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Festival de Gramado do Cinema Brasileiro

Curtas tão bons que podem virar longas

Ney Sroulevich, diretor comercial da Embrafilme é um dos executivos com maior visão da indústria cinematográfica, com relacionamentos internacionais que o fazem o grande responsável pelo fato do Brasil ter hoje um festival internacional de cinema (este ano, a sexta edição será em Fortaleza de 23 de novembro a 3 de dezembro), não só assistiu, com a maior atenção, todos os filmes em disputa no XVII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado como, na sexta-feira nos confirmava uma decisão: vai propor aos realizadores de vários dos curtas ali mostrados, bem como a outros na mesma metragem, premiados

Crise do cinema brasileiro será discutida em Gramado

A boa estrela de Esdras Rubine, secretário de Turismo de Gramado - e que, por cinco anos (1978/1982) já havia presidido a comissão organizadora do mais importante festival do cinema no Brasil, brilhou. Apesar da crise na indústria das imagens - entre 1987/89, a produção caiu em seus níveis mais baixos - a 17ª edição terá não só filmes importantes para disputarem os Kikitos, como alguns bons títulos ficaram de fora.

A questão dos vídeos e o "Elixir do Pajé"

Presente ao XVII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, o cineasta Roberto Farias, vice-presidente do Concine, confirmou que dentro de alguns dias sairá uma resolução disciplinando uma questão que está provocando a polêmica entre as locadoras e distribuidoras: o que pode ser considerado como vídeo de reserva de mercado e o que não vale. Afinal, dentro da necessária proteção do cinema brasileiro, o Concine não vinha aceitando que as locadoras acumulassem vídeos comerciais na linha de ginástica de Luiza Brunet, lições de futebol de Pelé ou receitas domésticas de Pepita Rodrigues.

Estão no laboratório os candidatos para Gramado

Dos sete filmes que estão prontos e em lançamento pela Embrafilme neste semestre, apenas dois são inéditos o suficiente para justificar sua participação no XVIII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado: "A Faca de Dois Gumes", de Murilo Salles, baseado na novela de Fernando Sabino, com Paulo José, José Lewgoy, Marieta Severo e José de Abreu e "Jardim de Alah", de David Neves.

Cinema para ler

A bibliografia de cinema em português tem crescido, conforme aqui registramos na semana passada, em vários setores: biografias, ensaios e mesmo roteiros de filmes. Este último, pela sua própria especificidade, é ainda o que menos entusiasma os editores, pois só os que realmente se interessam por cinema - inclusive com sonhos profissionais de se tornarem roteiristas ou diretores - é que buscam volumes que tenham a transcrição de toda a parte escrita de um filme.

Um festival como o país (Desanimado e sem luz)

O mais antigo dos festivais de cinema no Brasil, símbolo de resistência democrática nos anos mais duros da Ditadura Militar (e que sofreu suspensão por 4 anos, devido ter se transformado num centro de contestação nos anos 70), o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro vem sofrendo, nos últimos anos, um esvaziamento artístico-político.

Os grandes talentos nos pequenos filmes

No III Festival Internacional de Cinema, Vídeo e Televisão - de cujo júri de curta-metragem fizemos parte - "Frankenstein Punk", de Eliane Fonseca e Cao Hamburger, conseguiu unanimidade imediata: foi o melhor curta daquela mostra.

Festivais mostram cinema que se aprende na escola

Os festivais de cinema estão abrindo-se para uma vitrine dos filmes realizados por uma novíssima geração, saída dos (poucos) cursos existentes no Brasil. Este ano, a maior revelação foi da dupla Paulo Halm e Luiz Campos, da Universidade Federal Fluminense, que com o contundente "PSW - Uma Crônica Subversiva", média metragem de 50 minutos, denunciando o desaparecimento do deputado catarinense Paulo Stuart Wright, em setembro de 1973, nos cárceres do DOI-COI, São Paulo, praticamente revelaram mais um fato trágico dos anos de ditadura e que permanecia esquecido da história oficial.

O discurso amoroso com o marketing de Fagundes

É uma pena que certas promoções culturais não aconteçam com maior planejamento: a temporada de "Fragmentos de um Discurso Amoroso" (Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, 27 a 31 de outubro, 21 horas, ingressos entre Cz$ 2.500,00 a Cz$ 1.500,00) poderia ser uma motivação para que fossem exibidos nesta semana dois interessantíssimos filmes realizados com base também no texto de Roland Barthes - "A Espera", de Maurício Farias e "Carlota / Amorosidade", de Adilson Ruiz - e, por que não!
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