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Milton Nascimento

A música instrumental em "boom" de qualidade

Comparativamente a música vocal, os instrumentistas brasileiros tiveram uma boa presença em 1991. Apesar de quantitativamente ainda reduzidos, mostram cada vez mais o vigor, talento e evolução de nossos instrumentistas - muitos deles fazendo carreira no Exterior. Coincidentemente, coube a pequenas etiquetas independentes - a hoje quase extinta Chorus, a Visom e, especialmente a Kuarup e a jovem Caju Music fazerem edições de maior qualidade.

Beth, Marina e Leila, as vozes deste final de ano

Entre a choradeira das gravadoras, mais do que nunca queixando-se de uma natural (e até justa) retração dos consumidores frente ao empobrecimento cada vez maior da classe média - que normalmente se constituía numa faixa-alvo dos negócios fonográficos - mesmo os chamados "grandes lançamentos" de final de ano estão sendo repensados. Este ano, não teremos um álbum de prestígio de Chico Buarque ou Edu Lobo, o (ótimo) disco de João Bosco ("Zona da Fronteira", Sony) já saiu em outubro e a esperança, qualitativamente, é o novo álbum acústico de Milton Nascimento.

OS 10 MELHORES DISCOS DE MPB - 1991 (produções de gravadoras)

1- Todo Sentimento -Elizeth Cardoso/Rafael Rabello (Columbia/Sony Music); 2- João - João Gilberto (Philips/Polygram); 3- Olhos Negros - Johnny Alf e convidados (BMG); 4- Zona de Fronteira - João Bosco (Columbia/Sony Music); 5- Circuladô - Caetano Veloso (Philips/Polygram); 6- O Planeta Blue na Estrada do Sol, - Milton Nascimento (show acústico gravado ao vivo) - (Columbia/Sony); 7- Vai Meu Samba Vai - Martinho da Vila (Columbia/Sony); 8- Canções - Pericles Cavalcanti (Philips/Polygram); 9- Fronteiras Abertas - Luiz Carlos Borges/Antônio Tarrago Ros (RGE);

A música instrumental em "boom" de qualidade

Comparativamente a música vocal, os instrumentistas brasileiros tiveram uma boa presença em 1991. Apesar de quantitativamente ainda reduzidos, mostram cada vez mais o vigor, talento e evolução de nossos instrumentistas - muitos deles fazendo carreira no Exterior. Coincidentemente, coube a pequenas etiquetas independentes - a hoje quase extinta Chorus, a Visom e, especialmente a Kuarup e a jovem Caju Music fazerem edições de maior qualidade.

"Oriente", afinal o LP solo de Hugo Fatturoso

Beverly Hills, Los Angeles, janeiro de 1978. Na belíssima mansão de Airto e Flora, passo um inesquecível sábado californiano. A Flora havia me apanhado ainda cedo no hotel em que estava hospedado, em Westwood, próximo a U.C.A, e eu tinha reservado o dia para rever os bons amigos brasileiros. Só que, assim que entrei no Thunderbird-78 de Flora, desculpou-se: - "Apareceu uma nova excursão e o Airto está ensaiando com o grupo e preparando também a finalização de um elepê".

A hora de repensar o futuro dos festivais

Reunindo em seu júri com 13 profissionais representando setores da produção e animação artística, jornalismo cultural, indústria e edição musical e artistas - instrumentistas, compositores e intérpretes, a IX Feira Avarense de Música Popular (27 a 29 de julho) proporcionou algo raro em termos de eventos competitivos: um produtivo debate sobre a importância dos festivais de música e da necessidade de se viabilizar o quanto antes, um projeto da animadora cultural Ercília Lobo: um encontro nacional de quem se dedica a promover festivais no Brasil.

Nana passou Guimorvan no jazz poll da "Down Beat"

Para variar, desta vez não deu Airto Moreira na cabeça! Habituado há quase 15 anos a liderar os jazz poll da Down Beat - a bíblia do "jazz, blues & beyond" (como está em sua capa), o nosso instrumentista de maior sucesso internacional na 39ª escolha anual dos críticos internacionais convidados pela revista fundada há 58 anos para opinar sobre os melhores da temporada passada, ficou agora em terceira posição pelos 85 experts de vários países.

As palavras sempre românticas de Joanna, que canta o coração

"Palavras só palavras Não dão pra acreditar No fundo tão vazias só criam fantasias" ("Morrendo de Amor", versão de Paulo Sérgio Valle para "Killing me softly with his song", de Norman Gimbel). xxx
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