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François Truffaut

"Alucinações do Passado" é a melhor estréia da semana

É Carnaval e portanto época de vacas magras para os cinemas. Apesar do feriadão, os exibidores queixam-se de que o público prefere assistir aos desfiles das grandes escolas pela televisão, sair às ruas - os que ainda acreditam que Momo existe em Curitiba - ou, aqueles que podem, viajar para as praias. Assim, as estréias mais importantes ficam para as próximas semanas - ainda mais agora, com toda motivação dos filmes indicados ao Oscar.

"Sonata" de Kurosawa é a melhor estréia da semana

Quatro estréias - entre as quais uma com amplas condições de figurar entre os melhores lançamentos do ano, nesta semana em que a divulgação dos indicados ao Oscar-92 faz com que as bilheterias dos nominations já em exibição - como "JFK - A Pergunta que não quer Calar", de Oliver Stone (Astor/Cinema I) ganhem substancial reforço promocional. Outros filmes indicados, como "Bugsy" e "O Príncipe das Marés" - já estão tendo pré-estréias e chegam ao circuito dentro de poucos dias.

Chamas levaram cinema que teve os seus dias gloriosos

Da sacada de seu apartamento, no 6o andar do edifício N.S. da Luz, na praça Tiradentes, o agente de viagens Jorge Barbosa Elias, 49 anos, filmou com sua Cannon, o incêndio do cine Glória. Com emoção, Elias, um dos pioneiros produtores na TV-Paranaense nos anos 60 e hoje próspero dono de agência de turismo Sete Mares, sentiu mais do que a destruição de um cinema que viu nascer: ali foi que, graças a orientação de seu guru cultural, o cinéfilo e escritor Cláudio Lacerda, Elias aprendeu a gostar de bons filmes.

O cinema para leitura agrada cada vez mais

O mercado editorial diversifica-se. Se os best-sellers produzidos em linha industrial - como os que a Record tão bem sabe escolher para garantir sua presença entre as que têm maiores êxitos - sucedem-se para uma faixa de consumidores pouco exigentes, amplia-se cada vez mais o interesse por gêneros específicos ou mesmo de obras jornalísticas.

Entre 43 livros sobre cinema, 22 brasileiros

Ao menos dois escritores brasileiros abordaram aspectos do cinema estrangeiro entre os 43 títulos da gorda bibliografia cinematográfica lançada no Brasil no ano passado. O jornalista Argemiro Ferreira, em "Caça às Bruxas - MacCarthismo, uma Tragédia Americana" (L&PM Editores, 272 páginas) fez uma introdução e análise do período de perseguição macartista nos Estados Unidos, com destaque para o caso dos roteiristas, diretores e atores.

O cinema para ler

Após anos de indigência editorial nas áreas das artes, começamos a entrar em dias melhores. Ano a ano, cresce a produção editorial de obras que se voltam ao cinema, música, teatro e artes plásticas - incluindo edições de arte. Mesmo com os tempos bicudos que enfrentamos, e, no caso de edições-brinde de obras de arte tenha havido uma natural recessão com o fim da Lei Sarney (que estimulava investimentos culturais), aliada aos rigores do Plano Collor, ainda se publicou bastante em 1990.

Biografia definitiva de Luchino Visconti

Dentro de uma programação que sempre priorizou os lançamentos de categoria - ideal que levou o político, jornalista e escritor Carlos Lacerda a criar sua própria editora, a Nova Fronteira, hoje dirigida pelos seus filhos, Sérgio e Sebastião, tem aberto espaços para importantes obras do cinema e da música.

Uma estratégia para privilegiar a inteligência dos espectadores

Acompanhando o cinema internacional há mais de 20 anos a jornalista Susana Schild, do "Jornal do Brasil" - uma das mais respeitadas críticas que comparece anualmente a inúmeros festivais no mundo, a propósito do reaparecimento do cinema francês no Brasil, em texto exclusivo para o catálogo da Belas Artes, lembrou que no início dos anos 60, o lema "Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça" aproximou de uma forma inédita realizadores e cinéfilos brasileiros e franceses, identificados pela busca de um cinema autoral, independente das motivações pessoais e do contexto social dos dois países.

Um conselho familiar traz Costa diferente

O atraso de cinco anos com que "Conselho de Cinema [Família]" (Cine Luz, 5 sessões) chega até nós não invalida este filme diferente na obra do grego-francês Constantino Costa Gavras. Rodado em 1985 e tendo estreado em Paris em 19 de março de 1986, "Conseil de Famille" surpreendeu aos que esperavam mais um ensaio político, dentro da linha de cinema denúncia que o transformou, desde 1968 - quando realizou "Z" - num verdadeiro cineasta de utilidade pública, pela coragem com que sempre abordou assuntos incômodos.

Jeanne Moreau, diretora num filme que poucos assistiram

Reiniciando suas promoções cinematográficas, a Aliança Francesa trouxe nesta semana um filme dos mais interessantes - "A Adolescente" - segunda (e ao que parece última) experiência de Jeanne Moreau como diretora-roteirista. Hoje ainda, às 14 horas, haverá uma projeção na nova sede da Aliança (Rua Ubaldino do Amaral, 929) deste filme rodado em 1978; dois anos após Jeanne ter feito seu primeiro longa como realizadora - "Lumiére" (apresentado apenas na televisão no Brasil, com o título de "No Coração, a Chama").
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