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Cine Astor

Um novo cinema; e bons filmes

Já se disse que nenhum outro cinema é tão social quanto o norte-americano. Sem proselitismos ou demarcações ideológicas, a indústriade sonhos tem em produtos aparentementemente apenas comerciais saídos dos estúdios de Hollywood, muitas vezes, retratos significativos do "american way of life". Isto pode ser observado em duas atraentes realizações que finalmente chegam às nossas telas e merecem especial atenção. "Minhas Duas Mulheres" (Micki & Maude), de Black Edwards, (Cine Astor) deve repetir o mesmo êxito de "Mulher Nota 10" Ten) e traz o mesmo intérprete, o inglês Dudley Moore.

Um hotel muito louco e o dilema bem masculino

Excluindo-se os filmes já em exibição como "Amadeus" e "De Repente Num Domingo", as duas programações mais atraentes são "Minhas duas Mulheres" e "Hotel Muito Louco". Se a comédia de Black Edwards com toda certeza permanecerá semanas em cartaz, o mesmo não se pode dizer de Hampshire, de Tony Richards. Afinal, o público curitibano tem atitudes surpreendentes: "La Traviatta", uma obra-prima de Franco Zifferalli, da ópera de Giuseppe Verdi, com Teresa Stratas e Plácido Domingo, sucesso em todas as capitais em que foi exibido, fracassou no Cine Astor, ali só permanecendo uma semana.

"Amadeus", o grande filme, chega dia 27

Enquanto "Um Lugar no Coração (Cine Astor) traz Sally Field, premiada com o Oscar de melhor atriz-1985, "Amadeus" possibilita que se conheça o trabalho de dois outros atores indicados ao Oscar de melhor ator: F. Murray Abraham como Antonio Salieri e Tom Hulce como Wolfgang Amadeus Mozart. Disputaram com Albert Finney ("A Sombra do Vulcão", já visto no Cine Itália, no ano passado), Jeff Bridges ("Starman, O Homem das Estrelas", próximo lançamento do Vitória) e Sam Waterston ("Os Gritos do Silêncio/The Killing Fields", exibido há pouco) a premiação.

Afinal, os bons filmes chegaram

Com sete indicações ao Oscar e saudado, internacionalmente, como um dos melhores filmes do ano, "Os Gritos do Silêncio" (The Killing Fields) estréia, hoje (Cine Astor, 4 sessões), substituindo a outro (excelente) filme também nominado ao prêmio máximo de cinema: "Broadway Danny Rose", que valeu a Woody Allen a indicação como o melhor diretor, troféu que já obteve há 7 anos passados com "Annie Hall" (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa).

THE WINNER IS...

Dos cinco filmes que amanhã à noite concorrem ao Oscar, ao menos um já está em exibição na cidade: "Os Gritos do Silêncio" (The Killing Fields), no Cine Astor desde quinta-feira, 21. Também o trabalho que valeu a Woody Allen uma nova indicação ao Oscar de melhor diretor já pode ser visto (por poucos espectadores, infelizmente) - "Broadway Danny Rose", exibido no mesmo cinema na semana passada.

Os candidatos de 1985

1. FILME 1. AMADEUS, de Milos Forman (11 indicações) 2. PASSAGEM PARA A ÍNDIA (Passage to India), Inglaterra, de David Lean (11 indicações). 3. OS GRITOS DO SILÊNCIO (The Killing Fields), de Roland Jaffe (Em exibição no Cine Astor, desde quinta-feira). 4. UM LUGAR NO CORAÇÃO (Places In The Heart), de Robert Benton. 5. A HISTÓRIA DE UM SOL DADO (A Soldier's Story), de Norman Jewison. 2. DIRETOR 1. Milos Forman (Amadeus) 2. David Lean ("Passage to India") 3. Rolland Jaffe ("Os Gritos do Silêncio") 4. Robert Benton ("Um Lugar no Coração")

Astor fecha, mas o "Cárcere" continua

APESAR da excelente bilheteria que vem fazendo (a maior do ano, em termos de cinema nacional), "Memórias do Cárcere" tem, hoje, suas últimas três exibições, no Cine Astor. Entretanto, continua em cartaz na cidade, agora em sistema road-show, no Cinema I, ou seja, enquanto houver público, estará sendo apresentado, assim como aconteceu com "Retratos da Vida" (Les Uns et Les Autres, 81, de Claude Chabrol), que bateu todos os recordes em Curitiba, permanecendo seis meses em cartaz. xxx

Festival do Rio (IV) II Fesrio já tem data: novembro, 85

RIO (Especial para O ESTADO DO PARANA) - Ao encerramento do I Festival de Cinema, televisão e vídeo, terça-feira última, uma coisa já era definitiva: a realização de sua segunda edição, em novembro 1985, com uma estrutura bem mais ampliada e uma planificaçãoantecipada, corrigindo-se as deficiências observadas durante os últimos dez dias. Praticamente independente dos recursos oficiais - a contribuição da Flumitur ficou em menos de Cr$ 300 milhões e o Fesrio custou mais de Cr$ 6 bilhões - e justamente por não ficar atrelada à máquina estatal é que esse festival poderá consolidar-se.

Um banquete maravilhoso para todos os paladares

[Em abril último], durante um encontro informal com os jornalistas que cobriam o XII Festival de Cinema Brasileiro de gramado, o presidente da Embrafilmes, Roberto Parreiras, comentando o crescimento daquele evento, acrescentava: "O Brasil precisa, agora, é de um festival internacional. Temos que ter, também, um acontecimento que atraia as atenções de cineastas de todo o mundo".
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