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Goethe Institut

Artigo em 12.04.1992

O Goethe Institut continua em sua generosidade para movimentar os espaços da Fucucu. Amanhã, no Teatro do Paiol acontece um bonito espetáculo para quem gosta de música de sopros: o único concerto do Fun Horns, formado pelos saxofonistas Voker Schlott e Thomas Klemm, tronbonista de vara Jurg Huke e pistonista Heimer Brebeck. Ingressos a apenas Cr$ 3 mil. xxx

Plácido Domingo graças ao Banco Real estará no Paiol

Quando Paulo Wendt (1914-1967), nome que ficou dentro da vida noturna de Curitiba como dono de uma rede de boites e restaurantes a partir da Marrocos, na Praça Carlos Gomes (*), [preocupado] em melhorar sua imagem atingida por acusações de favorecer o lenocínio classe "a" decidiu não apenas restringir as suas sofisticadas casas noturnas (que incluíam além da "Marrocos", "Tropical", "Cadiz" durante algum tempo e outros) os bons shows que bancava na Curitiba dos [anos] 50 (**), não teve dúvidas: investiu alguns milhões para uma tempestade de óperas e operetas, com nomes nacionais, que po

"Primeiro Amor" infantil é a maior atração para o público

Possibilitando aos que ainda não assistiram "JFK - A Pergunta que não quer Calar", de Oliver Stone (cines Astor e Cinema I) e "Unidos pelo Sangue" (The Indian Runner), de Sean Penn (Cine Ritz) - além dos outros digestivos programas em cartaz - disponham de maior tempo, apenas duas estréias, de médio interesse nessa semana: "Caso de Força Maior" de Pierre Jolivet (Cine Luz) e a comédia infantil "Meu primeiro Amor" (My Girl), que catipultuada [catapultada] pelo carisma de Macaulay "Esqueceram de Mim" Culkin tem tudo para se tornar o novo campeão de rendas.

Uma amarga decisão (e a desatenção com o público)

Baseado em fatos reais "O Expresso da Meia Noite" (Midnight Express, 1978, de Alan Parker) denunciou a violência sofrida por um jovem norte-americano, Billy Hayes (interpretado por Brad Davis, falecido há poucos meses vítima da Aids), preso na Turquia como traficante de haxixe. O filme - que recebeu várias indicações e o Oscar de melhor roteiro (Oliver Stone) acabou provocando problemas com aquele país - mas ficou como um denúncia dos mal tratos dispensados pela polícia turca a prisioneiros estrangeiros.

Estréiam hoje dois dos melhores filmes de 1991

1992 não poderia começar melhor em termos cinematográficos. Hoje, terceiro dia do ano, estréiam dois dos dez melhores filmes indicados no referendum em que participaram 28 críticos e cinéfilos de 8 capitais e que, pela 26ª vez, ininterruptamente, O Estado do Paraná publicará domingo. "Não Amarás", do polonês Krzystof Kieslowski e "Os Imorais", do inglês Stephen Frears - que embora estivessem inéditos em Curitiba obtiveram pontuação para integrar a lista dos 10 melhores, estréiam agora nos Cine Groff e Bristol, respectivamente.

Uma nova safra com os talentos alemães

Um dos eventos cinematográficos mais importantes está acontecendo praticamente sem maior divulgação, com reduzidíssimo público, no Goethe Institut, desde o dia 11 do corrente. Trata-se de uma mostra de oito longa-metragens e um média - que comprovam, antes de tudo, a qualidade técnica/profissional dos realizadores alemães.

Documentários sobre os homens e a esperança

Se na ficção, os filmes desta nova geração de cineastas alemães já entusiasmam, ainda mais significativos são os quatro documentários. "O Índio" (Der Indianer), 1986-87, de Rolf Schubel, é daqueles filmes de "utilidade pública", que se insere numa linha, por sinal, bastante procurada pelo cinema americano: as obras que transmitam esperança e fé a pessoas com doenças graves (*). Leonard Lentz (1930-1987) é um cidadão classe média, casado, que durante suas férias em Pamplona, Espanha, sente um problema na garganta. Ao consultar o médico, a trágica realidade: câncer na laringe.
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