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Festival do Cinema Brasileiro de Brasília

Esperando Rouanet, cineastas no astral otimista de Gramado

Gramado, A chuva e o frio - menos intensos do que se poderia esperar neste inverno - não prejudicam o bom astral que marca o mais prestigiado dos festivais do cinema brasileiro. Apesar do público reduzido na abertura, segunda-feira à noite, quando "Os Desertos Dias", de Fernando Severo, foi o primeiro curta projetado na tela do cine Embaixador, esta 19ª edição do festival que coincide com o sancionamento, amanhã, quinta-feira, em Brasília, da lei que com o nome do atual Secretário Nacional da Cultura, faz renascer as esperanças dos produtores culturais do Brasil.

Uma superprodução sobre mulher messiânica encerrará o festival

Brasília - Superprodução de um milhão de dólares, rodada no segundo semestre de 1989 no estado de Goiás - mas só finalizado há poucas semanas, "A República dos Anjos" será o filme de encerramento deste 24o. Festival do Cinema Brasileiro - na noite da próxima terça-feira, 9 - antes de serem anunciados os premiados com o troféu "Candango" e entregues os cheques de quase Cr$ 30 milhões em duas dezenas de categorias.

Loira fantasma curitibana poderá chegar em Brasília

Até segunda-feira, a cineasta e videomaker Fernanda Morini continuará nervosa: é que só no dia 17 serão divulgados os filmes aceitos para o XXIV Festival do Cinema Brasileiro de Brasília, para a qual concorre, na categoria de curta-metragem, 35mm. "A Loira Fantasma", que concluiu exatamente um dia antes do encerramento das inscrições.

Mesmo sem mercado, os curtas-metragens mostram qualidade

Brasília - Amir Labaki, crítico da "Folha de São Paulo", formado em cinema pela ECA-USP, abordará na terça-feira ao encerrar o curso "Aspectos da Linguagem Cinematográfica", um tema que se torna cada vez mais fascinante: o crescimento - em quantidade e qualidade - do curta-metragem no Brasil. Apesar de totalmente desprotegido - a lei que obrigava os cinemas comerciais a exibir curtas deixou de existir e mesmo salas teoricamente voltadas a programação cultural (como as mantidas pela Fucucu em Curitiba) passaram a hostilizar os curtas, este tipo de produção continua a crescer.

A nossa loira fantasma irá mesmo para Brasília

Ao menos para a cineasta e vídeomaker Fernanda Morini a passagem do Dia do Cinema Brasileiro - 19 de junho, mereceu ser comemorada com a abertura de algumas garrafas de champagne (nacional) em sua produtora - a Realiza Vídeo. É que por telefone, teve a melhor notícia: "A Loira Fantasma", seu primeiro curta-metragem, 35mm, rodado em maio de 1989 e só agora concluído, estará entre os dez curtas-metragens que disputarão os Candangos e gordas premiações em dinheiro no XXIV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (6 a 10 de julho).

Personagem esquecida pela história oficial

Brasília - Embora "A República dos Anjos" seja a primeira grande produção dirigida pelo uruguaio Carlos Del Pino, 42 anos, há 23 no Brasil, ele tem uma grande experiência no cinema . Fez parte do Cinema Novo, trabalhando em diferentes funções, com realizadores como Cacá Diegues ("Os Herdeiros" e "Joana Francesa"), Geraldo Sarno ("Coronel Delmiro Gouveia"), na trilogia de Ama Carolina, entre outros. Há 15 anos chegou a fazer um longa-metragem, praticamente inédito: "O Leão do Norte".

E quando é que chegarão os filmes dos festivais?

Encerrado mais um festival de cinema brasileiro- e próximo a dois outros eventos importantes que continuarão a movimentar o setor (Gramado, a partir de 5 de agosto e, de 20 a 26 de setembro, a XVIII Jornada Internacional de Cinema da Bahia, em Salvador), uma questão natural que se discute é a de quando os curtas, médias e, ao menos, longas que são levados a estas mostras competitivas poderão serem também vistos e julgados pelo público?

Na telinha paralela, se mostrou até o filme que não foi concluído

Apesar dos festivais de Brasília e Gramado evitarem, nos últimos anos, a expansão também para o vídeo - considerando que o boom nesta tecnologia é tão intenso que justifica eventos específicos - torna-se impossível, atualmente, ignorar a telinha como forma ao menos informativa para realizadores que optando pelo vídeo apresentam trabalhos dos mais importantes. Ao menos informalmente, tanto em Gramado como em Brasília, as últimas edições dos festivais já abriram salas para que as realizações em vídeo, com cópias em VHS, possam serem vistas.

60 anos depois "Limite" na abertura do Festival

Brasília - Sessenta anos depois de sua primeira exibição - ocorrida no dia 4 de maio de 1931, no cinema Capitólio, na Cinelândia carioca, o filme-mito do cinema brasileiro - "Limite", de Mário Peixoto, abre hoje à noite, em sessão de gala na sala Villa Lobos do teatro Nacional a 24a. edição do mais antigo festival de cinema brasileiro.

Brasília, a capital da esperança para o cinema brasileiro renascer

Na noite de 9 de julho, quando o cineasta Rogério Sganzerla, 45 anos, subiu ao palco do Cine Brasília, para receber um retrato emoldurado com a imagem de José Mojica Marinz ("Zé do Caixão") defronte o túmulo de Carmen Miranda - oferta de seu amigo Ivan Cardoso, em nome da Associação Brasileira de Cineastas, como prêmio pelo seu média-metragem "Assim é Noel", houve a única manifestação político-cinematográfica da noite - excluída às vaias dadas a Neville de Almeida (e a atriz Claudia Raia) por sua premiação como melhor diretor ("Matou a família e foi ao cinema").
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