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Festival de Gramado do Cinema Brasileiro

A enciclopédia dos super-heróis que Goida escreveu

Goida Hiron Cardoso Geidanich, 55 anos, jornalista e publicitário, é um dos homens que mais conhece quadrinhos no Brasil. Tanto quanto o cinema - sobre o que escreve há quase 20 anos, na "Zero Hora", em Porto Alegre, o bom Hiron, membro permanente da comissão organizadora do Festival de Gramado do Cinema Brasileiro; sempre dedicou algumas horas por semana ao mundo dos quadrinhos.

Faria, dirigindo com eficiência até os filmes com Roberto Carlos

Com mais de 40 anos de cinema, Roberto (Figueira) de Faria, fluminense de Nova Friburgo, 60 anos serem completados nos próximos dias, é aquilo que se pode chamar de um homem completo de cinema. Começou no início dos anos 50, em funções humildes na Atlântica, chegando a assistente de direção de José Carlos Burle ("Maior que o Ódio"), Watson Macedo ("Aviso aos Navegantes", "Aí vem o Barão") e J. B. Tanko ("Areias Ardentes"), entre outros.

A guerra dos meninos

No dia 4 de agosto, um domingo que antecedeu a abertura do 19º Festival de Gramado do Cinema Brasileiro, uma magnífica reportagem do jornalista Roldão Arruda, no "O Estado de São Paulo", denunciava a morte de centenas de crianças. Coincidentemente, três dias depois, o público que assistia ao documentário "A Guerra dos Meninos", um dos médias em competição, via na tela as imagens sobre a tragédia que, indiretamente, o jornalista havia se referido.

Mais um título para o paraibano Joffily

José Joffily, um paraibano que se "londrinizou" há mais de 20 anos, ao ponto de não querer mais deixar o Paraná nem mesmo para disputar o governo de seu Estado - como foi cogitado no ano passado pelo PT e uma coligação de partidos oposicionistas - não pára com suas atividades intelectuais. Autor de 13 livros em que tem tocado em assuntos incômodos da história oficial, dando sua visão de homem sempre em busca da verdade, Joffily é o mais novo membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Trilhas Sonoras

Enquanto nos Estados Unidos o catálogo de trilhas sonoras passou de 100 lançamentos, quase idêntico número com alguns países europeus - entre nós magras 30 sound tracks - apesar da existência de um público fiel.

No ano da crise do cinema, crescem os curtas-metragens

No pior ano da história da cinematografia brasileira - com a produção reduzida a níveis mínimos (*) - e apesar de expulso do circuito comercial pelo descumprimento da chamada Lei do Curta, contraditoriamente a este panorama desolador, os realizadores de curtas (e alguns médias) metragens mostraram um notável vigor, credenciando-se para mostras internacionais - pois, com a desativação da produção em longas, só através de curtas é que o Brasil vem tendo alguma presença no Exterior.
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