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Goethe Institut

O cinema que as alemãs fazem

É uma pena que o Brasil não tenha uma instituição assemelhada ao Goethe Institut! Se existisse, talvez o nosso cinema não fosse tão mal. Espalhado por mais de 50 países, o instituto que leva o nome do poeta maior da língua germânica tem, entre tantas outras atividades, o mérito de divulgar mais o cinema alemão do que qualquer outra entidade oficial ou não. Anualmente, o Goethe promove pelo menos dois a três eventos para mostrar como o cinema alemão é importante - e como há gente nova (e talentosa) fazendo filmes naquele país!

No campo de batalha

Pela segunda vez, a professora Lúcia Camargo, secretária municipal da Cultura, viajou para a República Federal da Alemanha. Embarcou no domingo, 23, para três semanas de estadia naquele país, visitando várias cidades. Em 1985, Lúcia já havia ganho uma bela viagem - como esta, também por indicação do Goethe Institut, cuja diretora local, Heidrun Bruckner (às vésperas de deixar o Brasil) é uma de suas melhores amigas. xxx

Um filme de Costa-Gravas sobre racismo na América

A mais impressionante estréia da semana chega inesperadamente, de surpresa: "Atraiçoados" (Betrayed) de Costa-Gravas, 56 anos, o mais corajoso cineasta político contemporâneo - e que desde 1968, quando "Z" ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro se dedica a um cinema de denúncia. "Betrayed" aborda a questão do racismo nos EUA e, especialmente dos grupos radicais - a partir do assassinato de um radialista em Denver, há 5 anos, com Debra Winger e Tom Berenger na frente do elenco deste filme que é de visão obrigatória e merecerá atenção especial. Em exibição no Lido II, desde ontem.

No campo de batalha

Constantino Viaro, superintendente da Fundação Teatro Guaíra, convidou, oficialmente, Marcelo Marchioro para dirigir a ópera "Tosca", de Puccini, que com direção musical do maestro Alceo Bocchino, será produzida em outubro. Antes, porém, Marcelo dirige um novo espetáculo em São Paulo (Teatro Paiol, da qual é agora diretor administrativo): "Cais D'Oeste" de Bernard Marie Koltes (1949-1989), autor totalmente desconhecido no Brasil. xxx

Quem diria, Josephine Baker acabou por aqui

Há algumas semanas, na sala de projeção do Disc-Tape (Rua Padre Agostinho), uma equipe de jovens filmava uma das principais seqüências de "Josephine". Inspirado claramente em "Laranja Mecânica", o roteiro do diretor André Gentil (desenvolvido em colaboração com Paulo Camargo) previa uma seqüência em que a personagem central, interpretada pela jovem Carla Almeida, 19 anos, amarrada numa cadeira é obrigada a assistir dezenas de vezes um mesmo filme com a cantora Josephine Baker - num processo de lavagem cerebral.

O novo cinema alemão é a melhor opção nesta semana

Mais um vez o Goethe Institut traz uma informativa mostra do cinema alemão. É de se perguntar, o que seria do cinema alemão se não fosse o Goethe? Há quase 20 anos que esta instituição cultural, com sede em Munique e que se espalha por todo o mundo, vem dando a maior contribuição para a promoção da cultura alemã, em especial do cinema. Se não fosse o trabalho incansável do Goethe, o cinema alemão continuaria a ser desconhecido entre nós - como ficou por mais de duas décadas, no pós-guerra.

No campo de batalha

A temporada de "Eu, Feuerbach", de Tankred Dorst (auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, hoje, 21 horas: dias 21 a 26, 29 a 31), marca uma nova faceta do talentoso Adriano Távora: a de tradutor. Surpreendendo a todos, o primogênito de Maurício Távora, mostra que aprendeu bem o alemão no Goethe Institut e fez uma boa tradução do complicado texto de Dorst. xxx

Caminhos e definições da crítica de cinema

Sem querer, o cineasta paranaense Sérgio Bianchi foi o único realizador brasileiro que acabou se beneficiando diretamente do Seminário "A Crítica Do Cinema em Questão", realizada entre os dias 28 e 30 de novembro, no auditório da Cinemateca do Museu de Arte Moderna-RJ - como última atividade do V FestRio. É que o simpático Serjão, que se encontrava no Rio para tratar da participação de seu filme "Romance", em novos festivais internacionais, foi procurar no MAM o crítico José Carlos Avellar, coordenador do seminário.

Um livro de arte para expotação

O jornalista Antônio de Oliveira Pinto, crítico de cinema da RTP - Rádio Televisão Portuguesa e do Diário Popular de Lisboa - onde também escreve sobre livros de arte e, eventualmente, artes plásticas, foi um dos primeiros estrangeiros a folhear o volume "Fitas e Bandeiras Venske" de Orlando Azevedo.

No campo de batalha

Um bom exercício político: para onde irão os ocupantes dos cargos do primeiro escalão que desde ontem, último dia útil da administração Roberto Requião, deixaram os seus cargos? Há os que saíram da iniciativa privada e, naturalmente, voltarão para suas funções mais lucrativas nesta área. Há os profissionais liberais, além dos que também serviam em órgãos do Estado. Estes, como o governo é do PMDB, esperam ser bem aproveitados.
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