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Gilberto Gil

Artigo em 25.09.1985

Lais de Sousa Brasil, pianista, 44 anos de carreira (estreou aos 6 anos, executando o "Concerto Rondó", de Mozart) há muito tempo não vinha a Curitiba. Por esta razão seu concerto de hoje (Sala Scabi, 21 horas), em duo como flautista Norton Morozowicz tem especial significado. Grande parte da carreira de Lais tem sido desenvolvida no Exterior, embora, no Brasil, desfrute de grande prestígio.

De palavra em palavra

A avalanche de (bons) discos lançados no final do ano traz, ao lado da natural preocupação mercadológica/comercial das gravadoras, material para diferentes enfoques. Pena que a redução constante dos espaços destinados aos registros culturais faça com que, mesmo na chamaada imprensa nacional, os discos com as produçòes mais recentes de tantos compositores e intérpretes (de Chico Buarque a Roberto Carlos) ganhem poucas linhas.

30 anos de forró da brasileira Anastácia

Anastácia (Lucinete Ferreira, Recife, 1943, é o exemplo do artistas popular que sofreria um longo processo de discriminação pelos chamados veículos nacionais até encontrar o justo reconhecimento nacional. Só quando Gilberto Gil, baiano de antenas ligadas na sabedoria popular, gravou "Só Quero um Xodó", de Anastácia e Dominguinhos (na época seu companheiro) é que as chamadas platéias urbanas tomaram conhecimento desta compositora e intérprete. Entretanto desde 1955 que esta pernambucana de graça e balanço vem fazendo uma musica bonita e de raízes.

30 anos de forro da brasileira Anastácia

Pianistas iluminados em momentos divinos

Que beleza !. Há tempos que não havia a coincidência tão feliz de simultaneamente sairem três discos de música instrumental com tamanho nível de criação e execução : " Coração de Estudante ", com Wagner Tiso ( Barclay ), ( Solo/Barclay ) e " Prisma " com Cesar Camargo Mariano / Nelson Ayres ( Pointer ) estão, desde já com lugar assegurado entre os dez melhores momentos instrumentais do ano.

Reabertura do Paiol com talento da casa

O convite de Peter Hahn, diretor do vanguardista Am Turmn, para a cantora Cyda Moreira fazer uma temporada naquele teatro de Frankfurt, Alemanha Ocidental, alterou, de certa forma, a programação do Teatro do Paiol. Em longo telefonema a Marinho Galera, coordenador de programação musical da Fundação Cultural, Cyda desculpou-se de não poder vir abrir a temporada de 1985, que começa no próximo dia 16. Afinal, a chance de cantar num templo da arte não convencional, numa das maiores cidades da Europa, possivelmente seguida de excursão a outros países, é oportunidade que ninguém pode jogar fora.

Lupe, em disco e livro

Os dez anos da morte de Lupicínio Rodrigues (1914 -1974) não tiveram as comemorações merecidas. A data - 27 de agosto - deveria ter sido lembrada com maior vigor, já que Lupe está entre os melhores compositores populares de todos os tempos. Entretanto, para que não passasse totalmente desapercebido a efeméride, dois lançamentos: um disco ("Grandes Mestres - Lupicínio Rodrigues", Polygram/SBT) e o livro de Mario Goulart, dentro do pacote inaugural da coleção "Esses Gaúchos" (Tchê Editora de Bombacha/Rede Brasil Sul, 102 páginas, Cr$ 5.000,00).

No campo de batalha

O empresário Celso Sabóia adquiriu já há três meses o hotel Climax, vizinho de seu Ouro Verde na Rua Dr. Murici. Ao mesmo tempo que deixa de ter um feroz concorrente, passou a operacionalizar melhor a fatia de mercado que atende. Sua bela esposa, a elegante Wilma Sabóia, com a experiência da hotelaria e seu bom relacionamento na cidade, vai em breve partir para uma experiência muito especial: operar uma agência de turismo, a partir da própria organização hoteleira.

Gilberto, a bruxaria da eterna juventude

Reconhecidamente, Gilberto Gil é uma pessoa inteligente. E o suficiente para há 20 anos no ranking do movediço campo dos super stars da MPB manter-se num destaque especial. A geração do tempo "É Proibido proibir" e "Domingo no Parque" envelheceu mas Gil, tal como duende, apesar de seus 42 anos - completados no último dia 26 de junho - mantém-se numa alegria jovem.

"Metrópolis de Lang e o som de Gilberto

HOUVE mudanças na programação da Cinemateca do Museu Guido Viaro e assim hoje será exibido "Metrópolis", clássico do expressionismo alemão que Fritz Lang (1890-1976) realizou em 1926. É uma boa oportunidade de se (re) ver este filme, tal como foi apresentado durante mais de meio século, pois em janeiro próximo a Art Filmes estará lançando a cópia em 35mm, que submetida a um processo de colorificação e recebendo trilha sonora de Giorgio Moroder, busca atingir as faixas mais jovens.
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