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Uma visão mundial do vídeo de todo o mundo

Fortaleza A multiplicidade dos programas oferecidos nas edições do FestRio, em suas cinco primeiras edições (1984/88) sempre foi tão ampla, que nunca houve condições, nem para a imprensa e muito menos para o público, de acompanhar e valorizar, na medida do necessário, as mostras de vídeo (e programas de televisão) que são apresentados, em exibições informativas ou concorrentes. Hamilton Costa Pinto, responsável pela área, sabendo sentir a grandeza destes novos veículos audiovisuais, através de contatos em todo o mundo, a cada ano supera-se em trazer o que há de mais interessante.

No campo de batalha

"Que bom te ver viva" já poderia ter sido visto em Curitiba. Lucia Murat se dispôs a trazê-lo para o encerramento do Festival do Cinema Brasileiro, organizado pelo colunista Alcy Ramalho Filho em setembro último. Infelizmente, por excesso de longas que ali competiram, faltou espaço para que o excelente documentário tivesse sua apresentação hor concours. xxx

Lançamentos à portuguesa com filmes de todo mundo

Quando a esmola é demais, o espectador desconfia! Pois é! A mesma Fucucu quer há três semanas desperdiçou, por absoluta falta de iniciativa, o documentário "Shoah", de Claude Lanzmann (Cine Groff, agora a segunda parte em exibição prevista para duas semanas), num boicote em relação a comunidade israelita de Curitiba - que deveria ter sido agilizada para agilizar a temporada de um filme desta importância - agora inundou as salas da Cinemateca e Ritz com duas programações importantíssimas, mas que exigem um tour-de-force dos mais entusiasmados cinéfilos para poder ser acompanhada.

No campo de batalha

1) - Maria Letícia, premiada como melhor diretora no Festival do Cinema de Curitiba - e ganhando assim uma passagem aérea da Lufthansa, Rio-Frankfurt - não veio a Brasília, onde seu filme "1º de Abril - Brasil", foi exibido na mostra informativa. Mandou a atriz Tessy Callado, filha do romancista Antônio Callado ("Quarup"), que foi a primeira a chegar. xxx

FestRio foi para Fortaleza mas ganhou maior dimensão

Fortaleza "Sociedade dos Poetas Mortos", um dos filmes americanos mais elogiados deste ano (até Paulo Francis enalteceu) acabou sendo o escolhido para abrir, na noite de amanhã, no cine São Luiz, o FestRio-Fortaleza 89 - sexta edição do único festival internacional, classe A, da América do Sul - e que este ano acontece na iluminada capital cearense.

17 países mostram o que há de novo para o cinema

Como na maioria dos festivais de chamada classe A - isto é, os que tem apenas filmes inéditos, recém-produzidos, em competição - de princípio, há ainda pouca informação sobre os longas e curtas que estarão disputando as premiações. Há muitos filmes de realizadores jovens ou vindo de países cuja cinematografia ainda são desconhecidas entre nós. Pouco a pouco, porém, com a projeção dos filmes e a grande cobertura que recebem se descobrem novos talentos e também, naturalmente, as frustrações, muitas vezes de nomes até conhecidos.

Noite de abertura com poetas mortos

Peter Weir, 45 anos, diretor australiano "Pic-nic na Montanha Misteriosa", 75; "Galipoli", 82), consagrado a partir de "O Ano em que Vivemos em Perigo" (1982) e que posteriormente realizou "A Testemunha" (85) e "Mosquito Coast" (86, ainda inédito no Brasil), é o diretor de "Sociedade dos Poetas Mortos", filme de ambições literárias, estrelado por Robin Williams ("Popeye", "Good Morning, Vietnã"), que interpreta seus alunos a viverem vidas extraordinárias.

Do barquinho ao avião, uma história por especialistas

A Bossa Nova, pelo seu significado cultural, pela permanência que trouxe à MPB - rompendo tabus e dando bases a toda uma geração que nela soube beber as melhores influências - até hoje mereceu mínima bibliografia. Ramalho Neto, na época diretor artístico da RCA (hoje BMG/Ariola), foi o primeiro a tentar uma biografia do movimento chamado "Historinha do Desafinado" - obra há muito esgotada. Alguns outros pesquisadores e ensaístas voltaram-se bissextamente ao tema, mas sem um estudo de maior fôlego.
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