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Festival de Gramado do Cinema Brasileiro

"Doida Demais" fica só na expectativa

Claudinho Pereira, jornalista, tv-man, animador cultural, idealizador de inúmeros eventos culturais (atualmente prepara o I Encontro Nacional da Poesia) no Rio Grande do Sul, é também um humorista nato. Sempre ao lado de sua linda esposa, a Preta, são presenças animadas no Festival de Gramado. E foi Claudinho, com sua irreverência, que após a apresentação de "Doida Demais", encerrando a mostra competitiva, cunhou algumas adjetivações ao filme de Sérgio Rezende:

Festival de Gramado em exibição nacional

Desde ontem o Festival de Cinema de Gramado deixou de ser um privilégio dos que vão à paradisíaca (e gelada) cidade serrana gaúcha. Numa iniciativa inédita em termos de festivais cinematográficos, a Embrafilme e a comissão organizadora daquele evento decidiram democratizar os longas em competição: assim, os filmes estão sendo apresentados simultaneamente em cinemas de nove capitais (Curitiba, Cine Lido II, 5 sessões), para que o público interessado possa, também em primeira mão, analisar a produção selecionada para disputar os Kikitos - o troféu que simboliza o festival.

Giorgetti, o grande vencedor de Gramado

Ugo Giorgetti, 47 anos, bem sucedido diretor de filmes publicitários (mais de 50 prêmios no Brasil e Exterior), após uma estréia num documentário sofre Eder Jofre ("Quebrando a Cara", 1985) e um primeiro longa no qual se voltou a um grupo de deserdados da sorte, ironicamente vivendo numa mansão vazia num dos mais sofisticados bairros de São Paulo ("Jogo Duro", em exibição no Luz) em "Festa" continua a mostrar, com ironia e crítica, o outro lado de personagens marginalizados: um músico, um jogador de sinuca e um velho artista decadente são contratados para atuar numa festa suntuosa, no qu

Cinema para ler

A bibliografia de cinema em português tem crescido, conforme aqui registramos na semana passada, em vários setores: biografias, ensaios e mesmo roteiros de filmes. Este último, pela sua própria especificidade, é ainda o que menos entusiasma os editores, pois só os que realmente se interessam por cinema - inclusive com sonhos profissionais de se tornarem roteiristas ou diretores - é que buscam volumes que tenham a transcrição de toda a parte escrita de um filme.

Estão no laboratório os candidatos para Gramado

Dos sete filmes que estão prontos e em lançamento pela Embrafilme neste semestre, apenas dois são inéditos o suficiente para justificar sua participação no XVIII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado: "A Faca de Dois Gumes", de Murilo Salles, baseado na novela de Fernando Sabino, com Paulo José, José Lewgoy, Marieta Severo e José de Abreu e "Jardim de Alah", de David Neves.

O discurso amoroso com o marketing de Fagundes

É uma pena que certas promoções culturais não aconteçam com maior planejamento: a temporada de "Fragmentos de um Discurso Amoroso" (Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, 27 a 31 de outubro, 21 horas, ingressos entre Cz$ 2.500,00 a Cz$ 1.500,00) poderia ser uma motivação para que fossem exibidos nesta semana dois interessantíssimos filmes realizados com base também no texto de Roland Barthes - "A Espera", de Maurício Farias e "Carlota / Amorosidade", de Adilson Ruiz - e, por que não!

Os filmes brasileiros para 1989 / Cineastas preparam lote para 89, apesar do péssimo 88

O curitibano Mauro Alice, considerado um dos melhores montadores do cinema brasileiro (há dois anos, em Los Angeles, fez a edição de "O Beijo da Mulher Aranha", de Hector Babenco), encontra-se há mais de um mês no Rio de Janeiro, dando a forma final ao novo filme de Sérgio Resende - "Eu sem juízo, ela doida demais". Depois de "O homem da capa preta" (1986), Resende volta-se a uma ficção, rodada em Barreiras, rica cidade no Interior da Bahia (graças a cultura de soja), na região dos garimpos da Amazônia matogrossense e ainda no Rio de Janeiro.

Um festival como o país (Desanimado e sem luz)

O mais antigo dos festivais de cinema no Brasil, símbolo de resistência democrática nos anos mais duros da Ditadura Militar (e que sofreu suspensão por 4 anos, devido ter se transformado num centro de contestação nos anos 70), o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro vem sofrendo, nos últimos anos, um esvaziamento artístico-político.
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