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Um poeta consciente, político e romântico

Numa feliz coincidência, enquanto a WEA traz às lojas o novo álbum de Gonzaguinha, a EMI-Odeon incluiu na série Performance (CD, fita-cromo e elepê) um álbum antológico de Gonzaguinha. Nesta seleção de Francisco Rodrigues, é possível fazer uma viagem sonora com o Gonzaga Jr., dos anos 70/80, através de alguns de seus momentos mais significativos, registrados na longa fase em que foi contratado da Odeon. São canções representativas de um período marcante, com uma poesia densa, reflexiva - que ganha maior expressão ao ser reapreciada agora - provando que o tempo só melhorou a sua obra.

May East, a paixão que a traz à cidade

Pela segunda vez em menos de um mês a cantora e compositora May East (Maria Elisa Cappareli Pinheiro, São Paulo, 21/01/1956) está em Curitiba. E, dependendo das circunstâncias, estará bastante por aqui, "sempre que possível", por múltiplas razões. A cidade, em seus aspectos de ecologia e qualidade de vida a fascinou, quer conhecer o nosso Litoral - e reencontrar na Ilha do Mel uma ex-colega dos tempos das Absurdetes & Gang 90, Lenita Renaux, que ali mora em extrema simplicidade, há mais de um ano e, principalmente, há "razões afetivas".

O blues de Jimmy e as saudades de Roy

Assumindo a representação do selo Black & Blue, o Estúdio Eldorado vem lançando uma série de importantes registros de cantores na linha blues - gênero que, pouco a pouco, vai conquistando o mercado. Nos últimos meses, saíram os álbuns Pinestosp Perkins, Luther Johnson, Slam Stewart (com Mild Buckner) e o álbum duplo "Blues Any Time".

Troféu para todas veredas musicais

Paulinho da Viola (Paulo César Batista de Faria), às vésperas dos 48, cabelos enbranquecidos, elegantíssimo num terno marrom, emocionou logo no início do espetáculo em homenagem a Maysa, quando, com sua voz perfeita, interpretou as mais conhecidas das canções da inesquecível autora: "Ouça". Depois, foi a vez dele se emocionar: por quatro vezes recebeu as premiações que tinha todo direito - por seu maravilhoso álbum ("Eu Canto Samba", Barclay), que fez após uma parada de cinco anos em gravações.

Eldorado também para as melhores trilhas

Uma pergunta que os colecionadores de trilhas sonoras - uma confraria que se amplia cada vez mais no Brasil - não se cansam de repetir: por que a Warner não editou até agora a música de "Cinema Paradiso", de Giuseppe Tornatore, a obra prima do ano - sucesso tanto de público como de crítica e que vai encabeçar a lista dos melhores filmes do ano?

A bela música de "Uma Bela Mulher"

Se 10% dos espectadores que vem lotando os cinemas nos quais está sendo exibido "Uma Bela Mulher" (em Curitiba, Cine Astor, 5 sessões), adquirirem a trilha sonora desta comédia romântica, insinuante e que traz a bela Julia Roberts (revelação de "Flores de Aço", que lhe valeu a indicação ao Oscar de melhor coadjuvante) e Richard Gere, ela estará entre os dez discos de maior vendagem no Brasil.

Homenagem a Clara guerreira

Desde que assumiu funções executivas na EMI/Odeon o experiente Francisco Rodrigues, ex-CBS, está mostrando a sua competência. Tanto na área de comunicação como na produção, o estimado Chiquinho sabe fazer um bom trabalho e assim, dentro de uma gravadora que dispõe de um acervo tão grande, além de importantes representações internacionais, pode fazer pelas produções.

Só Preto (sem preconceitos)

Black não é apenas beautiful. É música. Estão aí milhares de exemplos para provar que a raça negra é extremamente sonora em todos os gêneros. Por isto mesmo é que surgem a cada ano, novos intérpretes, compositores e músicos negros. Ainda agora, temos o grupo "Só Preto sem Preconceito", formado por Fernando Paz (repique), Paulinho (banjo), Reginaldo (pandeiro), Cimar (tantan, marcação) e Rem (tantani), que estreiam num elepê apropriadamente intitulado "A Coisa Mais Linda" (EMI/Odeon).

As Big Bands estão de volta

Duke Ellington, Benny Goodman e Count Bassie nunca passaram por Curitiba. Mas Harry James (1916-1983), já no final de sua vida, tocou no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto e, mostrando vigor, ainda encontrou tempo para ter um night date com uma esplendorosa loira, convenientemente apresentada por um conhecido publicitário de boas relações sexuais. A loira, que alguns viram com semelhanças com a atriz Betty Gable (1916-1973), com quem ele esteve casado por 22 anos (1943-1965), acabou saindo do Mabu Hotel, onde o pistonista e band-leader esteve hospedado, com uma nota de US$ 100 na bolsinha.

Gerônimo, mais um baiano bem sucedido

Gerônimo é mais um baiano que emplacou com seu estilo alegre, vibrante, trazendo músicas de fácil aceitação. Como em Salvador, as emissoras dão 90% de seus espaços aos artistas da terra, Gerônimo vendeu o suficiente para merecer maiores investimentos, o que a EMI/Odeon faz agora dando uma produção cuidadosa ao seu novo elepê ("Dançarino"). Gerônimo começa com uma audaciosa parceria com o poeta Gregório de Mattos (Salvador, 1623 - Recife, 1969) [?
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