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O "songo" cubano

Mais um título na coleção "Cuba" que em boa hora a WEA criou para divulgar a música daquele país entre nós "Los Van Van" - nome que é sinônimo de escola de músicos. Na verdade, uma orquestra liderada há 22 anos pelo baixista Juan Formell, tem prestígio internacional, fez a bela trilha do filme "Los Pássaros Tirnadola a 1a Escopeta" (que representou Cuba no FestRio-87, mas que permanece inédito entre nós) e se caracteriza por fazer uma música extremamente dançante. Ouvindo-se Los Van Van, neste primeiro Lp que chega ao Brasil, sente-se, como escreveu Roberto M.

Abismo oceânico é a única estréia na semana de Natal

Nesta penúltima semana do ano, com festas e preparativos para as férias de verão, a temporada cinematográfica é de vacas gordas. Lançamentos especiais, com público alvo nas platéias infanto-juvenis, em condições de qualidade. Mas rendas abaixo do que se esperaria - considerando-se anos anteriores. O que é natural, já que a crise financeira atinge a classe média e "c" - ainda as que mais frequentam os cinemas, já que nas classes "a" e "b" superior, a opção fica por conta do vídeo cassete.

O filme certo do black Lee

"Todo americano negro já se defrontou com o racismo. Pode não ser todo dia. É a mesma coisa que dizer "este cara é azul". Quando você vive lá, na América, você cresce com isso. É claro que agora não há mais os restaurantes ou toaletes separados, para brancos e negros. Nós fizemos o filme para mostrar que, mesmo assim, o racismo continua". (Spike Lee, diretor de "Faça a Coisa Certa").

"Paradiso" cinematográfico: os bons filmes estão nas telas

Uma semana com quatro atraentes estréias - uma delas, com toda certeza, entre as melhores do ano - faz com que jogadas às Cinzas deste Carnaval melancólico e sem personalidade que se encerrou, o espectador que não se deixe imbecilizar pela videomania tenha opções de ver filmes no prazer da tela ampla. Pois, para quem ama o cinema, assistir a um filme em 35mm, numa sala especial - mesmo com todos os inconvenientes, é ainda um programa estimulante.

A louca corrida no porre visual de tantas imagens

Fortaleza - O Palácio dos (sonhos) Festivais seria um imenso hotel com uma dezena de cinemas, em sessões ininterruptas, exibindo todos os filmes em competição, das mostras paralelas e do mercado. Seria a única maneira de se conseguir acompanhar ao menos 30% das centenas de opções que são reunidas em eventos internaiconais. Aqui neste VI FestRio-Fortaleza que tem a sua sede no Imperial Othon, mas que se espalha com eventos (seminários no Hotel Pontamar, mercado no Hotel Esplanada) e seis cinemas repete-se aquele cruel dilema: qual a opção entre tantos programas oferecidos?

Um Chico Mendes julgado na competição dos curtas-metragens

Fortaleza - Como eficiente assessor da Embrafilme, o jornalista Sebastião França, faz questão de contar a boa notícia: por determinação do ministro José Aparecido de Oliveira, da Cultura - após ouvir o apelo do secretário René Dotti (de quem França foi assessor especial por seis meses) a Fundação do Cinema Brasileiro vai agilizar a sua participação para que os quatro curtas-metragens, co-produzidos pelo governo do Paraná, sejam, enfim, finalizados. Não é sem tempo.

No campo de batalha

1) O mais esperado dos filmes para a mostra informativa acabou chegando quando já se perdiam as esperanças: o documentário "John Huston: o homem, o cineasta, o aventureiro", que Frank Martin realizou com depoimentos de atores, técnicos e amigos do grande cineasta, intercaladas da sequência de seus filmes. O filme foi visto pelo jornalista João Luiz Albuquerque, assessor de imprensa do FestRio, no Festival de Montreal, que se empenhou para que o mesmo aqui tivesse ao menos uma exibição.

Na gorda safra visual, chegou a Sociedade dos Poetas Mortos

Começa a safra das vacas gordas para os exibidores! Após algumas semanas de indigência de filmes - e em conseqüência também de público - abre-se a temporada do Oscar, trazendo filmes que com o maior marketing faz com que o acomodado espectador, cada vez mais viciado pela TV e vídeo - e também assustado com os preços dos ingressos, a falta de segurança para estacionar veículos no centro e outras razões que levam ao esvaziamento das salas de exibição - prefira cada vez mais ver os filmes na telinha do que no esplendor da tela ampla.

Depois de Fortaleza, para aonde irá o VII FestRio?

Fortaleza - Na manhã de domingo, no burburinho de personalidades nacionais e estrangeiras que, no lobby do Imperial Othon, preparavam-se para embarcar para diferentes destinos, uma pessoa estava particularmente feliz: Nei Sroulevich, diretor executivo do FestRio. Além desta sexta edição ter sido a mais bem organizada de todas, a repercussão foi tão positiva que já se falava em três Estados que estariam dispostos a sediar o próximo FestRio, se prevalecer o critério da mostra continuar circulante: São Paulo, Minas Gerais e - apesar da distância - Amazonas.
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