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Garota de Ipanema

Artigo em 17.01.1982

Surpreendentemente, foi um frevo ("Muito Prazer", João Paraná/Panchito Arabé) que venceu o Abre-Alas – Festival de Música de Carnaval, em sua 2a edição, encerrada na semana passada. Para os paranaenses, o frevo é um gênero praticamente desconhecido – apesar de seu calor e vibração, o que pode explicar o engano que Paraná/Panchito cometem na primeira fase de sua música ("O frevo nasceu na Bahia)

The Best of Brazil, a personalidade recondicionada para consumo externo

Durante anos um dos negócios alternativos lucrativos para quem desejava estabelecer-se numa área paralelamente cultural era a de comercializar discos antigos. Afinal, era só nos "sebos" que se poderia encontrar discos editados há 10, 15 ou 30 anos e que, retirados de catálogos, esgotados, tornavam-se "collector's itens". Disto aproveitavam-se alguns donos de "sebos", cotando em somas elevadíssimas as raridades mais procuradas.

Academia de Dança trouxe a grande Orquestra Tabajara

Anualmente, um item que se torna difícil preencher na escolha dos melhores do ano é "melhor lp de orquestra de música popular brasileira". Isto porque raramente as nossas - também raras - orquestras que se dedicam a música popular têm chances de fazerem discos. Por isto o aparecimento de um álbum como "Academia de Dança - as músicas mais tocadas nas academias de dança"(Sigla/ Som Livre) merece ser saudada auspiciosamente.

"Personalidades" muito bem escolhidas da MPB

O advento da Era do CD estimulou as gravadoras a produzirem discos com os nomes de potencialidades de vendas que passaram por suas etiquetas. Afinal, os direitos sobre os fonogramas pertencem às gravadoras, público existe - tanto aquela faixa exigente que, pouco a pouco, vai substituindo os discos em vinil por CDs (como, a partir de 1952, substituiu os pesados e frágeis 78rpm por elepês), como, no caso dos mais jovens, que dispõe de montagens reciclantes, com excelente tratamento de remixagem, de gravações históricas.

O que vai faltar na homenagem a Vinícius

Como teve a felicidade de ter se tornado amigo de Vinícius de Moraes a partir da primeira vinda do Poeta a Curitiba, em 27 de dezembro de 1971, para a inauguração do Teatro Paiol - nome que ficou por sugestão do próprio - o prefeito Jaime Lerner evitou que os 10 anos da morte do autor de "Para Viver um Grande Amor" ficasse em branco. Assim determinou à Fundação Cultural de Curitiba que organizasse um projeto especial para lembrar aquele que foi o Poeta mais amado deste país - e cujos 10 anos de ausência - estão merecendo vários eventos.

O melhor do som instrumental com Sebastião e seus amigos

A caveira-de-burro que a incompetência das últimas administrações parece ter enterrado na Praça Guido Viaro está sendo retirada. Isto graças à dedicação, entusiasmo e, sobretudo, bom relacionamento que Gersinho Bientinez, compositor, violonista e administrador, hoje responsável pelo Teatro Paiol, vem dedicando na árdua tarefa de fazer com que aquele espaço cultural, aproximando-se de seus 20 anos, recupere o prestígio que anos de abandono e boicote oficial o levaram - passando de um ativo centro cultural para um mausoléu de frustrações artísticas.

A boa música instrumental com Borghettinho e Pepeu

Tentativas já houveram muitas. As que deram certo - como a do Som da Gente, através do Nosso Estúdio, que graças ao empenho (e idealismo) de Tereza Souza e Walter Santos, já tem um catálogo de meia centena de títulos da melhor música (instrumental) - parte lançada no Exterior (e que, em março, na Town Hall, Nova Iorque, teve sua apresentação oficial para o mercado americano). Hoje, música contemporânea instrumental tem um sinônimo no Brasil: o Som da Gente. Outras (bem intencionadas) propostas ficaram no meio do caminho, como a série NMCP que a Polygram tentou anos atrás.

Do barquinho ao avião, uma história por especialistas

A Bossa Nova, pelo seu significado cultural, pela permanência que trouxe à MPB - rompendo tabus e dando bases a toda uma geração que nela soube beber as melhores influências - até hoje mereceu mínima bibliografia. Ramalho Neto, na época diretor artístico da RCA (hoje BMG/Ariola), foi o primeiro a tentar uma biografia do movimento chamado "Historinha do Desafinado" - obra há muito esgotada. Alguns outros pesquisadores e ensaístas voltaram-se bissextamente ao tema, mas sem um estudo de maior fôlego.

Mesmo com a crise, CD ampliou o seu mercado

Se alguém tem dúvidas de que nem tudo vai mal neste país, um indicador de que em época de crise o som vai bem: nos três primeiros meses deste ano já foram lançados nada menos que 170 títulos de CDs - o que somada à produção de abril, completa mais de 200 produtos novos em catálogo. Considerando que o custo de um CD está variando de NCz$ 15 a NCz$ 40,00, é de se imaginar que um razoável público de bom poder aquisitivo está absorvendo as edições que as gravadoras vêm fazendo de um produto sofisticado e destinado àquele que seria, a princípio, para a classe A.

Cronologia

Marcus Vinícius Cruz de Mello Moraes. 1913 - Nasce, em 19 de outubro, na Rua Lopes Quintas, Gávea - Rio de Janeiro. Filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes e Lydia Cruz de Moraes. São seus avós paternos Antero Pereira da Silva Moraes, e maternos Antônio Burlamaqui dos Santos Cruz e Celestina dos Santos (Cestinha). 1916 - A família muda-se para a casa dos avós paternos, na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, onde nasce sua irmã Laetitta. 1917 - Vinícius e Lygia, sua irmã mais velha, começam a freqüentar a escola primária Afrânio Peixoto.
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