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Cidadão Kane

No cinema para ler, as revelações sobre Greta

Já chegam a 30 os livros sobre cinema lançados este ano no Brasil, confirmando-se aquilo que aqui temos insistentemente registrado: o interesse cada vez maior pela sétima arte, em seus vários segmentos. O atento Cosme Alves Neto, curador da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, listou 27 títulos - incluindo meia dúzia que deve chegar às livrarias nas próximas semanas.

Cada vez mais opções para conhecer melhor o cinema

Sem dúvida o jovem Horácio Temizawi De Benis, um nipo-brasileiro que veio para Curitiba e inaugura nos próximos dias uma original livraria e loja de dicos, voltada especialmente para a área de cinema, tem razão em acreditar no sofisticado mercado que pretende atingir. Afinal, com a era do vídeo e uma programação cada vez melhor em longas-metragens nas redes nacionais de televisão, há um renascer no interesse do público por cinema.

60 anos depois "Limite" na abertura do Festival

Brasília - Sessenta anos depois de sua primeira exibição - ocorrida no dia 4 de maio de 1931, no cinema Capitólio, na Cinelândia carioca, o filme-mito do cinema brasileiro - "Limite", de Mário Peixoto, abre hoje à noite, em sessão de gala na sala Villa Lobos do teatro Nacional a 24a. edição do mais antigo festival de cinema brasileiro.

"Havana" e comédias entre as opções

Além da retrospectiva Peter Lilienthal e "Cidadão Kane", a semana tem três novas atrações: "Havana", de Sidney Pollack (Condor); de Alan Alda (Itália) e Os Deuses Devem Estar Loucos II" de Jamie Uys (São João).

O cinema para ler

Após anos de indigência editorial nas áreas das artes, começamos a entrar em dias melhores. Ano a ano, cresce a produção editorial de obras que se voltam ao cinema, música, teatro e artes plásticas - incluindo edições de arte. Mesmo com os tempos bicudos que enfrentamos, e, no caso de edições-brinde de obras de arte tenha havido uma natural recessão com o fim da Lei Sarney (que estimulava investimentos culturais), aliada aos rigores do Plano Collor, ainda se publicou bastante em 1990.

Afinal, chance de ver o "MacBeth" de Welles

Na vida de Orson Welles (1915-1985), repleta de fatos notáveis, curiosos e dramáticos, cada um dos filmes que realizou - a partir de "Cidadão Kane" (1941), ainda a imbatível obra-prima do cinema (permanece há cinco décadas no consenso de melhor e mais inovador filme já produzido no cinema americano) - merece um livro à parte. Não é à toa que Welles tem um bibliografia a seu respeito que ultrapassa em muito sua filmografia (12 longa-metragens) - toda sofrida, calejada, difícil e, relativamente, desconhecida.

"Patty Hearst", o seqüestro discutido com inteligência

No início, as imagens de Bozan Bazelli são de uma beleza estética quase diluitivas da tragédia que a história (real) deve contar: Jogada num quarto escuro, a jovem Patty Hearst (Natasha Richardson) vê apenas os perfis de seus carcereiros e, machucada, humilhada, assustada, ouve ameaças terríveis. Em contrapartida, imagens surrealistas afloram: ela, venda nos olhos, com seus ricos familiares, tentando cumprir a exigência de oferecer comida a todos os pobres, o que significa mais de US$ 400 milhões.

Agnes, o olhar para a solidão feminina

A abordagem de jovens que, em contestação à sociedade de consumo, se auto-marginalizam não é novidade. Afinal, mesmo antes da explosão dos anos 60, da linha "on the road", dos "beatniks keroucianos" - aos quais se sucederia a geração "flower & love", a natural rebeldia jovem sempre foi uma característica - em diferentes nuances.

Moraes Neto revive valsas num espetáculo de Gersinho

Há algum tempo, Leon Barg estava em seu escritório quando teve a melhor surpresa ao receber um visitante inesperado: - "Boa tarde, meu nome é Moraes Neto!" Leon quase se assustou. Afinal, há muito desejava estabelecer um contato com o veterano cantor de rádio, mas não esperava, jamais, uma visita pessoal. Surpresa que aumentou quando ele anunciou: - "É que agora estou morando em Curitiba e não poderia deixar de procurá-lo para cumprimentá-lo pelo seu trabalho na "Revivendo".

No romance e na realidade, os ótimos filmes estão chegando

Ora, viva! Afinal um filme de primeira categoria, candidato sério a entrar na lista dos melhores do ano, ganha uma segunda semana de exibição: "Stanley e Iris", de Martin Ritt - um exemplo de obra emotiva, suave, falando de gente como a gente, com dois excelentes intérpretes - Robert de Niro e Jane Fonda, uma belíssima trilha sonora de John Williams e, principalmente, um roteiro esplêndido, permanece em cartaz no Condor. Uma chance de quem ainda não assistiu, conhecer um exemplo de bom cinema.
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