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Ennio Morricone

A semana com "Delicatessen" só tem "Um Tiro de Misericórdia" estreando

Uma semana com apenas duas estréias pode, a primeira vista, parecer catastrófica a quem busca novidades. Entretanto, considerando os interessantes filmes em exibição - e que foram vistos por poucos devido ao esvaziamento da cidade no feriadão - a tranqüilidade na dança de lançamentos é benéfica. Das duas estréias, apenas uma que realmente merece que se dedique maior espaço: "Tiro de Misericórdia" de Phil Joanou (cine Groff, 5 sessões).

Em tempos aidéticos, o Oscar adquire seriedade

Na cenografia do imenso palco do Dorothy Chandler Pavillion, em Los [Angeles], faixas vermelhas e fitas que a maioria das personalidades que participaram da 64ª Festa de Entrega do Oscar, usavam na noite de segunda-feira passada, identificava a grande preocupação dos organizadores do evento: o flagelo da Aids. Afinal, dos 128 mil americanos mortos com Aids até 1991, 432 foram nomes mais (ou menos) conhecidos do cinema e TV - a começar por Rock Hudson (falecido aos 61 anos, em 2/10/85).

De clássicos de Connif a salada do Ambient House

Contratado perpétuo da CBS, o veterano Ray Connif, 67 anos, mais de 200 elepês, semestralmente um novo produto na praça, sempre no esquema que garante tranquilas vendagens. Tão certas que a Sigla/Som Livre, dentro da maleabilidade que tem para negociar fonogramas, acertou com a Sony - ex-CBS - a edição de mais uma montagem do popularíssimo maestro, desta vez com extratos de suas incursões pelo lado clássico. Assim, nos diluídos - mas sonoramente agradáveis - arranjos de Mr.

Uma viagem pela Itália com o diretor de "Cinema Paradiso"

Para os que se emocionaram com [o] mais belo filme de 1990, "Cinema Paradiso", a melhor notícia: novo filme do mesmo diretor Giuseppe Tornatore entra em exibição no Bristol - "Estamos todos Bem", no qual Tornattore faz uma melancólica viagem pela Itália, acompanhando Matteo Scuro (Marcelo Mastroiani) um siciliano aposentado que decide rever seus cinco filhos, espalhados pelo país.

"Estamos tudo bem" vai mal de público

Apesar do Oscar - como melhor filme estrangeiro (1990), citação entre os melhores filmes do ano passado pela crítica internacional (primeiro lugar no referendum de O Estado ) e ter emplacado uma das maiores bilheterias do ano, "cinema Paradiso" parece que não fez ainda de Giuseppe Tornatore um cineasta capaz de, por si, atrair o público.

No campo de batalha

O Goethe Institut não para de fazer promoções culturais. Em abril, de 2 a 25, mostra em sua sede 25 fotografias em preto e branco de Berlim, Bremen, Muenster e Belo Horizonte, feitas por Carlos Lopes, 29 anos, fluminense de Teresópolis, mas radicado em Belo Horizonte. A exposição chama-se "Stille Sensationen". xxx

Jerry e as trilhas dos grandes filmes

É difícil entender por que a Warner, cujo catálogo é tão amplo com várias representações, não edita no Brasil a melhor trilha sonora do ano - a de "Cinema Paradiso" -, que Ennio Morricone criou para o filme de Giuseppe Tornatore. Sucesso de público e crítica, a música que Morricone fez para esta lírica poesia visual em torno do próprio cinema seria um êxito, como foi a trilha de "Amarcord", de Nino Rotta, para a obra-prima de Fellini, que até hoje é disputada pelos colecionadores.

Videonotas

Embora tenha reduzido seu material promocional, a CIC Vídeo é uma das poucas distribuidoras que realiza um bom trabalho de relações públicas, oferecendo fitas para serem vistas, antecipadamente, pelas locadoras e alguns jornalistas. Afinal, oferece material confiável, de qualidade, podendo assim mostrar o que produz, sem receio de impor gato por lebre. Em compensação, outras distribuidoras continuam vendendo fitas de péssima qualidade.

Eldorado também para as melhores trilhas

Uma pergunta que os colecionadores de trilhas sonoras - uma confraria que se amplia cada vez mais no Brasil - não se cansam de repetir: por que a Warner não editou até agora a música de "Cinema Paradiso", de Giuseppe Tornatore, a obra prima do ano - sucesso tanto de público como de crítica e que vai encabeçar a lista dos melhores filmes do ano?

Os homens que fabricaram as sombras do Apocalipse

"Oppenheimer foi uma grande inteligência, mas ele tinha também suas fragilidades. "Fat Man and Little Boy" ilumina só sentimentos e experiências das pessoas envolvidas num momento histórico". (Dwight Schultz, ator, comentando sobre o cientista Robert J. Oppenheimer, que interpretou em "O Início do Fim"). Sem pretensões de nostalgia, é lamentável que inexista hoje um cineclube realmente aberto ao debate, dinâmico e atual, para promover uma ampla análise em torno de filmes como "O Início do Fim" (cine Condor, 4 sessões, até quinta-feira).
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