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A louca corrida no porre visual de tantas imagens

Fortaleza - O Palácio dos (sonhos) Festivais seria um imenso hotel com uma dezena de cinemas, em sessões ininterruptas, exibindo todos os filmes em competição, das mostras paralelas e do mercado. Seria a única maneira de se conseguir acompanhar ao menos 30% das centenas de opções que são reunidas em eventos internaiconais. Aqui neste VI FestRio-Fortaleza que tem a sua sede no Imperial Othon, mas que se espalha com eventos (seminários no Hotel Pontamar, mercado no Hotel Esplanada) e seis cinemas repete-se aquele cruel dilema: qual a opção entre tantos programas oferecidos?

Um Chico Mendes julgado na competição dos curtas-metragens

Fortaleza - Como eficiente assessor da Embrafilme, o jornalista Sebastião França, faz questão de contar a boa notícia: por determinação do ministro José Aparecido de Oliveira, da Cultura - após ouvir o apelo do secretário René Dotti (de quem França foi assessor especial por seis meses) a Fundação do Cinema Brasileiro vai agilizar a sua participação para que os quatro curtas-metragens, co-produzidos pelo governo do Paraná, sejam, enfim, finalizados. Não é sem tempo.

No campo de batalha

1) O mais esperado dos filmes para a mostra informativa acabou chegando quando já se perdiam as esperanças: o documentário "John Huston: o homem, o cineasta, o aventureiro", que Frank Martin realizou com depoimentos de atores, técnicos e amigos do grande cineasta, intercaladas da sequência de seus filmes. O filme foi visto pelo jornalista João Luiz Albuquerque, assessor de imprensa do FestRio, no Festival de Montreal, que se empenhou para que o mesmo aqui tivesse ao menos uma exibição.

Na gorda safra visual, chegou a Sociedade dos Poetas Mortos

Começa a safra das vacas gordas para os exibidores! Após algumas semanas de indigência de filmes - e em conseqüência também de público - abre-se a temporada do Oscar, trazendo filmes que com o maior marketing faz com que o acomodado espectador, cada vez mais viciado pela TV e vídeo - e também assustado com os preços dos ingressos, a falta de segurança para estacionar veículos no centro e outras razões que levam ao esvaziamento das salas de exibição - prefira cada vez mais ver os filmes na telinha do que no esplendor da tela ampla.

Depois de Fortaleza, para aonde irá o VII FestRio?

Fortaleza - Na manhã de domingo, no burburinho de personalidades nacionais e estrangeiras que, no lobby do Imperial Othon, preparavam-se para embarcar para diferentes destinos, uma pessoa estava particularmente feliz: Nei Sroulevich, diretor executivo do FestRio. Além desta sexta edição ter sido a mais bem organizada de todas, a repercussão foi tão positiva que já se falava em três Estados que estariam dispostos a sediar o próximo FestRio, se prevalecer o critério da mostra continuar circulante: São Paulo, Minas Gerais e - apesar da distância - Amazonas.

Uma festa bonita, com tudo funcionando certo

A receita da simplicidade deu certo. Assim é que os próprios diretores do FestRio - Luís Carlos Barreto e Nei Sroulevich, mais Cláudia Furiati, coordenadora dos seminários e videomaker, foram os mestres de cerimônia na festa de encerramento, a partir das 17h15 de sábado, 2, no Cine São Luiz - totalmente lotado. Com isso evitaram-se gafes e enganos que, em edições anteriores, com as apresentações dos premiados entregues a artistas de televisão, mesmo experientes, prejudicou o brilho das mesmas.

Os Premiados do VI FestRio/Fortaleza

CINEMA MELHOR FILME (Tucano de Ouro) - "Territórios Ocupados" (Sadot Ierukim), Israel, de Isaac Zepel Yeshurun. MELHOR DIRETOR (Tucano de Prata - Troféu Glauber Rocha) - Peter Greenowey, pelo filme "O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e seu Amante" (The Cook, The Thief, His Wife and Her Lover), Holanda. MELHOR ATOR Samuel Fuller, EUA, no filme "Sons/Em Busca do Amor Perdido", de Alexandre Rockwell. MELHOR ATRIZ - Helen Mirrer, do filme "The Cook, The Thief...", de Peter Greenoway.

"Splendor", quando a sala de exibição vira artista

Fortaleza Na elaboração da programação dos filmes em competição e os exibidos hor concours no cine São Luiz, sede do festival, Ney Sroulevich foi muito feliz na escolha para a próxima quarta-feira, 29: o segundo representante do Brasil (o primeiro foi "Que bom te ver viva", de Lúcia Murat, apresentado sexta-feira), "Minas Texas", de Carlos Alberto Prates, antecipará "Splendor", de Ettore Scola - um dos três hor concours programados.

Na vitrina de imagens, o que há de novo em vídeos

Na ampla vitrine do que há de mais representativo na comunicação audiovisual - incluindo cinema, vídeo e programas de televisão - qualquer festival internacional, seja o FestRio, seja o de Cannes ou Berlim, traz uma contradição: reúne de 10 a 15 dias centenas de produtos das mais diferentes origens, técnicas e propostas, as quais é impossível acompanhar se quer em 20% do que é exibido.
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