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"Splendor" compensa filmes que fracassaram na semana

Infelizmente, aconteceu o que prevíamos: dos cinco importantes filmes estreados há uma semana, dois já não estão mais em exibição: "Assassinato sob Custódia" (A Dry White Season), de Euzhan Palcy e "Contos de Nova Iorque", de Martin Scorcese, Francis Coppola e Woody Allen, foram substituídos por "Meu Pai - uma Lição de Vida", de Gary David Goldberg e "Splendor", de Ettore Scolla, nos Cines Lido II e Bristol, respectivamente.

Assista quatro dos cinco filmes que disputam o Oscar na segunda

Quatro dos cinco filmes que disputam o Oscar principal estão em cartaz: "Sociedade dos Poetas Mortos", em terceira semana no Bristol; "Campo dos Sonhos", no Plaza; no Lido I e Palace Itália, o emotivo "Conduzindo Miss Daisy", com nove indicações, e no Condor, "Nascido a 4 de Julho" que, com oito indicações ao Oscar, é outro fortíssimo candidato a levar as principais premiações. Só fica faltando "Meu Pé Esquerdo", que ainda não chegou ao circuitão. Conduzindo Miss Daisy

Assim é a VIDA!

"Espera-se envelhecer e teme-se a velhice: quer dizer, ama-se a vida e foge-se à morte" (Le Bruyére, 1645-1969, "Os Caracteres"). Se houvesse uma censura classificatória não só de idade, mas preventiva para emoções fortes em termos geriátricos, talvez até se justificasse que "Meu Pai - Uma Lição de Vida" (Lido II, 5 sessões, até amanhã em exibição) ganhasse a indicação de "desaconselhável (e perigoso) para maiores de 60 anos.

Boca de Ouro, Spielberg e Harry & Sally

Várias - e atraentes - opções nas telas. De princípio, um fato altamente significativo: o lançamento nacional (junto com outras praças) de uma produção brasileira de um milhão de dólares: "Boca de Ouro", refilmagem que o tv-man Walter Avancini, em sua estréia como diretor de cinema em 43 anos de teatro e novelas, realizou da famosa peça de Nelson Rodrigues. O filme reúne nomes consagrados da tevê, como Tarcísio Meira, Cláudia Raia, Osmar Prado e traz, numa tentativa de mostrar que é (?) atriz, a modelo Luma de Oliveira.

E a emoção de Miss Daisy ganhou na festa do Oscar

O sentimentalismo venceu a política na conservadoramente equilibrada distribuição dos 23 Oscars na noite de segunda-feira, 26. Se "Nascido a 4 de Julho", politicamente o mais importante dos filmes indicados neste ano, ficou apenas com dois troféus - montagem (Davis Bremer e Joe Butshing) e direção (Oliver Stone), "Conduzindo Miss Daisy" levou 4 dos 9 Oscars para os quais havia recebido nominations: filme, atriz (Jessica Tandy, 81 anos), roteiro adaptado (Alfred Uhry, autor também da peça original) e maquiagem (Manlio Rochetti, Lyn Barber e Ken Harvey).

Na semana do Oscar, curta o sexo, mentiras e videotape

... and the Oscar goes to... E o Oscar foi distribuído eqüitativamente. Com exceção de "O Campo dos Sonhos", os outros quatro filmes que tiveram as principais nominations acabaram ganhando premiações - mais ou menos importantes de forma que com a super-super festa vista por um bilhão de espectadores em todo o mundo, via tv-satélite, é claro que os filmes devidamente oscarizáveis devem prosseguir em cartaz.

Agora, vamos ouvir novamente os veteranos Jolson e Powell

Alegrai-vos nostálgicos do (melhor) cinema musical americano. Uma preciosa coleção reeditando êxitos avulsos de oito grandes estrelas-vozes dos golden years de Hollywood acaba de ser colocado nas lojas graças a WEA, detentora dos direitos da ACA Records - por sua vez sucessora da Decca, que entre 1930/60 teve um elenco milionário.

A viagem dos operadores aos tempos da manivela

O título poderia ser "a mais emocionante das sessões". Como direito a estas lágrimas de saudades. E não foram poucos os senhores reunidos na manhã de quarta-feira, 7, que tiveram olhos umedecidos e sentiram um nó na garganta. Também não era para menos! Durante 130 minutos, viam na tela imagens de um pouco daquilo que viveram, sentiram e (mais) amaram: o cinema. A mágica usina de sonhos iluminados que, numa aldeia no interior da Sicília ou na Curitiba dos anos 30, como em qualquer outra cidade do mundo, tinha o mesmo encanto e fascínio. Daí a sua universalidade.
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