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Jorge Amado

Guerra no Oeste em realidade e ficção

Com mais de 30 títulos em catálogo e numa salutar ascendência entre as editoras regionais, a Criar, de Curitiba, tem nada menos que 11 títulos programados para lançar nos próximos meses. Diversificando sua produção, o editor Roberto Gomes, 41 anos, catarinense de São Francisco do Sul que há quase 20 anos optou por Curitiba, está vendo a antologia "Contos Cubanos do Século XX", lançada durante a 9ª Bienal Internacional do Livro, obter uma justa projeção nacional, o que talvez obrigue a antecipar o segundo volume, inicialmente previsto apenas para 1987. xxx

Despertando talentos com os jovens do Boi Voador

Quando um modesto grupo de jovens apaixonados por teatro passou por Curitiba, há seis anos, poucos se ligaram com o trabalho de uma atriz chamada Maria Padilha. Hoje, ela é um dos nomes crescentes na nova geração de estrelas do teatro brasileiro. Antes, o então desconhecido Asdrúbal Trouxe o Trombone, fazendo uma temporada de "O Inspetor Geral" de Gogol - numa demolidora montagem no Teatro do Paiol, foi praticamente ignorado pela imprensa e pelo público. O advogado (e crítico) Eduardo Rocha Virmond foi um dos poucos que, com muita visão soube valorizar o espetáculo.

O talento que faz jovem uma peça escrita em 1891

"Uma geração passa e outra geração vem; mas a Terra para sempre fica (...) O Sol sempre nasce e o Sol se põe e apressa-se para o lugar onde nasceu". (Eclesiastes) xxx Quando escreveu "O Despertar Da Primavera", Franke Wedekind (Hannover, 1864 - Munique, 1918) tinha 27 anos. Já havia tido muitas experiências afetivas e profissionais: foi secretário de um circo itinerante e tornou-se ator - representando, no futuro, suas próprias peças.

Na Cinemateca, um ciclo sobre o negro no cinema

Dentro da programação da Cinemateca do Museu Guido Viaro, Francisco Alves dos Santos marcou ótimas atrações para este mês. Começou com as apresentações de dois clássicos - "Limite", 1929, de Mário Peixoto e "Sangue de Pantera", EUA, 1942, de Jacques Tourneur. Teremos a partir de hoje o ciclo Cinema & Cultura Negra e, posteriormente, o I Fórum de Cinema Documentário Brasileiro e o I Encontro de Cineclubistas da Região Sul.

No campo de batalha

Na próxima semana a cidade ganha uma nova galeria de arte: a Canzas (Rua Saldanha Marinho, 562). Na verdade, a galeria já existe, mas como o seu proprietário, o bilionário Nassib Abbage, pouco tempo dispõe para cuidar de sua administração, sua cunhada, Ironita, decidiu agilizar o excelente espaço e começa com uma exposição de Itsuo Lubo, 27 anos, paulista de Lins, há 15 anos na estrada artística. Os planos de Ironita Abagge, são múltiplos para dinamizar a Canzas. xxx

Araken e o bombardeio que não houve em 1961

Ao mesmo tempo que está planejando um grande evento para promover nacionalmente os bons artistas plásticos do Paraná, através de uma mostra num dos mais valorizados espaços do Rio de Janeiro, o jornalista Araken Távora ultima as pesquisas para um livro-reportagem destinado a ser um dos best-sellers do próximo semestre: "Operação Piratini", já com edição contratada pela L&PM, de Porto Alegre.

A noite em que João esteve em Curitiba

Não lembro se aconteceu em 1960 ou 61. Tenho certeza, entretanto, que foi no início daquela década. Paulo César, radialista veterano, era uma espécie de empresário artístico e apresentador de um dos programas de auditório de maior sucesso da Rádio Guairacá, que instalada na Rua Barão do Rio Branco, vizinha da PRB-2, vivia seus últimos anos de esplendor radiofônico.

A Volta de Gabriela e a estréia de Hurt

A badalada estréia de "O Beijo da Mulher Aranha", de Hector Babenco, que com quatro indicações para o Oscar no próximo dia 26, se constitui na grande esperança de projeção do cinema brasileiro (apesar de ser uma co-produção com os EUA, interpretado por dois atores americanos e realizado por um argentino) estimula também subprodutos de marketing cinematográfico.

Caymmi, som, imagem, magia

"Que são setenta anos, diante da melodia que não conta tempo, não envelhece, enquanto as modas de cantar se sucedem e quase nada de música existe mais do que uma estação? Não há dia seguinte para o cancioneiro de Caymmi. A flor que o vento joga no colo da morena de Itapoã não murchou ainda. Murchará um dia? Não creio. O que está na voz de Caymmi a gente guarda como faz com as coisas de estimação. E ao ouvi-la em casa, na rua, no ar, é sempre a emoção de um bom encontro. Incorporou-se ao patrimônio de arte e coração do Brasil. Ninguém o apaga ou destrói".
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