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Estúdio Eldorado

Memória: Isaura Garcia

Uma das (últimas) remanescentes da época de ouro das chamadas "cantoras de rádio", Isaurinha Garcia, 64 anos, há muito está abandonada artisticamente. Com exceção de Hermínio Bello de Carvalho e alguns outros poucos amigos, poucos se lembram desta estilista notável que, na Rádio Cultura de São Paulo, durante mais de três décadas, foi um nome do maior destaque.

A mensagem (musicada) dos poemas de Pessoa

Deve-se a Irineu Garcia, já falecido, o privilégio de se poder ouvir poetas como Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Augusto Frederico Schmidt, Vinícius de Moraes e tantos outros dizendo seus textos. A partir de 1957, quando inaugurou a sua etiqueta "Festa" (com o histórico "Canção do Amor Demais", com Elizeth Cardoso cantando as primeiras composições de Tom & Vinícius), Irineu voltou-se para a produção de discos culturais, inicialmente em 45 rpm e depois em elepês - numa preciosa documentação sonora de nossa literatura.

New-Age, a música-alma para o final do milênio

Se não fosse o interesse dos Beatles, especialmente de George Harrison, pelo misticismo e a busca de gurus orientais, dificilmente a música reflexiva, lenta e difícil para os ouvidos ocidentais de um citarista chamado Ravi Shankar teria chegado a uma faixa tão grande de consumidores. Mas graças ao aval beatleneano, nos anos 60, não só Shankar mas inúmeros outros compositores e especialmente, instrumentistas chegaram ao Ocidente, foram consumidos e mesmo diluídos na massificação industrial sonora.

Afinal, a percussão ganhou seu destaque

Graças ao dinamismo de Maria Amélia, nova presidente, a Pró-Música, reiniciou suas atividades em julho com o pé-direito em termos de bons espetáculos: o concerto "Carmina Burano", para dois pianos, da obra de Carl Orff, com a participação do Grupo de Percussão do Instituto de Artes do Planalto, formado por 6 percussionistas e do Coral da Cidade de São Paulo - sob a regência de John Boudler.

Estes violados bem brasileiros

Dentro da música popular brasileira, o Quinteto Violado (hoje, 21 horas, última apresentação no Teatro Guaíra) constitui um aspecto especial. Há quinze anos na estrada profissional, este grupo nordestino jamais procurou apenas o esquema comercial, de fácil consumo.

Geléia Geral

Enquanto Iggy Pop com o "Blah Blah Blah", outro roqueiro que também andou fazendo múltiplas experiências pessoais nestes últimos anos também apela para o título onomatopaico em seu novo disco: "Uah - Bap - lu - Bap - Lah - Béin - Bum!". É Raul Seixas, que, 15 anos após ter dado seu grito de rock nos bastidores do VII FIC, anunciando seu "roquezinho antigo/ que não tem perigo/ de assustar ninguém", está com novo lp na praça (Copacabana), seu 13º lp-solo.

O solo de Gilson, jazz com Guilherme e piano romântico

Verdade seja dita: independente do (inegável) talento de Ivan Lins, muito de seu sucesso deve ser creditado a Gilson Peranzzetta. Pianista, arranjador e fiel amigo de Ivan, há mais de dez anos que Gilson é fundamental para os discos que o autor de "Madalena" tem gravado.

Canções capixabas do paulista Pedro Caetano

Produções independentes, realizadas com competência e bom acabamento profissional, acabam muitas vezes sendo reeditadas, posteriormente, por etiquetas maiores. Estúdio Eldorado tem feito isto com certa regularidade, já que seu diretor artístico, Aluísio Falcão, sabe reconhecer os méritos de quem se dedica a produções voltadas às raízes de nossa MPB.

Geléia Geral

Moacir Machado é um dos mais experientes record-men da indústria fonográfica. Depois de ser o poderoso diretor artístico da Odeon durante anos passou pela Continental, estruturou a Pointer e, há 4 meses está formando uma nova etiqueta - a 3M, associada a RCA e com vários selos. Assim, com sua experiência do mercado, Machado procurou formar um elenco diversificado, capaz de apresentar bons resultados comerciais evitando o que aconteceu na Pointer, que apesar de milhões investidos por José Maurício Machline - filho do dono da Sharp, acabou sendo desativada devido aos prejuízos acumulados.

Um "Eu" com muitas e belas mulheres já está nas telas

Enquanto "Eu", de Walter Hugo Khouri teve uma exibição hors concours no cine Embaixador, no Festival de Gramado, - outra cópia desta nova e sofisticada realização do mais elegante cineasta paulista entrou em cartaz em dois cinemas de Curitiba. Simultaneamente, "Eu" está sendo apresentado nos cines São João e Itália, em condições de fazer boa bilheteria.
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