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Luís Carlos Barreto

O cinema brasileiro fica de fora dos lançamentos

Assim como a chamada lei da Obrigatoriedade foi o grande cavalo-de-batalha da indústria cinematográfica brasileira a partir do final dos anos 60 - e especialmente na década de 70 - a questão repete-se com a reserva de mercado para os filmes brasileiros junto ao segmento do vídeo. A questão é ampla, complexa e polêmica mas deve ser discutida! Os realizadores brasileiros conseguiram, após muita luta, chegar até a 140 dias/ano para que os filmes produzidos em nosso país fossem exibidos no circuito comercial.

Brasília, a capital da esperança para o cinema brasileiro renascer

Na noite de 9 de julho, quando o cineasta Rogério Sganzerla, 45 anos, subiu ao palco do Cine Brasília, para receber um retrato emoldurado com a imagem de José Mojica Marinz ("Zé do Caixão") defronte o túmulo de Carmen Miranda - oferta de seu amigo Ivan Cardoso, em nome da Associação Brasileira de Cineastas, como prêmio pelo seu média-metragem "Assim é Noel", houve a única manifestação político-cinematográfica da noite - excluída às vaias dadas a Neville de Almeida (e a atriz Claudia Raia) por sua premiação como melhor diretor ("Matou a família e foi ao cinema").

Em Brasília, a discussão de pólos cinematográficos

Brasília - Tão importante quanto o fato de contrariando as mais pessimistas previsões estar sendo realizado um festival de cinema brasileiro que teve inscritos quase 50 filmes - entre longas, médias e curtas - concluídos nos últimos meses com todas as dificuldades - é a preocupação da Fundação Cultural do Distrito Federal em fazer desta oportunidade do encontro da categoria cinematográfica - dispersa e [desmotivada] desde março do ano passado - num [fórum] em que se possa discutir, na real, os (des) caminhos do cinema brasileiro - e as (poucas) veredas para que se consiga a recuperação d

No campo de batalha

O secretário René Dotti tem um amigo comum que pode ampliar o canal com a recém-criada Secretaria da Cultura: é o jornalista Sebastião França, assessor da Embrafilme - e ex-assessor da Secretaria da Cultura no Paraná. No ano passado, França empenhou-se em divulgar no Paraná o furioso livro que Ipojuca Pontes escreveu denunciando erros da política cinematográfica brasileira: "O Cinema Dilacerado". xxx

O Brasil cinematográfico nos volumes informativos

Embora ainda raquítica se comparada ao festim de textos que mensalmente são oferecidos aos cinéfilos que dispõem de dólares para importar as dezenas de lançamentos de obras cinematográficas que acontecem nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Itália, a bibliografia cinematográfica vai crescendo no Brasil - em trabalhos originais ou traduzidos. Algumas biografias de artistas e mesmo realizadores emplacaram boas vendas e até ensaios profundos também encontram uma faixa específica de leitores, encorajando que editores de maior visão cultural façam edições importantes.

Uma festa bonita, com tudo funcionando certo

A receita da simplicidade deu certo. Assim é que os próprios diretores do FestRio - Luís Carlos Barreto e Nei Sroulevich, mais Cláudia Furiati, coordenadora dos seminários e videomaker, foram os mestres de cerimônia na festa de encerramento, a partir das 17h15 de sábado, 2, no Cine São Luiz - totalmente lotado. Com isso evitaram-se gafes e enganos que, em edições anteriores, com as apresentações dos premiados entregues a artistas de televisão, mesmo experientes, prejudicou o brilho das mesmas.

O FestRio em Fortaleza

Fortaleza De Aramis Millarch, enviado especial - Pela primeira vez nas seis edições do FestRio, o catálogo ficou pronto antes do evento começar - e um volume de 128 páginas contendo informações básicas sobre os 159 filmes entre longas e curtas - e dos 120 diferentes programas de vídeo e televisão, que estão sendo apresentados nos diferentes espaços ocupados por esta promoção que trouxe o mais importante festival de cinema do Hemisfério Sul para a ensolarada capital cearense.

Flashes do Festival

Pelo menos um curitibano terá um vídeo exibido, hor concours, no dia 29: é Henry Gervaisseau, 35 anos, filho de Violeta e Pierre Gervaissseau, que nasceu na capital paranaense - mas que só veio conhecer no ano passado, em setembro - pois seus pais, em 1955, retornaram a França, quando ele tinha menos de um ano de idade. Seu vídeo - "Homenagem ao Dom" focaliza Dom Helder Câmara, arcebispo de Olinda em 1964, quando seus pais foram perseguidos pelo exército, após o golpe que levou seu tio, Miguel Arraes, então governador de Pernambuco, Recife, a prisão.
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