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Gal Costa

No campo de batalha

Hélio Leites faz escola: nas vernissages e concertos, circulando agora Kátia Horn, catarinense de Luzena, 35 anos, que também se transformou em museu ambulante, com a mostra "Dibujos Andantes". Na linha de ingênua ternura que caracteriza a filosofia artística de Hélio, Kátia faz trabalhos minimalistas, que, "expõe" sobre seus jeans - enquanto distribui adesivos e bottons alusivos aos eventos que prestigia. A originalidade de Hélio Leites - e agora esta sua discípula - justificariam que os editores da "Veja" no Paraná pautassem uma matéria a respeito para a "Vejinha". xxx

O envelhecido canto de nossos carnavais

Quem conheceu Alberto Cunha, durante décadas o representante das antigas sociedades de direitos autorais em Curitiba, lembra-se de que na época do Carnaval, ele ficava ainda com maior mau humor. É que recebia insistentes telefonemas de centenas de compositores cariocas preocupados na catituagem de suas músicas com vistas a obterem maior divulgação no período carnavalesco. Na época, os grossos álbuns da UBC, Sbacem, Sadembra e outras sociedades arrecadadoras chegavam a atingir mais de 500 páginas.

Os importantes songbooks que Chediak vem editando

Almir Chediak, professor de música e editor, apostou num projeto audacioso que está dando certo: "songbooks", com as obras de compositores brasileiros. Depois de lançar volumes dedicados à Caetano Veloso e à Bossa Nova (3 volumes), prepara-se agora para mais sete álbuns de canções: Cazuza, Tom Jobim e Rita Lee. Além das partituras de suas músicas mais conhecidas, cada "songbook" trará textos biográficos e análises críticas, em edições da editora Lumiar. Em novembro devem chegar às livrarias e outros pontos selecionados de vendas. Já o songbook de Gilberto Gil fica para 1991. xxx

Essas jovens mulheres em sua criatividade musical

Revisando-se o ano com vistas a indicação dos destaques em discos e músicas, não deixa de impressionar a presença marcante de mulheres talentosas. Mais uma vez o óbvio ululante repete-se - embora, haja também uma significativa participação de compositoras e instrumentistas. Há algumas semanas já estamos falando de discos de mulheres e considerando ainda alguns recém-lançados, que ainda não tivemos tempo de registrar - como os de Beth Carvalho e Gal Costa, há de se convir que o saldo foi altamente positivo.

Nas asas do frevo

Asas da América, edição 1989 - novamente selo BMG - traz em seu repertório novos frevos de Carlos Fernando, percorrendo o eixo clássico do Carnaval brasileiro (Rio/Salvador/Recife/Olinda). É o caso de "No Dia em que Cristo Falou", interpretado por Chico Buarque, uma homenagem à Cidade Maravilhosa dedicada a Joãozinho Trinta e seu Cristo dos favelados; "Bahia Maria", na voz de Luiz Caldas; "Menina Pernambucana", com Alceu Valença; "Noites Olindenses", interpretada por Caetano; "Mamãe Aparecida", com o comercialíssimo Michael Sullivan - única presença dispensável neste disco.

Reedições & nostalgia

Reedições de discos colocados há pouco no mercado não se constituem em norma geral das gravadoras que, prudentemente, esperam às vezes décadas para retomarem itens de seus catálogos. A não ser quando os pedidos dos lojistas justificam tal iniciativa ou eventos colocam em evidência artistas que haviam tido seus álbuns mal colocados quando do lançamento. E a WEA, relança - inclusive em termos de divulgação - três interessantes álbuns instrumentais.

Profissionalismo total

Na robusta edição do dia 12 de fevereiro último, domingo, na página 9 do caderno Arts & Leisure do The New York Times, um bem produzido anúncio (com a arte original feita na Umuarama, em Curitiba) ocupando 15x3 colunas anunciava os dois concertos do Som da Gente Records ("Is the sound of our people/Brazilian instrumental people") nas noites de 10 e 11 de março no Town Hall, um dos auditórios mais famosos da Big Apple.

Notas

1) A excelente temporada para a música brasileira nos Estados Unidos, principalmente em Nova Iorque, terá além das duas apresentações dos músicos do Som da Gente, no último fim-de-semana, também o show de Antônio Carlos Jobim e Gal Costa no histórico Carnegie Hall, no dia 15. Só que enquanto a promoção do Som da Gente ganhou uma das mais bem organizadas coberturas na imprensa, inclusive anúncios no New York Times a divulgação do show de Tom e Gal, até a semana passada, estava fraca.

O Som da Gente em terra de Marlboro (Os bastidores)

1 - As duas apresentações promovidas pelo Som da Gente, com patrocínio do Bamerindus, em Nova York, nos dias 10 e 11, anteciparam o show de Antônio Carlos Jobim e Gal Costa, que acontece nesta quarta-feira, 10, trouxe na capa uma foto de Tom, merecendo duas páginas num texto de Alison Steele, que lembra o fato de que há 27 anos - 22 de novembro de 1962 - acontecia no mesmo auditório (Carnegie Hall), o espetáculo da Bossa Nova, que deslanchou a entrada da música brasileira no mercado internacional.

E 27 anos depois, a BN volta ao Carnegie

A vodka é a mais recente musa inspiradora de Antônio Carlos Jobim. Há exatamente 11 dias, noite de 15 de março, no superlotado Carnegie Hall, em Nova Iorque, o mais importante compositor brasileiro - e considerado um dos cinco melhores contemporâneos - mostrou a sua mais nova composição: " Absolutilly [Absolutely]", letra em inglês, como todas suas obras, perfeita estruturalmente.
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