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Claude Lelouch

Ligações perigosas e atraentes

Exatamente 209 anos após ter escrito Les Lissons Dangereusses permanece atualíssimo na sutil ironia que faz sobre o comportamento sexual humano - o jogo da conquista, as armadilhas do coração, a malícia e a hipocrisia. Quando seu autor, o militar jacobino francês Pierre Ambroise François Chanderlos de Laclos (Amiens, 1741 - Turanto, em forma epistolar, os costumes sexuais-social eram outros. Dois séculos depois, o mundo mudou, a revolução sexual fez o amor se tornar livre mas a genialidade do texto antecipador - e as intrigas da história - feitas por Chanderlos de Laclos permanecem atuais.

"Noturno Indiano" e "Caçadores de Emoção" são as estréias da semana

Apenas duas estréias regulares nesta semana - e uma pré-estréia em horário e cinema maldito - "A Criatura do Cemitério" (The Graveyard Shitt), de Ralph S. Singleton, baseado em conto do especialista Stephen King (Morgenau, amanhã, 24 horas, em programação normal a partir do dia 14) faz com que as opções maiores continuem nos filmes em exibição.

A nostalgia colorida dos tempos de Juarez

Paisagens tipicamente curitibanas, com pinheiros recriados de uma maneira muito pessoal, estão nos quadros que compõe a mais recente individual de Juarez Machado - apropriadamente chamada de "Parfum: Memoire", inaugurada no último dia 12, no Gaymu Inter Art Galerie / Art Contemporain Latin Américani (8, Passage, Thiére 75011, Paris), que estará aberta até o dia 11 de maio.

A bendita Operação França vem atualizar os cinéfilos

Para quem nasceu no meio cinematográfico - filho de um dos mais famosos diretores de fotografia dos anos 40, Quinto Albicoco, e que aos 13 anos já fazia seu primeiro curta-metragem inspirado num poema de Rimbaud - participando depois da Nouvelle Vague, com ao menos um filme que os cinéfilos curtiram muito nos anos 60 ("A Garota dos Olhos de Ouro"), com Marie Laforet, Jean Gabriel Albicoco conhece, como ninguém, a cinematografia internacional.

Retratos da Vida

Assim como Akira Kurosawa foi, durante muitos anos, a identificação do cinema japonês para o grande público, também por mais de 20 anos o cinema sueco era lembrado apenas pelo seu nome maior, Ingmar Bergman. Falar em cinema escandinavo, então, era cair no vazio, pois mesmo com a grande aceitação por parte da crítica e de uma elite de cinéfilos pelos verdadeiros ensaios psico-visuais de Bergman, desconheciam-se outros realizadores daquela região da Europa.

Belas Artes com um pacote de inéditos

O pacote inicial de 25 filmes inéditos que a Belas Artes começa a exibir neste final de ano em São Paulo e que durante o primeiro semestre de 1991 chegará a pelo menos 40 cidades brasileiras já mostra o cuidado com que Jean Gabriel Albicoco teve ao fazer a seleção. São filmes produzidos entre 1986/90, de diferentes gêneros e estilos, alternando tanto realizadores já consagrados, como outros ainda desconhecidos no Brasil - justamente pelo fato de que há pelo menos 5 anos que a cinematografia francesa não tem uma distribuição regular entre nós.

"Retratos da Vida" e outros bons títulos

Em 1990 a 20th Century Fox também vai entrar no mercado de vídeo. Com isto, todas as chamadas majors - ou seja, as grandes produtoras americanas - estarão no Brasil, fazendo edições legais de seus filmes e reduzindo as chances da pirataria ( no Paraná, muitas locadoras ainda insistem nesta fórmula). A Warner foi a distribuidora do ano, com laçamentos explêndidos, muitos feitos em colaboração com a cadeia Breno Rossi que os tem comercializado em suas lojas, já que afora as locadoras há também o interesse dos colecionadores - mesmo com o custo de NCz$ 500,00 a unidade.

A arte maior nas belas telas coloridas de Teca

Quadro a quadro, dia a dia, exposição após exposição, Estela Sandrini vem construindo uma carreira sólida honesta a que a inclui entre nossas mais importantes artistas plásticas. Numa cidade a cuja generosidade (ingenuidade?) da imprensa e círculos (dito) intelectualizados, vendem-se alhos por bugalhos e o amador de ontem é o profissional (sic) badalado nas colunas e vernissages de hoje, artistas como Teca - forma afetuosa com que seus (muitos) amigos a chamam - é uma artista que merece especial atenção.

Um repertório diversificado

Apesar de nunca ter visto "A um Passo da Eternidade" (A From Here to Eternity, 53, de Fred Zinnermann), Paulo Ricardo gostou da imagem do título e fez de um suave rock romântico a faixa de trabalho para catituagem de seu primeiro elepê solo. Para outro rock também com cinematográfico título - "Viver por Viver", nem sabia que foi o nome de um filme de Claude Lelouch (67) - fez apenas um canto de amor jovem, tão despojado quanto "A Arte de Fazer Amor".

Uma sinfonia de som, luzes e encantamento

O Bamerindus não poderia ter feito melhor investimento cultural: a Sinfonia de Natal que iluminou a noite de sexta-feira, na Boca Maldita, ao som de Haendel, Ravel, John Philips Souza e outros mestres foi um dos mais belos espetáculos públicos já acontecidos em Curitiba.
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