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Estúdio Eldorado

Sebastian e Pedrinho, os teclados bem agradáveis

Nem só de virtuoses eruditos vive a música ao piano. Assim o mesmo Estúdio Eldorado que edita as obras de João Carlos Martins também não deixa de aproveitar o sucesso que um novo garoto pródigo francês, Sebastian Damiani, 17 anos, nascido em Nimes, vem fazendo. Aclamado como "aquilo que se costuma chamar de virtuose" e com "audácia e espontaneidade", Sebastian é capaz de juntar num mesmo concerto Schumann, Debussy, Ravel e Chopin. No álbum "Um Piano ao Redor do Mundo", Sebastian interpreta 12 canções de G. Deschryver - duas das quais também é parceiro.

No campo de batalha

Ben-Ami Saltz, produtor de "A Voz Israelita", apresentado aos domingos, 10h30, pela Rádio Marumbi, voltará a abordar o boicote da Fucucu em relação à estréia de "Shoah", no cine Groff, em sua audição de amanhã. Indignada pela forma com que a Fucucu/Secretaria Municipal da Cultura menosprezou as instituições israelitas de Curitiba, que deveriam ter sido contatadas para promover a exibição deste documentário - sobre o genocídio do povo judeu, Ben-Ami Saltz recebeu durante esta semana dezenas de manifestações de apoio ao protesto que já havia feito no último domingo. xxx

New Age, relaxante...

A música new age entrou no mercado brasileiro, conquistando uma faixa que tende a se ampliar. Lenta e gradualmente, já que aos poucos é que uma faixa refinada do público vai entendendo este som suave, reflexivo e profundamente relaxante. O programa da jornalista Mirna Grzich, inicialmente na Eldorado-FM, em São Paulo, mas agora crescendo nacionalmente, ajuda, sem dúvida, a sua divulgação e a Polygram, WEA e especialmente o Estúdio Eldorado têm feito edições importantes.

No campo de batalha

Fernando Severo normalmente sisudo e que faz jus ao sobrenome em suas apreciações críticas, exibindo um sorriso Palmolive: é que seu belo curta "O Mundo Perdido de Kozak", vencedor dos primeiros prêmios categoria 16mm, nos festivais de 1988, foi um dos convidados a participar do 33º Festival de Cinema de San Francisco, EUA (22 de março a 1º de abril). O problema é que Fernando - atualmente montando seu novo curta, o ficção "Longas Sombras no Fim da Tarde", não tem nenhuma cópia legendada em inglês para enviar ao Festival. xxx

Leny, a nossa jazz singer

Reconhecidamente a melhor cantora de jazz do Brasil, a carioca Leny Andrade, 46 anos completados no dia 25 de janeiro, só nos últimos anos passou a ter um reconhecimento merecido. Com 37 anos de carreira - aos nove já se apresentava no Clube do Guri, na Rádio Tupi e, mais tarde, nos programas Silveira Lima e César de Alencar, Leny foi uma das grandes vocalistas da Bossa Nova. A partir de 1961, no Beco das Garrafas no Rio de Janeiro (Bacará, Bottles), tornava-se uma intérprete criativa, marcando músicas como "Estamos aí" (Maurício Einhorn/Durval Ferreira), que se tornou seu próprio prefixo.

A bela música que Túlio fez e Nascimento cantou

Mais do que defeitos, deve-se procurar ver as virtudes em "Jorge, Um Brasileiro", primeira produção nacional com lançamento em 1989 - ano que se afigura dramático para o nosso cinema (há apenas 11 longas em condições de entrarem no mercado, o que se refletirá na pobreza artística dos festivais), e que, coincidentemente, chegou em Curitiba ao mesmo tempo em que está em exibição (Ritz, 5 sessões), outro filme brasileiro voltado para nossas raízes, o atualíssimo "Fronteira das Almas", de Hermano Penna.

"Bird" voa e chegam comédias e o terror

Lamentavelmente "Bird", de Clint Eastwood, a profunda biografia do saxofonista Charlie Parker (1920-1955), não resistiu a mais do que 7 dias em exibição no Bristol. Teve a mesma sorte (?) que "O Amor Não Tem Sexo", do inglês Stephen Frears, cinebiografia do dramaturgo Joe Orton (1937-1967), que também ficou apenas uma semana em cartaz. Pelo visto, o público não está sabendo prestigiar filmes importantes, de idéias e que mereceriam permanecer de duas a três semanas em exibição. E ainda os que apontam Curitiba como exemplo de cidade de público culto e civilizado...

Geléia Geral - Orquestra Brasileira de Música com a Eldorado

Uma boa notícia: o (ótimo) elepê da Orquestra de Música Brasileira, lançado como produção independente, no ano passado - e que aqui registramos com destaque há algumas semanas, acaba de ser editado pela Estúdio Eldorado, sempre atento as boas produções instrumentais. Criada, dirigida e com arranjos de Roberto Gnatalli - sobrinho do inesquecível Radamés, a Orquestra de Música Brasileira busca romper com o ar sisudo das grandes orquestras, misturando violinos e sintetizadores, num repertório que revisita a obra de grandes nomes da nossa MPB.

No campo de batalha

Mais um grupo de videomakers na cidade: quatro estudantes do curso de Comunicação da Universidade Federal - Robinson dos Santos Pereira, Luís Ricardo Coelho, Curt Rahom e Maurício Tared, já estão mostrando o primeiro trabalho que rodaram neste ano: "Road Movies com Pipoca", ficção, 35 minutos. xxx

Os belos sorrisos que Miuchinha sabe cantar

Por uma destas (boas) coincidências musicais, dois discos trazem as vozes das irmãs de Chico Buarque. Assim como CBH foi, antes de tudo, sempre, o compositor maior da resistência lírica-política nestes últimos 25 anos, suas irmãs nunca pretenderam a condição de vocalistas maiores. São moças que cantam bonito, afinadamente, dentro de uma linha de brasilidade, de raízes (Christina) ou, especialmente, num espaço maior, com fluídos da Bossa Nova pela própria convivência familiar com João Gilberto (Miúcha).
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