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Maurício Quadrio

Momento Musical Odeon

Meio difícil entender porque a Odeon lançou no início deste ano uma coleção chamada << Momento Musical >> começando no volume 7 e encerrando no 15. Isto porque, apesar de várias consultas feitas, não encontramos os seis primeiros volumes desta coleção . Seria natural, que uma coleção numerada viesse em seqüência. Se o primeiro pacote - ou << formada >> , como Maurício Quadrio costumava dizer - saiu há alguns tempo, não devia faltar nas lojas, agora que apareceu um complemento.

O cravo bem temperado com João e as sonatas de Bach com Gould

Enquanto a Odeon desativou totalmente o seu setor erudito, que teve sua melhor fase quando o ultra-competente Maurício Quadrio ali se encontrava e a Polygram, vítima de uma precária estrutura e representação regional, perde terreno com seus lançamentos clássicos (embora disponha de excelentes catálogos), a CBS, ganha espaço entre as faixas que sabe prestigiar o que existe de melhor na música dos grandes mestres e duas outras marcas - a WEA e a Ariola, também começam a investir neste setor.

Clássicos (II)

Na semana passada registra-mos as dificuldades de gravações dos músicos eruditos no Brasil - e especialmente da difusão dos nossos compositores que se dedicam a música clássica. Por isto, quando gravadoras dão oportunidades a que se tenha registros de nossos autores em bem cuidadas interpretações, julgarnos que o rato merece especial registro. É o que faremos hoje em relação a algumas expressivas produções que saíram recentemente - e que podem ser encontradas em loja, que trabalham com discos de qualidade, como a F. Sartori e Arte & Talento, em Curitiba,

Clássicos

Apesar da crise no meio fotográfico, que leva mesmo poderosas multinacionais a desativarem seus setores clássicos e jazz, (a Odeon, por exemplo, dispensou o competente Maurício Quadrio e paralisou a área), a CBS continua a fazer lançamentos do setor: editou mais dois discos de jazz (um com a excelente cantora Betty Crater, que esteve no II Festival de Jazz, em abril/80, em São Paulo) e vários lançamentos de música erudita.

Artigo em 11.10.1981

LEE RITENOUR e BILL MONROE, dois exemplos de guitarra em diferentes estilos. Aos 20 anos, Lee possui uma bagagem de trabalho que faria a glória de qualquer músico veterano. Nascido em Los Angeles, aos 6 anos já tocava guitarra e aos 10 tinha seu próprio estilo. Influenciado por Wes Montgomery, Benson, B. B. King, Joe Pass, John McLaughlin e Howard Roberts, há 9 anos terminava o curso de guitarra clássica da University of South California e em 1974 trabalhava com Sergio Mendes.

Óperas de Gershwin e mestres do violão

Paralelamente a básica edição da obra pianística gravada por Guiomar Novaes, numa coleção primorosa e bem cuidada, como caracteriza tudo o que Maurício Quadrio realiza, a WEA, ao entrar no setor erudito está também atingindo outras faixas do público de bom poder aquisitivo que freqüenta, com regularidade as prateleiras especializadas.

Viva, a Pablo retorna!

No ano passado, uma das mais tristes notícias que os apreciadores do bom jazz tiveram foi a de que a Pablo Records cessaria suas edições no Brasil através da Phonogram, que desde 1975 vinha colocando no Brasil as excelentes produções desta etiqueta fundada por Norman Granz (ex-Verve), com o nome em homenagem ao artista Pablo Picasso (1881-1973), que inclusive chegou a desenhar o seu logotipo, pouco antes de morrer.

Das reedições a música das novelas a música das imagens tem seu público

Um sólido pacote de trilhas sonoras de filmes, telenovelas e até teatro e "shows", está sendo colocado nas lojas, provando que apesar de afirmações de alguns executivos fonográficos, de que este gênero - válido, antes de tudo como documentação e que tem colecionadores fiéis, pode ser rentável. Há alguns anos, ainda quando na direção de projetos especiais da Polygram, Maurício Quadrio além de ter provado as possibilidades da área clássica e jazzística, editou também a coleção de 10 álbuns duplos intitulada "Hollywood Story", com as sound-tracks dos melhores musicais da MGM.

O Vanguardista Gilberto Mendes

Se mesmo a música dos grandes mestres brasileiros - como Villa-Lobos, cujo 20º ano de falecimento transcorreu no ano passado, Mignone, Guarnieri e tantos outros, têm raríssimas gravações no Brasil, imagine-se, então, a dificuldade dos compositores de vanguarda, com propostas novas, chegarem a registrar em elepes os seus trabalhos. Só mesmo quando há um produtor da visão e abertura cultural de Maurício Quadrio, isto se torna possível.

Billy Eckstine, só amanhã

Para os que tem menos de 30 anos, o nome de Billy Eckstine (William Clarence Eckstein, Pittsburgh, Pennsylvania, 1914), talvez não signifique muito. Mas para quem acompanha a música americana dos anos 40/50, por certo se alegrará com a inesperada oportunidade de assisti-lo amanhã, sábado, em uma única apresentação no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto.
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