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Festival de Gramado do Cinema Brasileiro

Adaptações de Sabino na disputa do Kikito

Com toda certeza o escritor Fernando Sabino estará em Gramado: dois longa-metragens, em competição, são baseados em suas novelas: "A Faca de Dois Gumes", de Murilo Salles e "O Grande Mentecapto", de Oswaldo Caldeira. Sérgio Rezende, que com "O Homem da Capa Preta" conquistou as principais premiações do Festival de Gramado, há três anos, retornará concorrendo com seu novo filme, "Eu sem Juízo, Ela Doida Demais", cuja montagem foi feita pelo curitibano Mauro Alice.

Os curtas e médias que não chegam aos cinemas

Como Francisco Alves dos Santos e Geraldo Pioli, do setor de cinema da Fucucu, estiveram em Gramado, assistindo o festival, é de se esperar que já tenham agilizada a inclusão de Curitiba no roteiro das salas especiais em que serão exibidos os curtas e médias, em 16 e 35mm, que ali foram levados. Nos próximos dias, no Cine Clube Estação Botafogo (Rio de Janeiro) e no Museu de Imagem e do Som (São Paulo) os interessantes filmes, nestas metragens, poderão ser vistos pelos interessados. Complementa-se assim, ao menos para os cinéfilos cariocas e paulistas (e Curitiba, como fica?

O olhar sensível na realidade brasileira

Dois média-metragens apresentados em Gramado foram emocionantes abordagens de problemas rurais. Em "Bandeiras Verdes", de Murilo Santos - único cineasta maranhense em permanente atividade - é mostrado, ao longo de 30 minutos, o drama de um casal, Domingos e Rosa Bala, que em busca de trabalho, colocam seus 14 filhos e seus poucos pertences em uma canoa, subindo rios e igarapés, por regiões desconhecidas, em busca de terra liberta para cultivar e viver.

Estão no laboratório os candidatos para Gramado

Dos sete filmes que estão prontos e em lançamento pela Embrafilme neste semestre, apenas dois são inéditos o suficiente para justificar sua participação no XVIII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado: "A Faca de Dois Gumes", de Murilo Salles, baseado na novela de Fernando Sabino, com Paulo José, José Lewgoy, Marieta Severo e José de Abreu e "Jardim de Alah", de David Neves.

Cinema para ler

A bibliografia de cinema em português tem crescido, conforme aqui registramos na semana passada, em vários setores: biografias, ensaios e mesmo roteiros de filmes. Este último, pela sua própria especificidade, é ainda o que menos entusiasma os editores, pois só os que realmente se interessam por cinema - inclusive com sonhos profissionais de se tornarem roteiristas ou diretores - é que buscam volumes que tenham a transcrição de toda a parte escrita de um filme.

Um festival como o país (Desanimado e sem luz)

O mais antigo dos festivais de cinema no Brasil, símbolo de resistência democrática nos anos mais duros da Ditadura Militar (e que sofreu suspensão por 4 anos, devido ter se transformado num centro de contestação nos anos 70), o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro vem sofrendo, nos últimos anos, um esvaziamento artístico-político.

Os grandes talentos nos pequenos filmes

No III Festival Internacional de Cinema, Vídeo e Televisão - de cujo júri de curta-metragem fizemos parte - "Frankenstein Punk", de Eliane Fonseca e Cao Hamburger, conseguiu unanimidade imediata: foi o melhor curta daquela mostra.

Festivais mostram cinema que se aprende na escola

Os festivais de cinema estão abrindo-se para uma vitrine dos filmes realizados por uma novíssima geração, saída dos (poucos) cursos existentes no Brasil. Este ano, a maior revelação foi da dupla Paulo Halm e Luiz Campos, da Universidade Federal Fluminense, que com o contundente "PSW - Uma Crônica Subversiva", média metragem de 50 minutos, denunciando o desaparecimento do deputado catarinense Paulo Stuart Wright, em setembro de 1973, nos cárceres do DOI-COI, São Paulo, praticamente revelaram mais um fato trágico dos anos de ditadura e que permanecia esquecido da história oficial.

O discurso amoroso com o marketing de Fagundes

É uma pena que certas promoções culturais não aconteçam com maior planejamento: a temporada de "Fragmentos de um Discurso Amoroso" (Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, 27 a 31 de outubro, 21 horas, ingressos entre Cz$ 2.500,00 a Cz$ 1.500,00) poderia ser uma motivação para que fossem exibidos nesta semana dois interessantíssimos filmes realizados com base também no texto de Roland Barthes - "A Espera", de Maurício Farias e "Carlota / Amorosidade", de Adilson Ruiz - e, por que não!
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