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Maurício Quadrio

O melhor de "Turandot"

A faixa de "operários" - como eles próprios se autodenominam, ou seja os apaixonados pelo bel-canto, continua a crescer. Seja no requinte do vídeo e do laser, agrupando os fanáticos pela ópera que dispõem de maiores rendimentos (e em Curitiba há pelo menos dois atuantes grupos, um deles liderado por José Moura Falcão) ou, mais modestamente, os que ainda ficam nos elepês convencionais. Maurício Quadrio, que há 15 anos deslanchava a operação "Quem tem medo de música clássica?

Se não dá para ver ao vivo, console-se com as gravações

A cada ano, o conselho consultivo do Free Jazz, do qual fazem parte experts na área como Zuza Homem de Mello (em Cascavel neste fim de semana, integrando o júri do XVII Fercapo), programam criadores da mais alta voltagem, não só entre os já consagrados, como aqueles que estão aparecendo nos últimos anos com propostas novas. Isto explica a presença de um inovador como o saxofonista John Zorn, cujo primeiro elepê aqui lançado há poucos meses (pela WEA), surpreendeu mesmo aos ouvidos mais abertos.

Imagem traz os clássicos que os húngaros produzem

Mesmo competindo com padrões de exigências cada vez maiores da refinada faixa de público que coleciona música erudita - e que em sua maioria, dispondo de amplos recursos, prefere edições em CDs, de primeiríssima qualidade - algumas gravadoras ainda mantém lançamentos convencionais - embora, em muitos casos, façam edições simultâneas em CDs e, nos últimos tempos também em fitas de cromo (área na qual a Polygram foi a pioneira).

Gould, o pianista do maior requinte

Realmente, não há razões dos apreciadores da música de melhor nível se queixarem. O jazz está em escalada com muitas (e ótimas) edições nacionais e para o público que aprecia a música erudita há lançamentos nacionais estimulantes. Claro que os milionários com discotecas CDs, exigentes, recorrem aos importados, mas para quem vive a nossa (triste) realidade em cruzados, o trabalho que Leo Barros vem fazendo na Polygram e Maurício Quadrio na CBS não pode deixar de ser digno dos maiores elogios.

Mesmo com a crise, CD ampliou o seu mercado

Se alguém tem dúvidas de que nem tudo vai mal neste país, um indicador de que em época de crise o som vai bem: nos três primeiros meses deste ano já foram lançados nada menos que 170 títulos de CDs - o que somada à produção de abril, completa mais de 200 produtos novos em catálogo. Considerando que o custo de um CD está variando de NCz$ 15 a NCz$ 40,00, é de se imaginar que um razoável público de bom poder aquisitivo está absorvendo as edições que as gravadoras vêm fazendo de um produto sofisticado e destinado àquele que seria, a princípio, para a classe A.

Scheherazade & Pavarotti

Dois lançamentos para faixas mais exigentes de público - consumidores da música lírica e clássica: a Filarmônica de Israel sob regência de Zubin Mehta, em nova gravação da suíte sinfônica "Scheherazade", de Nicolai Rimsky Korsakov (1844-1908) e parte do recital que Luciano Pavarotti fez no Carnegie Hall, Nova Iorque, em 1º de novembro de 1987.

Leonard Cohen, até que enfim, chega ao Brasil

Se o marketing fonográfico faz com que o rock (e o lixo sonoro) de consumo, modismo, tenha hoje edições simultâneas em termos internacionais - e a mesma gravação chegue nas lojas do Brasil com um atraso máximo de 60 dias, a qualidade e o talento de muitos nomes continua a ser ignorada pelas gravadoras.

Clara e Paulinho em excelentes reedições

O bom senso parece que chegou nos executivos de algumas gravadoras que estão fazendo o óbvio: promover reedições dos melhores discos. A era do CD estimula remontagens das gravações de intérpretes capazes de alcançar boa vendagem, mas há também o mercado tradicional que anseia entender a chance de possuir gravações, reprocessadas eletronicamente, de intérpretes clássicos. Com isto as raridades do mercado - que chegam a valer até NCz$ 300,00 por parte de colecionadores fanáticos - perdem sua cotação e o público é beneficiado.

Presença saborosa de vozes afinadas

Melhor do que nenhum outro record-man, o eclético Maurício Quadrio sabe a arte de remexer arquivos e reciclar produções. Faz isto há quase três décadas e graças à sua sensibilidade, bom gosto e, sobretudo, senso de mercado, excelentes reedições são sempre providenciadas - para alegria dos mais jovens, que não tivessem acesso aos lançamentos originais ou, então, aos que desejavam substituir gravações tão ouvidas que se encontram gastas.
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