ter suas comemorações até retroagidas para 1988, considerando-se que a gravação-marco do movimento que modificou a MPB foi mesmo "Canção do amor demais", produzido por Irineu Garcia, para a Festa, reunindo Elizeth Cardoso às primeiras parcerias de Vinícius e Antonio Carlos Jobim - e tendo ao violão o baiano João Gilberto com sua batida diferente - proporcionaram que dezenas de gravações - e algumas publicações - se voltassem a esta efeméride.
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