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Fundação Cultural de Curitiba

... e a capital ecológica não quer ver "Césio 137"

Onde estão os ecologistas curitibanos? E, especialmente, quem são os "preocupados" homens públicos - administradores, políticos, autoridades, que fazem da ecologia bandeiras políticas em todas as oportunidades para se autopromoverem? A pergunta cabe perfeitamente após a melancólica pré-estréia de "Césio 137 - A Tragédia de Goiânia", na noite de sexta-feira, 13, no Cine Ritz, no exato dia em que ocorreu, há quatro anos passados, na capital de Goiás, a maior tragédia de contaminação nuclear urbana do continente.

Recursos de milhões para projeto sem politicagem

Uma projeção de recursos, feita sobre a arrecadação da Prefeitura de Curitiba até julho último, calculado em milhões, possibilita que se imagine o que poderia ser aplicado em incentivos culturais até o final deste ano se a lei entrasse em vigor (o que, obviamente, não acontecerá): Cr$ 900 milhões ou seja 35% do orçamento da Fucucu. Os números não mentem: a arrecadação do ISS no primeiro semestre chegou a Cr$ 7.502.026 e do IPTU a Cr$ 904.978 (significa 18% do orçamento global do município), que era previsto no início do ano em Cr$ 45.402.148, acrescidas receitas tributárias e correntes.

Uma pesquisa sobre a memória dos bairros

A preservação da memória de uma nação depende de esforços isolados e geralmente idealistas de pessoas que se preocupam com documentos, depoimentos, ilustrações, imagens e, especialmente, vozes do que fizeram, cada um seu papel, a história nem sempre oficial.

A guerra dos meninos na visão curitibana

- "Pelo menos 10 dos garotos que aparecem em "A Guerra dos Meninos" já foram assassinados nos últimos sete meses. E a previsão é de que ao menos 20% dos outros que aparecem nas cenas do filme estão condenados a também serem eliminados em breve".

"Stelinha" vista por poucos espectadores

Um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos terá hoje e amanhã suas últimas exibições no cine Ritz: "Stelinha".

De mulheres, vozes, esculturas e noite

Algumas mulheres em destaque profissional, pelo trabalho, talento e entusiasmo, merecem destaque neste início de semana. De princípio, duas vozes divinas, a goiana Angela Barra, 32 anos, recém-chegada da Venezuela - onde entre 26 candidatas foi a vencedora de (mais um) concurso internacional de canto lírico - e a curitibana Denise Sartori, 30 - única latino-americana selecionada para disputar o próximo concurso de canto Luciano Pavarotti (1992, nos Estados Unidos) tornaram mais musical a manhã de domingo, como solistas do concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná.

Dedetização indispensável

Teve início segunda-feira, por determinação pessoal do prefeito Jaime Lerner, o processo de dedetização do velho prédio que abriga a Fundação Cultural de Curitiba. Um problema que se agravou nos últimos 120 dias finalmente começa a ser resolvido com a iniciativa firme do alcaide Lerner em eliminar os insetos que vinham ameaçando toda a estrutura cultural do município. A dedetização agora deslanchada - e que na terça-feira já conseguiu desalojar da centenária edificação o principal foco de contágio, deverá prosseguir em outros setores.

Desrespeito

O respeito ao público que se dispõe a sair de casa em noites frias e procurar um cinema é o mínimo que o exibidor pode oferecer, já que o agrado ou não do filme que apresenta, não é de sua responsabilidade. Entretanto, a Fundação Cultural de Curitiba, através de sua bem remunerada "coordenação de cinema" (funcionários admitidos sem concurso, com salários superiores aos pagos a equipe anterior, afastada em abril), continua a mostrar que infelizmente não tem experiência e competência para as funções. xxx

Artigo em 08.06.1991

Finalmente a Fundação Cultural de Curitiba decidiu ajudar nossos cineastas. Assim mesmo aproveitando o que já havia sido feito. Consta que alguns milhões foram liberados para que Fernando Severo ( "Os Desertos Dias", ex- "Longas Sombras no fim da Tarde"), Irmãs Wagner ("A Flor") e Fernanda Morini ( "A Loira Fantasma") possam concluir seus curtas- metragens iniciados há dois anos e paralisados por falta de recursos. xxx
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