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Elizeth Cardoso

Feche os olhos e lembre os bons tempos da Jovem Guarda

Depois da exumação da Bossa Nova - cujos 30 anos, comemorados entre 1988/89 (considerando o disco marco "Canção do Amor Demais", com Elizeth Cardoso e o "Chega de Saudade" com João Gilberto) justificaram inúmeras reedições e homenagens (embora, não tantas quanto merecia o mais importante movimento já existente na MPB), parece chegar a vez da Jovem Guarda começar a ser escavada, com a montagem de elepês com faixas de históricos momentos do movimento e mesmo estudos a respeito.

Falta música carnavalesca mas temos a Beth e a Lecy

Nem adianta lamentar e chorar pitangas! Estamos no mês do Carnaval, faltam 4 dias para a folia começar oficialmente (já que os bailes são antecipados) e o panorama musical parece ignorar aquela que já foi a maior deflagradora da criação popular deste país que Jorge Amado chamou "do Carnaval". Com exceção dos sambas-de-enredo das escolas do Rio de Janeiro, grupo A, que num elepê BMG/Escola de Samba Ltda., patrocínio da cerveja Kaiser, está nas lojas há mais de 90 dias (e estimulados pelos vídeoclips da Rede Globo) - praticamente nada mais existe.

Em forma de oração!

Desde quarta-feira, quando se confirmou a gravidade da doença de Elizete Cardoso, o Carnaval entristeceu. E todos os que amam a nossa melhor música colocam o seu pensamento positivo para que a Divina dê a volta por cima e se restabeleça. Falar de Elizete Cardoso, cujos 70 anos a serem completados em 16 de julho, justificaria toda uma série de comemorações, é redundância.

Em dez discos, a saudade do melhor da Bossa Nova

Os trinta anos da Bossa Nova - que poderia ter suas comemorações até retroagidas para 1988, considerando-se que a gravação-marco do movimento que modificou a MPB foi mesmo "Canção do amor demais", produzido por Irineu Garcia, para a Festa, reunindo Elizeth Cardoso às primeiras parcerias de Vinícius e Antonio Carlos Jobim - e tendo ao violão o baiano João Gilberto com sua batida diferente - proporcionaram que dezenas de gravações - e algumas publicações - se voltassem a esta efeméride.

Narinha, Nana e Leila, com o máximo de emoção

Colocados no mesmo suplemento de final de ano, os álbuns de Nara Leão - que nos chega com a emoção maior, por se tratar de uma obra póstuma em sua edição; a gravação ao vivo de Nana Caymmi no Festival de Montreux, na Suíça, em julho último - acompanhada por Wagner Tiso nos teclados; e o revival da Bossa Nova na voz de Leila Pinheiro são momentos especialíssimos.

O canto das mulheres no fim de uma década

O ano encerra, como sempre, com superstars fonográficos, capazes de esquentar um mercado que sofre naturalmente, os reflexos da inflação (o disco já ultrapassou a barreira dos três dígitos, deixando de ser um produto ao alcance da empbrecida classe média) e assim a disputa acontece entre estrelas como Roberto Carlos - como sempre, em seu elepê anual, colocado nas lojas somente em dezembro, Simone, Beth Carvalho, Alcione, entre as mulheres mais famosas.

No campo de batalha

Tem toda razão o colega César Setti em abrir cada vez mais espaços ao nativismo em sua página dominical no O Estado. Aquilo que, há 6 ou 7 anos era uma exclusividade gaúcha, se impôs rapidamente no Paraná e hoje multiplicam-se os eventos nativistas - a exemplo do que há 20 anos vem acontecendo no Rio Grande do Sul. xxx

E a Funarte perdeu seu melhor executivo, HBC

A Fundação Nacional das Artes perdeu o seu maior animador cultural. Desde o dia 17, em caráter irrevogável, Hermínio Bello de Carvalho deixou a direção da divisão de música popular do Instituto Nacional de Música Funarte para se dedicar exclusivamente a produção de seu programa "Mudando de Conversa", da TV Educativa do Rio de Janeiro. Oficialmente, devido a mudanças no estatuto do funcionalismo público, ficaram vedados exercícios de cargos em mais de uma instituição. Assim, Hermínio teve que fazer uma opção e preferiu a produção do programa de televisão.

Serão conhecidos hoje os vencedores do Prêmio Sharp

José Maurício Machline idealizou o Prêmio Sharp da Música Brasileira como uma promoção que reunisse credibilidade, projeção e pudesse ser comparada ao Grammy - que há 31 anos é o troféu mais valorizado dentro das muitas premiações musicais existentes nos Estados Unidos. Em dois anos, o Prêmio Sharp de Música já atingiu um estágio que concretiza o que José Maurício desejou: uma premiação aceita, respeitada e, naturalmente, desejada por todos os artistas brasileiros.
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