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Lala Schneider

Artigo em 15.04.1992

"O objetivo é concentrar, nesta primeira etapa, os investimentos numa área específica - no caso, o teatro, para obtermos resultados mais concretos". Com esta explicação, o governador Roberto Requião descartou parte da reclamações em relação a uma pulverização dos recursos do Pipa - Programa de Incentivo Artístico, também para o cinema e música. xxx

Alternativa, a nova FM e o rádio ganha jornal

Sem qualquer campanha de lançamento, a 28ª Rádio de Curitiba - e a 12ª em Freqüência Modulada - está no ar oficialmente há uma semana: A Alternativa FM - 106.5 MHZ, instalada na Rua Amauri Lange Silvério, 128, no Pilarzinho - bairro em que se concentram já sete outras emissoras. Pertence ao deputado Renato Johnson (PFL) que, entretanto, não aparece oficialmente. Quem responde pela emissora é o empresário Márcio Kaled, proprietário de um posto de gasolina, uma transportadora e revendedor da Brahma.

No alto do Capanema, uma rua para o Eddy

Seis meses após a trágica morte do jornalista e dramaturgo Eddy Antônio Franciosi (1930-1990), surge uma oportunidade ideal para a cidade que ele tanto amou - e viveu por mais de 35 anos - lhe prestar uma merecida homenagem. Uma rua que a Secretaria de Obras começa a abrir agora, no bairro do Capanema, em bela área ecologicamente preservada, se presta especialmente para receber o nome de Eddy. Fica a sugestão à Câmara Municipal.

No campo de batalha

Na exibição de "Lápis de Cor e Salteado", de Nivaldo Lopes, no penúltimo dia do RioCine Festival, gente que conheceu muito bem o compositor Palmilor Rodrigues Ferreira (1943-1979) apareceu para se emocionar com as imagens do filme de Palito: sua ex-mulher Melba e o jornalista Jorge Segundo, autor da reportagem sobre a morte do pai-de-santo Joãozinho Goumeia, que publicada na revista "Manchete", inspirou a Lápis compor "Funeral para um Rei Negro", um de seus sambas mais conhecidos. Emanoel Cavalcanti, ator alagoano, estava na platéia e aplaudiu. xxx

Eddy, o intelectual que o Paraná perdeu

"Não se pode morrer na metade do quinto ato" (Henryk Ibsen - 1828-1906; "Peer Gynt", ato V) A primeira peça que assisti no auditório Salvador de Ferrante foi "Seu Nome Era Joana". Verão de 1958. No palco, a história da donzela de Orleans - num magnífica atuação de uma jovem amadora, Astrid Rudner (por onde andará hoje?) tinha uma luminosidade e vibração ao meu provinciano olhar de quem começava a ver o que era uma montagem teatral. Guardei não só o impacto daquele peça encenada pelo então ativíssimo grupo de teatro mantido pelo Sesi como o nome do autor.

Maranhão, o homem de nosso teatro amador

Em dezembro, o Teatro do Estudante do Paraná apresenta uma nova peça - "A Morta Viva". Após uma curta temporada no miniauditório Glauco Flores de Sá Brito, estará sendo levada a Feira de Santana, na Bahia. Seria apenas um pequeno registro, se não tivesse um detalhe: significa que o mais antigo grupo de teatro amador do Paraná continua em atividade - e com ele também o seu fundador e principal animador, Armando Maranhão, 61 anos, completados dia 18 de junho último, 42 de atividades artísticas. Em sua modéstia nordestina, tranqüilo, Maranhão é discreto:

Lá, entre as estrelas, Zé Maria, um homem de teatro

São muitos os aspectos que fazem de José Maria Santos um trabalhador cultural da maior importância. De origens humildes, sem maiores pretensões intelectuais, encarnou o próprio aspecto de nossa arte subdesenvolvida e desprotegida. Pertencente a uma geração de Curitiba dos anos 50 que fazia teatro com idealismo e amor, sem qualquer possibilidade de sobreviver com as peças que eram encenadas na época, José Maria encontrou nas aulas do curso que Aristides Teixeira coordenava no Sesi um primeiro embasamento para a carreira que acabaria por abraçar integralmente.

Quem tem medo de palavrão? (Mas não precisa apelar)

Se algum apaixonado por estatística quisesse fazer uma pesquisa absolutamente inútil mas curiosa poderia levantar quantos palavrões são ditos em "Perversidade Sexual em Chicago". O palavrão, há muito, não assusta ninguém e seria estupidez qualquer interpretação moralizada. Mas não deixa de ser curioso imaginar que um público hipócrita, conservador, incapaz de discutir questões sexuais de forma adulta, com a cabeça feita pela televisão, se extasie com o vomitório de palavrões que a peça de David Mamet está recheada.

Mendes revisita a poesia de Alvarez

Dois marilenses se encontraram no Aeroporto Afonso Pena, domingo, à tarde: Sérgio Ricardo e Oswaldo Mendes. Sérgio havia vindo assistir a "Flics", enquanto Oswaldo retornava a São Paulo, chamado por Henry Maksoud, editor da "Visão", para importante reunião.
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