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Festival do Cinema Brasileiro de Brasília

Afinal, um novo modismo ou ritmo muito dançante

Pinduca sempre foi mais o careca personagem das histórias-em-quadrinhos dos anos 40/50 (hoje praticamente esquecido) do que o nome artístico de um paraense que há quase 20 anos grava discos com um ritmo característico de seu Estado: a lambada. Fafá de Belém, oportunisticamente, no início da carreira, pensou em aproveitar o calor da lambada - que também teve incursões da maranhense Alcione e de outras cantoras. Mas, na verdade, nenhuma emplacou e Pinduca continua a ser conhecido apenas na região Norte.

Quem bom que o documentário de Lúcia esteja em exibição

"Que bom te ver viva", em nossa opinião o mais importante, oportuno (e não oportunista) e sincero filme brasileiro - disparado o melhor de 1989 e um dos 10 mais importantes da década - chegou ontem à tela do cine Ritz (5 sessões, previsão de ao menos duas semanas em cartaz).

Brasil-África numa trilha com balanço

A idéia de unir a poesia de nomes sagrados a versões musicais não é novidade. Olívia Hime, cantora e produtora cultural, realizou assim belos álbuns em homenagem a Manuel Bandeira (1886-1968) e Fernando Pessoa (1888-1935), no qual convocou nomes famosos da MPB para musicarem - e interpretarem - temas dos bardos.

O hino à vida de Lúcia Murat

Em 1977, no auge da repressão militar, a estudante Lúcia Murat e alguns companheiros do movimento clandestino do qual faziam parte vieram ao Paraná para fazer "sondagens" sobre as condições de luta armada. Como Lúcia tinha parentes na cidade de Palmas, região Oeste, foi para aquela cidade e hospedou-se com um de seus tios, João Vasconcelos. Apesar da discrição, as perguntas que começou a fazer aos moradores da região despertou suspeitas e o óbvio aconteceu: ela e suas companheiras seriam presas.

"Splendor", quando a sala de exibição vira artista

Fortaleza Na elaboração da programação dos filmes em competição e os exibidos hor concours no cine São Luiz, sede do festival, Ney Sroulevich foi muito feliz na escolha para a próxima quarta-feira, 29: o segundo representante do Brasil (o primeiro foi "Que bom te ver viva", de Lúcia Murat, apresentado sexta-feira), "Minas Texas", de Carlos Alberto Prates, antecipará "Splendor", de Ettore Scola - um dos três hor concours programados.

Dois documentários polêmicos mereceram prêmios

Cortado pela comissão de pré-seleção do XVII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado em junho último, Alain Fresnot, filho de judeus-franceses, nascido em Paris mas residindo no Brasil desde 1950, teve sua revanche nas duas últimas semanas. No III Festival de Cinema de Natal, encerrado no dia 24, viu seu longa "Lua Nova" obter algumas premiações: Lima Duarte, melhor ator (dividido com "Corpo em Delito", de Nuno Cesar Abreu, que foi o grande vencedor em Natal); Pedro Farkas pela fotografia.

"Orí", a visão da raça negra

Ontem, em nossa página diária ("Tablóide") falamos sobre a importância de "Orí", documentário de Raquel Gerber, já premiado em 3 festivais - Ouagadougou, na África: Tróia, em Portugal e, no último sábado, em Curitiba (Prêmio Especial do Júri - I Festival do Cinema de Curitiba), que está em exibição no cine Groff.

Mesmo na pobreza, haverá 22º Festival de Brasília

Nos últimos 26 anos o Festival de Cinema Brasileiro de Brasília tem uma longa história de dificuldades em sua sobrevivência. Na época mais difícil da ditadura militar, a resistência democrática que representava aquele evento irritava setores do governo que, por alguns anos, chegaram a suspendê-lo. Nos últimos anos, dificuldades financeiras e, por último, em 1988, divergências entre a presidência da Fundação Cultural do Distrito Federal - ocupada pelo Maestro Marlos Nobre - com as pessoas que o organizavam, também levaram a ter edições praticamente improvisadas.
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