Login do usuário

Aramis
Conteúdo sindicalizado RSS Festival de Cannes

Festival de Cannes

Artigo em 30.04.1992

Eloy Zanetti, diretor de comunicação do grupo Boticário, continua acumulando premiações graças as inteligentes campanhas e peças produzidas pela W-Brasil que atende algumas linhas desta indústria hoje internacional.

Entre 13 inéditos, um clássico musical: "Carrossel Napolitano"

Com exceção de Mário Monicelli ("Rossini, Rossini", cinebiografia do compositor Giocchione Antônio Rossini, 1792-1862) e Ettore Gianninni, que em 1953 realizou um musical inovador - "Carrossello Napoletano", premiado no Festival de Cannes em 1954, os realizadores (e a maioria dos intépretes) dos filmes da mostra "O Cinema Italiano no Brasil" são desconhecidos no Brasil.

Quando Hollywood sofreu com o histerismo da "Caça às Bruxas"

Hollywood Cada manhã, para ganhar o meu pão Vou ao mercado onde compram mentiras. Cheio de esperanças Entro na fila dos vendedores (Bertold Brecht, 1898-1956) xxx Qual a atualidade que um filme abordando fatos ocorridos há quase 50 anos pode ter neste final de milênio? Teria sido aquilo que se chama de Macarthismo mais cruel do que as perseguições sofridas por décadas por intelectuais, artistas e opositores do governo soviético?

Quem disse o quê!

Entre mais de 2.000 frases que Tony Crawley reuniu em seu "Chambers Film Quotes", torna-se difícil selecionar apenas algumas para ilustrar melhor o que traz este original livro recém lançado na Inglaterra. Entretanto, com a rápida ajuda de um cinéfilo e professor, Simon Bagna Júnior, da Phil Young's English School, 28 anos, também apaixonado por tudo que se refere ao cinema, eis algumas das jóias garimpadas no "Chambers Film Quotes". "Perdi minha virgindade pela minha carreira". (Madonna, "Film Yearbook", 1989). xxx

Eloy vai a Cannes ver se o Boticário ganha os leões

Pela primeira vez um publicitário paranaense participa do mais famoso festival de filmes comerciais do mundo com obras nas quais deu sua contribuição. Eloy Zanetti, paranaense de Jacarezinho, 44 anos comemorados festivamente no último dia 7, viajou ontem para Lisboa, de onde seguirá para Cannes no início de julho (*).

O bom "cult" que os cinéfilos perderam

Pouquíssimos cinéfilos da cidade souberam assistir uma obra de um dos mais respeitados cineastas contemporâneos - "Vícios e Prazeres", do húngaro Miklos Jancso, que confundida na programação pornô-violenta do Cine Palace Itália, não despertou maior curiosidade. Quem foi - como Valêncio Xavier, o atento diretor do Museu da Imagem e do Som - extasiou-se com um filme belíssimo, cortante e cruel em sua crítica ao poder, que com imagens coloridas e uma trilha sonora muito bem escolhida, envolve o espectador.

Imagens coloridas e turísticas de Manzon

Nos anos 50/60, enquanto as platéias dos cinemas recebiam com vaias e irritação os cine-jornais da "Amplavisão" do ítalo-paulista Primo Carbonari ("Conheça primeiro o que é teu, para depois conheceres o que é dos outros..."), os documentários coloridos com a marca do franco-brasileiro Jean Manzon eram aplaudidos. Mesmo com patrocínios diretos, os curtas de Manzon documentavam de forma agradável grandes empresas, obras (especialmente do setor energético), trazendo imagens que constituem hoje um acervo das transformações no Brasil.

No romance e na realidade, os ótimos filmes estão chegando

Ora, viva! Afinal um filme de primeira categoria, candidato sério a entrar na lista dos melhores do ano, ganha uma segunda semana de exibição: "Stanley e Iris", de Martin Ritt - um exemplo de obra emotiva, suave, falando de gente como a gente, com dois excelentes intérpretes - Robert de Niro e Jane Fonda, uma belíssima trilha sonora de John Williams e, principalmente, um roteiro esplêndido, permanece em cartaz no Condor. Uma chance de quem ainda não assistiu, conhecer um exemplo de bom cinema.
© 1996-2016. tabloide digital - 35 anos de jornalismo sob a ótica de Aramis Millarch - Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Altermedia.com.br