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Estúdio Eldorado

No campo de batalha

Alguns detalhes da histórica jam-session com o Traditional Jazz Band no Blue Note Jazz Clube, na quinta-feira da semana passada - que deveriam ter sido publicados na edição de domingo. Mas como a coluna foi dividida com um anúncio, aqui está o complemento que faltou. xxx

O novo rock da velha Ilha

Sem dúvida que a decisão foi demoradamente pensada. Os números devem ter influído. Assim o Estudio Eldorado, criado para editar basicamente música brasileira, especialmente projetos culturalmente bem definidos e para tanto sua direção foi entregue a Aloisio Falcão, experiente publicitário pernambucano que foi o grande produtor do selo Marcos Pereira (1930-1980).

Uma parceria com Antônio Cândido

Aluísio Falcão, um pernambucano que, depois de assessorar Miguel Arraes em seu primeiro governo, foi quem possibilitou que Marcos Pereira (1930-1980) fizesse o catálogo fonográfico mais brasileiro de nossa história, deixou o Estúdio Eldorado e através da Idéia Nova está produzindo discos como sabe fazer. O primeiro lançamento será do sambista João Nogueira e o segundo o novo álbum de Carlinhos Vergueiro, seu parceiro dos mais queridos (com o qual assina músicas como "J. Petrolino").

Afinal, o projeto como o brasileiro Jobim merecia

Por certo nem o próprio Antonio Carlos Jobim imaginava que os números fossem tão altos. Há mais ou menos três anos, impressionado com a organização de Jairo Severiano, primeiro pesquisador da música popular brasileira a utilizar os recursos da informática em seus estudos, Tom começou a confiar-lhe todas as informações, discos e registros que tinha de sua obra espalhada pelo mundo. A bibliotecária e pesquisadora Vera de Alencar, que havia dividido com Marília L.

Délcio, melhor autor, agora bom intérprete

Foi pena que "Amar é Sofrer" não tivesse chegado aos nossos ouvidos antes de elaborarmos a listagem dos melhores da música brasileira em 1987 ("Almanaque", 03/02/1988). Pois se tivéssemos escutado a tempo este excelente elepê do compositor Délcio Carvalho (Estúdio Eldorado) por certo o incluiríamos em destaque. Mas fica registrado para 1988 e ganha nosso voto para a premiação do Prêmio Vinícius de Moraes, promoção da Sharp em andamento - e de cujo júri temos o orgulho de fazer parte.

Geléia Geral

É tão grande o número de compositores-intérpretes na disputa de um espaço que muitos talentos se perdem na geléia dos lançamentos, muitas vezes se confundem, inclusive nos gêneros, pela falta de melhor trabalho de marketing. Por exemplo, Chico Bezerra, em lançamento da Continental ("Eterna Viagem", dezembro/87), pode até parecer mais um brega, entre tantos intérpretes nordestinos que encontram apoio na nova fase desta gravadora.

Geléia Geral

Na segunda metade dos anos 60 surgiu um dos mais afinados grupos da MPB: Os 3 Moraes. Formado pelos irmãos Jane (Tatuí, SP, 1943), Sidney (Sorocaba, 1925) e Roberto do Espírito Santo (Tatuí, 1935), o grupo fez dois elepês antológicos na antiga RGE. Depois, cada um seguiu o seu caminho: Sidney, o mais velho, virou o "Santo Morales", produtor e intérprete de boleros com discos de ótimas vendas pela Sigla. Roberto abandonou a música e Jane acabou casando-se com um cantor, Herondy, formando uma dupla que com canções românticas-brega emplacou muitos discos de sucesso na RCA.

Eldorado do new rock (com batida inglesa)

Voltada inicialmente apenas a um catálogo cultural, com ênfase nos projetos de pesquisa, o Estúdio Eldorado acabou modificando seu marketing.

O importante concerto com a boa orquestra. A de Blumenau

Poucas orquestras conseguiram se firmar tão rapidamente como a de Câmara de Blumenau. Fundada há menos de 7 anos graças ao idealismo de um grupo de pessoas e a feliz escolha de Norton Morozowicz para a sua direção artística/regência possibilitou que esta orquestra seja hoje das mais respeitadas do País.

A mensagem (musicada) dos poemas de Pessoa

Deve-se a Irineu Garcia, já falecido, o privilégio de se poder ouvir poetas como Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Augusto Frederico Schmidt, Vinícius de Moraes e tantos outros dizendo seus textos. A partir de 1957, quando inaugurou a sua etiqueta "Festa" (com o histórico "Canção do Amor Demais", com Elizeth Cardoso cantando as primeiras composições de Tom & Vinícius), Irineu voltou-se para a produção de discos culturais, inicialmente em 45 rpm e depois em elepês - numa preciosa documentação sonora de nossa literatura.
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