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Marlene Dietrich

Aquelas "big bands" que fizeram o mundo dançar por muito tempo

Durante pelo menos três décadas, eles reinaram absolutamente. Amparados em exercícios de fulgurantes metais dourados, em contraponto a ajustadíssimas secções de cordas e discreta percussão, com harmonias perfeitas, as big bands eram absolutas em sua popularidade. Mesmo sem chegar a inventividade dos negros gênios jazzísticos - como os angustiados Charlie Parker, ou Lester Young - que se debatiam entre o álcool e drogas, músicos-maestros menos famosos junto aos círculos cult eram, entretanto, muito bem sucedidos financeiramente.

Vale a locação - Welles, Wilder e Seaton em três lançamentos magníficos

Com lançamentos que vinham decaindo, em termos artísticos, a cada mês, numa competição de mercado em que nivela por baixo a qualidade de suas edições, a CIC Vídeo recupera-se em abril. Em seu pacote, está lançando três filmes fundamentais, que merecem, cada um, atenção especial. Lamentavelmente, por falta de espaço, não podemos aqui dar os destaques merecidos, ficando apenas a dica a quem busca opções realmente merecedoras de serem vistas.

Kirk, Andrei, Akira falam sobre cinema

Nos anos 60, quando eram raras as editoras que publicavam livros de cinema, Enio Silveira, da Civilização Brasileira, não só lançou obras polêmicas como a "Revisão Crítica do Cinema Brasileiro" de Glauber Rocha (1939-1981), como, corajosamente, chegou a criar uma coleção de roteiros pela qual saíram vários scripts dos filmes de Federico Fellini. Hoje pertencente ao grupo Bertrand, a mesma Civilização continua a lançar bons livros de cinema, como as biografias de Kirk Douglas e Marlon Brando - esta recentemente colocada na praça.

Edgar fala das estrelas...

Um dos mais respeitados sociólogos franceses, Edgar Morin, voltou-se para o cinema há muitos anos e, em colaboração com o antropólogo-cineasta Jean Rouch, 73 anos, desenvolveu o chamado cinema verité, em documentários nos quais mostrou sua preocupação com grupos étnicos e problemas raciais. Doutor em literatura, engenheiro civil, etnólogo, Rouch - muitas vezes em colaboração com Morin - realizou a partir de 1947 importantíssimos filmes na Nigéria, Mali, Alto Volta, Costa do Marfim e outros países africanos.

Agora, vamos ouvir novamente os veteranos Jolson e Powell

Alegrai-vos nostálgicos do (melhor) cinema musical americano. Uma preciosa coleção reeditando êxitos avulsos de oito grandes estrelas-vozes dos golden years de Hollywood acaba de ser colocado nas lojas graças a WEA, detentora dos direitos da ACA Records - por sua vez sucessora da Decca, que entre 1930/60 teve um elenco milionário.

Bing, Judy, Fred e outros grandes stars de Hollywood

Se Al Jolson e Dick Powell são nomes vindos dos anos 30 - e assim, passados seis décadas, naturalmente soam como arqueologia musical para os mais jovens, a coleção inclui cinco álbuns de estrelas que passaram incólumes pelas décadas de 40/50 e chegaram até, mesmo, os anos 70.

Nasce um mímico

Dono de duas galerias de arte, colecionador de obras de arte e boêmio, Max Stoltz Neves teve uma alegria ao abrir agora o Max's Bar: acabou aproximando dois jovens artistas que poderão fazer bela carreira. De um lado, a bela Daniele Luz, 24 anos, atriz e cantora londrinense, que com a peça "Toda Nudez Será Castigada", de Nelson Rodrigues, viajou a Nova York e Portugal, em festivais de teatro. De outro, Berlim Júnior (Luiz da Silva Berlim Júnior), 27 anos, curitibano, ator e mímico.

As mensagens de (Feliz) Natal

A Global Editora, de São Paulo - especializada em obras de autores de esquerda - distribuiu um cartão no qual está clara sua ideologia, com uma passeata no qual brilham as bandeiras do PSB, PCB, PDT, PT e até do movimento feminista. Outra editora - a Sigla - usa um cartão dobrado com a frase "A gente só muda o Brasil se usar a força". Abrindo-se, a receita: A força do trabalho/ A força da honestidade/ A força do amor/ A força da verdade/ A força da amizade/ A força da união/ A força da solidariedade/ A força do humor/ A força do voto/ A força de vontade. xxx

No campo de batalha

A mostra do cinema alemão encerrou ontem, na Cinemateca, com um documentário exemplar: "Marlene", de Maximilian Schell. Por coincidência, acaba de chegar nas livrarias a autobiografia "Marlene D...", de Marlene Dietrich (tradução de Janer Cristaldo, Nórdica, Cz$ 590,00). Que merecerá registro mais detalhado em próxima edição. xxx
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