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Elizeth Cardoso

No campo de batalha

Difícil entender os critérios do bom e simpático Francisco Alves dos Santos, o estimado "frei Chico", na programação das salas da Fundação. Na semana passada interrompeu a carreira do inédito "Lola", de Werner Fassbinder - quando o filme ainda poderia permanecer mais uma semana com bom público no Cine Luz. Agora, inesperadamente, decidiu retirar de exibição "Metrópolis", de Fritz Lang, que pelo seu "rejuvenescimento" começava a atrair um grande público jovem. No domingo, as duas sessões da noite estiveram lotadas. xxx

Trocando figuras, afinal o tempo feliz para os "ratões" dos festivais

Uma expressão, ainda não dicionarizada mas que já faz parte da linguagem musical: os Ratões de Festivais. Define aqueles compositores-intérpretes de talento que, na busca de um espaço profissional mas lutando ainda pela falta de oportunidades, apresentam-se regularmente em festivais de MPB que se realizam onde quer que pinte uma boa grana. Em São Paulo, Minas, Goiás, Rio de Janeiro - para falar apenas nos Estados em que se observa mais esta figura, há pelo menos uma dúzia de talentos que há anos vêm acumulando premiações.

Emoção e nostalgia com Baden muito à vontade

Baden Powell começou com uma confissão nostálgica. Estava feliz por voltar a Curitiba, "pois foi aqui, há 40 anos , que fiz uma de minhas primeiras apresentações". Voz clara, violão nas mãos, no palco do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, o nosso maior violonista foi recordando: - Eu tinha 9 anos. E já acompanhava aquele pessoal todo da Rádio Nacional e Atlântida - Cyl Farney, Eliana, Renato Murce, Adelaide Chiozzo. E lembro-me que foi aqui, em Curitiba, que fiz uma de minhas primeiras apresentações. O violão era maior do que eu...

Elizeth Divina, o amor como sempre

"Artista o teu nome já nasce na lista dos que vão brilhar, luz e esplendor É marca divina, sagrado calor que nos ilumina as canções de amor" ("Luz e Esplendor", Walter Queiroz) A expectativa não poderia ser maior. Sem gravar há quase cinco anos, aos 66 anos - completados no último dia 16 de julho, os 50 anos de carreira de Elizeth Moreira Cardoso não poderiam passar em brancas nuvens.

Cida e Leila, a palavra trabalhada

O som & (ou) a palavra? Uma questão que não se pensaria há alguns anos mas que hoje, numa linha evolutiva musical, passa a ser questionada cada vez mais por quem se propõe a trazer algum trabalho mais consistente, numa briga que ultrapasse o mercado consumista, imediato, e deseje uma permanência dentro de um panorama sonoro cada vez mais mutante.

A hora e a voz do Pagode!

Paulinho da Viola faz falta. Sem gravar um disco há quatro anos, sua ausência é lamentada por todos que amam a melhor MPB. Só em participações especiais - em elepês que vão dos discos de Arrigo Barnabé a Elizeth Cardoso - se tem ouvido a voz suave, perfeita de nosso melhor sambista. Neste ano de tanto rock supérfluo, com grupo que vendem milhares de cópias na proporção da mediocridade do que fazem, nem tudo está perdido. O Pagode surge como samba guerrilheiro - na feliz expressão do compositor, pesquisador e defensor de nossa cultura popular, Ney Lopes.

Geléia Geral

Nelson Gonçalves (Santana do Livramento, RS, 21/6/1919), em 45 anos de carreira, nunca saiu da RCA e se orgulha de ser um dos artistas a ter maior númeor de gravações em catálogo. Des seus 105 elepês e mais de 500 gravações avulsas (78 rpm/compactos), pelo menos a metade continua a vender como pão quente, enquanto que ele, em plena forma, não pára de cantar. Nos últimos anos, afinal, nelson passou a se preocupar em melhorar o repertório e sofisticar as produções.

Geléia Geral

A prosperidade fonográfica está sendo tão grande neste 1986 post-Cruzado, com vendas acima do que previam os mais otimistas diretores de marketing das gravadoras, que novos produtos - como os artistas são tratados na linguagem fria dos executivos do setor - são mensalmente lançados na praça. Os que vendem tem caminho aberto para as novas produções, enquanto aqueles que empacam não chegam a abalar as finanças das gravadoras.

Um homem, uma mulher

GOMES, O EDITOR - Roberto Gomes, 41 anos, catarinense de Blumenau, curitibano por opção - aqui chegou há 20 anos - trocou uma carreira no magistério pelo difícil desafio de se tornar editor no Paraná. Num mercado em que as tentativas formam uma crônica de frustrações, a Criar Edições, é um exemplo salutar: 29 títulos lançados em quatro anos e hoje uma distribuição nacional, que fazem seus lançamentos ocuparem cada vez mais um espaço merecido.
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