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Perda de tempo

Para cumprir a lei que obriga os distribuidores a lançar títulos nacionais em cada pacote, a CIC Vídeo tem adquirido direitos de mediocridades que praticamente não se justificam em ficar nas locadoras. São filmes comerciais, descartáveis, que só mesmo aos tolerantes ao extremo poderão interessar. Por exemplo, em seu último pacote a CIC ofereceu às locadoras (e poucas adquiriram) pornoproduções como "E Agora José?

Videonotas

Herbert Richers tem trazido em vídeo alguns dos melhores filmes produzidos especialmente para televisão. É o caso de "Para Lembrar um Grande Amor" (Do You Remember Love), de Jeff Bleckner, roteiro de Vikie Patik e interpretado pela excelente Joanne Woodward, atriz que, nos últimos anos, tem feito mais filmes para a TV.

Uma chance de conhecer o novo cinema soviético

Poucas estréias mas, em compensação, mais um festival de filmes inéditos, vindos para exibições especiais. Desta vez "O cinema soviético dos anos 80", oportunidade para se conhecer o recente cinema da URSS, que começa a ter repercussão internacional - graças, especialmente, a política de abertura da era Grotchev e liberação de obras censuradas ao mesmo tempo que se possibilita aos realizadores maior liberdade de criação.

Casamento dos Trapalhões, Terra da Magia e premiado filme com o Oscar

Há duas semanas do final de ano, já em fase de se preparar a listagem dos melhores, a programação cinematográfica entra em período de férias. São os filmes de grande apelo popular, voltados especialmente para a faixa infantil, que têm seus lançamentos: "O Casamento dos Trapalhões" em três salas (São João/Plaza/Lido I). "Willow - na terra da magia" (Condor) e mesmo uma comediota também na faixa jovem. "Águas perigosas" (Cinema I). "A última tentação de Cristo", apesar de não ter atingido em suas quatro primeiras semanas sequer a 6 mil espectadores, continua em exibição no Lido II.

Sexo já não assusta ninguém

"Salô ou os 12 Dias de Sodoma", que Pier Paolo Pasolini (1922-1975) concluiu em poucas semanas antes de morrer assassinado, finalmente chega às telas brasileiras. Após duas exibições na Mostra Internacional de Cinema, que o crítico Leon Cakoff organiza em São Paulo, foi adquirido pelo grupo Fama Filmes e teve sua estréia nacional em Curitiba. O filme mais escatalógico e chocante da história do cinema - em que pese em sua visão a crítica de seu autor - foi exibido por um mês (Cines São João / Bristol) e não provocou qualquer protesto.

Pesos pesados nas telas enfraquece outras opções

A força com que "Uma Cilada Para Roger Rabbit" chega é tamanha que pode ameaçar até os dois outros pesos-pesados em termos de bilheteria que estão em exibição: "O Casamento dos Trapalhões" (Plaza/São João/Lido I) e "Willow - A Terra da Magia" (Condor). Estes, também com ótimas rendas, vão dobrar o ano - e as perspectivas de Roger Rabbit é que permaneça ao menos dois meses em cartaz.

Videonotas

Cercado da maior campanha publicitária já feita nesta era de vídeo doméstico, a CIC lança amanhã, nacionalmente, as primeiras cópias de "E.T. - O Extraterrestre", de Steven Spielberg. A operação para fazer chegar ao consumo, em VHS, o filme de maior bilheteria da história do cinema recente foi tão badalada que nem se precisa gastar espaço e tempo para falar a respeito. Só Steven Spielberg vai ganhar aproximadamente US$ 180 milhões, com a venda da versão em VT de seu filme de maior êxito - razão pela qual concordou com a operação.

Muito lixo em vídeo

Não é sem razão que os donos de locadoras têm que recorrer cada vez mais aos chamados "consultores de vídeo" para fazer suas compras mensais. A multiplicação de distribuidoras que colocam centenas de títulos no mercado e os preços cada vez mais elevados por unidade - hoje entre Cz$ 9 a Cz$ 16 mil - faz com que haja cuidado para não adquirir títulos que não têm o menor atrativo para o público que representam, sequer, trabalhos significativos de arte.

Bons filmes, afinal, em exibição na cidade

Afinal, nem tudo está perdido! Parece que Chico ALves resolveu sair da inércia e retomar o comando da programação das salas da Fucucu, evitando que a incompetência continue a levar o setor para o brejo. Prova disso é que conseguiu - não se sabe onde - uma cópia de um clássico dos anos 50, "Lola Montes", de Max Ophus que está sendo exibida neste fim-de-semana na Cinemateca. Mas novamente é de se indagar: por que castigar (e afastar) um público que poderia ser mais numeroso se este clássico fosse exibido numa sala confortável como o Luz - que, está reprisando "Para Viver Um Grande Amor?"
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