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Festival do Cinema Brasileiro de Brasília

Palito, Bolinha, Schulmann e Pabala nas imagens do FestRio

Rio de Janeiro (De Aramis Millarch, especial para O Estado do Paraná) - Desta vez o Paraná está presente. Ao contrário do que aocnteceu timidamente no último Festival de Gramado - no qual o curta "Vamos Juntos Comer Defunto", de Eloi Ferreira, mesmo selecionado para a competição em 35mm, passou despercebido - e no recente Festival do Cinema Brasileiro de Brasília da qual a nossa ausência foi total - agora, na edição do RioCine Festival, inaugurado na última quinta-feira, 15, temos alguns representantes.

"Césio 137", o filme sobre a tragédia radiativa de 87

Brasília Mesmo que não saia premiado deste 23º Festival de Cinema Brasileiro, dificilmente "Césio 137", o longa programado para hoje a noite estará entre os mais discutidos filmes em competição. No ano passado, durante o 22º Festival (1º a 7 de novembro), quando Roberto Pires havia recém-encerrado as filmagens deste misto de ficção e documentário sobre a tragédia do incidente de contaminação radiativa acontecido em Goiânia, há três anos, já se falava na atualidade da obra que aborda um aspecto preocupante - e que poucas vezes tem sido tratado no cinema brasileiro.

De filmes, vídeos & gente que (ainda) crê na arte

Reflexo mais do que evidente da situação de penúria de quem faz cinema no Brasil: ao contrário dos anos anteriores, a delegação brasileira no Festival de Cinema Livre de Havana, que inicia no próximo dia 4 prolongando-se até 17, será reduzidíssima.

O defunto curitibano vai para festival de Gramado

A competência, dedicação e, sobretudo, credibilidade podem superar as maiores dificuldades. Esdras Rubin, secretário de Turismo de Gramado, é uma prova disto. Quando muitos acreditavam que o mais tradicional dos festivais de cinema brasileiro corria o risco de, pela primeira vez, nestes últimos 18 anos, ser suspenso devido a crise da indústria cinematográfica, extinção da Embrafilme / Fundação do Cinema Brasileiro e afastamento de patrocinadores, Esdras continuou a cuidar do evento como se nada tivesse acontecido.

David Carneiro, o que construiu o Cine Ópera

Nos necrológicos que a morte do professor David Carneiro, 86 anos - que havia completado a 29 de março, mereceu nas edições dominicais da imprensa, um aspecto foi esquecido: o seu lado de empresário cinematográfico e também cinéfilo, paixão que o fez sempre ser um dos mais regulares espectadores - e que só interrompeu devido a idade e às sucessivas enfermidades que sofreu.

Êta mineirada que é solidária na música

Com "Cidade Veloz" (Chorus), Flávio Venturini chega ao seu terceiro elepê fazendo um disco que congrega ritmos e estilos diferentes, reunindo, como diz o letrista e poeta Murilo Antunes, "com a mesma embalagem a experimentação: a calma e a navalha, o simples e o exuberante".

No campo de batalha

Em administrações passadas, Costinha e Dercy Gonçalves nem obtinham datas no Guaíra. Hoje, uma visão mais liberal entende a importância destes artistas populares. Dercy ali esteve há algumas semanas e nesta quinta-feira é Costinha quem fará uma única apresentação de seu show "Brasil em Busca do Teatro". xxx Até outdoors foram usados pela livraria Ipê Amarelo para anunciar a presença da escritora Raquel de Queiroz hoje, a partir de 18h30, autografando a sua obra completa - cinco volumes lançados pela José Olympio. Uma promoção simpática, que merece grande cobertura. xxx

Cinema sem festivais neste ano de imagens desfocadas

E os festivais de cinema, hem? Depois do dia 16 de março, com a extinção da Embrafilme / Fundação Nacional de Cinema e as duras imposições do Plano Brasil Novo - levando também os benefícios da Lei Sarney - ninguém mais sequer se atreve a falar em festival de cinema. Afinal, se há o lado positivo, cultural e mesmo econômico, em eventos destinados a promover, divulgar e (às vezes) estimular negociações de filmes, o custo e o glamour com indispensáveis mordomias que cercam os eventos fazem com que os mesmo sofram, agora mais do que nunca, cortes viscerais.

"Splendor", quando a sala de exibição vira artista

Fortaleza Na elaboração da programação dos filmes em competição e os exibidos hor concours no cine São Luiz, sede do festival, Ney Sroulevich foi muito feliz na escolha para a próxima quarta-feira, 29: o segundo representante do Brasil (o primeiro foi "Que bom te ver viva", de Lúcia Murat, apresentado sexta-feira), "Minas Texas", de Carlos Alberto Prates, antecipará "Splendor", de Ettore Scola - um dos três hor concours programados.
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